
A tripulação da Expedição 74, a bordo da Estação Espacial Internacional, transformou-se em caçadores de meteoros quando a Terra atravessou uma nuvem de poeira e pequenos detritos deixada pelo cometa Thatcher em 1861.
Todos os anos, em meados de Abril, quando alguns destes fragmentos entram na atmosfera terrestre, aquecendo e deixando um rasto brilhante, a humanidade olha para cima – ou para baixo, no caso da tripulação da Estação – na esperança de vislumbrar estas estrelas cadentes.
A astronauta da ESA, Sophie Adenot, instalou uma câmara para registar automaticamente milhares de imagens na esperança de captar uma estrela cadente, um evento raro que geralmente dura apenas uma fração de segundo. Ela conseguiu registar duas com sucesso, e as imagens foram combinadas num timelapse, oferecendo uma bela, ainda que acelerada, visão da Terra à noite a partir da órbita.
“Em termos científicos, uma estrela cadente é, na verdade, um meteoro: um minúsculo fragmento de rocha ou poeira espacial que se desintegra ao entrar na atmosfera terrestre, depois de percorrer distâncias astronómicas. Para quem tem a cabeça cheia de sonhos, ver uma estrela cadente parece, muitas vezes, o momento perfeito para fazer um pedido… por precaução!”, afirma Sophie.
Os meteoros mais brilhantes, que podem parecer rasgar o céu, são conhecidos como “bólides”. A cor do seu rasto depende tanto da composição química do meteoroide como da altitude a que o fenómeno ocorre.
As próximas chuvas de meteoros, visíveis tanto da Terra como da órbita, são as Eta Aquáridas e as Perseidas, que atingem o seu pico em meados de Agosto.
Texto original: A Lyrid meteor from orbit
Texto e imagem: ESA
Tradução automática via Google
Edição: Rui Barbosa