SpaceX lança missão Transporter-3

A SpaceX levou a cabo o lançamento da missão Transporter-3 às 1525:39UTC do dia 13 de Janeiro de 2022 a partir do Complexo de Lançamento SLC-40 do Cabo Canaveral SFS. O lançamento foi realizado pelo foguetão Falcon 9-136 (B1058.10) cujo primeiro estágio foi recuperado na denominada ‘Landing Zone-1’ (LZ-1) no Cabo Canaveral.

Esta é a terceira missão partilhada transportando uma grande variedade de satélites entre CubeSats, microsats, PocketQubes e veículos de transferência orbital.

Este tipo de missões partilhadas permite o lançamento de pequenas cargas a preços mais baixos do que são usualmente praticados no mercado internacional do lançamento de satélites, acomodando dezenas de pequenos satélites que podem ser colocados em diferentes órbitas.

A carga da missão Transporter-3

A missão Transporter-3 transportou dezenas de satélites para a órbita terrestre: Umbra-02, Capella-7 (Capella Whitney 5), Capella 8 (Capella Whitney 6), ICEYE-X14, ICEYE-X16, Sich 2-1, ION-SCV 004 (com os satélites Guardian, STORK-1, STORK-2, LabSat, SW1FT, VZLUSAT-2), ETV-A1, BRO-5, HYPSO-1, Kepler-16 a Kepler-19, Flock-4x 1 a Flock-4x 44, Lemur-2 (146) a Lemur-2 (149), DEWA-Sat 1, NuX-1, OroraTech, IRIS-A, MDASat-1a, MDASat-1b, MDASat-1c, Tevel-1 a Tevel-8, Challenger, Delfi-PQ 1, Unicorn-2A, Unicorn-2D, Unicorn-2E, Tartan-Artibeus 1 (Unicorn 2TA1), FossaSat-2E1 (Pilot 1), FossaSat-2E2, FossaSat-2E3, FossaSat-2E4, FossaSat-2E5, FossaSat-2E6, MDQube-SAT 1, SATTLA-2A e SATTLA-2B, Unicorn-1, EASAT-2, HADES, Grizu-263A, PION-BR 1, SANOSAT-1, Gossamer Piccolomini e USA-320 a USA-323.

Umbra-02

O Umbra Lab, Califórnia, está a desenvolver uma constelação de satélites de Radares de Abertura Sintetica SAR (Synthetic Aperture Radar) que serão utilizados para a observação da superfície terrestre. O primeiro satélite, Umbra-SAR 2001 – colocado em órbita a 30 de Junho de 2021 na missão Transporter-2 por um foguetão Falcon-9, foi um satélite de 65 kg equipado com radar de abertura sintética na banda X para capturar imagens instantâneas com resolução de 25 centímetros numa área de 16 km2. A sua missão foi a de testar tecnologias e desenhos, validar o desempenho e progredir a arquitectura para totalmente operacional.

Para recolher imagens de radar, a Umbra Lab desenvolveu uma antena de alto ganho em rede que permite ser operada com energia relativamente baixa para obter imagens de radar de abertura sintética de alta qualidade.

A constelação de satélites Umbra será eventualmente composta por 24 veículos a operar em órbitas com uma inclinação de 97,5.º e altitude média de 530 km.

Capella-7 (Capella Whitney-5) e Capella-8 (Capella Whitney-6)

A Capella Space desenvolveu uma série de satélites SAR, Capella, que deverão constituir uma constelação de trinta unidades em órbita. Com uma massa de 112 kg, os satélites irão fornecer imagens de radar com uma resolução superior a 0,5 metros com grande contraste, alta resolução e baixo ruído. Os satélites Capella estão equipados com uma antena de 3,5 metros em forma de rede reflectora.

O primeiro satélite, Capella-2 (Capella Sequoia), foi colocado em órbita a 31 de Agosto de 2020 por um foguetão Electron/Photon a partir do Centro de Lançamentos de Máhia, Nova Zelândia, seguindo-se a 24 de Janeiro de 2021 o lançamento dos satélites Capella-3 (Capella Whitney 1) e Capella-4 (Capella Whitney 2) por um foguetão Falcon-9 na missão Transporter-1 a partir do Cabo Canaveral SFS, do satélite Capella.6 (Capella Whitney 4) a 15 de Maio de 2021 por um foguetão Falcon-9 juntamente com vários satélites Starlink e com o satélite Tyvak-0130 (lançado a partir do Centro Espacial Kennedy), e finalmente do satélite Capella-5 (Capella Whitney 3) a 30 de Junho de 2021 por um foguetão Falcon-9 na missão Transporter-2 a partir do Cabo Canaveral SFS.

O satélite Sich 2-1

O pequeno satélite Sich 2-1 (anteriormente designado Sich 2-30) é um veículo de detecção remota que é baseado na micro plataforma MS-2-8 desenvolvida pela Yuzhnoye’s MS-2-8 e que é destinado a obter imagens digitais da superfície terrestre nos comprimentos de onda visíveis e do infravermelho próximo, bem como para monitorizar os parâmetros da magnetosfera terrestre.

O seu lançamento estava originalmente previsto para ter lugar em 2012 a bordo de um foguetão 14A18 Dnepr-1.

O satélite é uma versão melhorada do satélite Sich-2 colocado em órbita a 17 de Agosto de 2011 pelo foguetão 14A18 Dnepr-1 (4503261319) a partir do Cosmódromo de Dombarovskiy. Transporta um sistema de observação com uma resolução no solo de 7,8 metros e uma varredura de 46,6 km. Uma experiência de comunicações a laser suíça encontra-se também a bordo. O satélite tem uma massa de 170 kg e o fornecimento de energia é assegurado por quatro painéis solares, com a energia a ser armazenada em baterias internas.

ETV-A1

Desenvolvida para a observação da Terra, a constelação ETV será operada pela britânica Sen. Os satélites ETV são baseados no factor de forma CubeSat-16U e são capazes de obter imagens de vídeo da superfície do nosso planeta em tempo real. O serviço irá incluir uma app de acesso gratuito para pessoas individuais, será utilizado para eventos de monitorização ambiental e desastres naturais, tais como fogos florestais, inundações e tempestades, bem como para a monitorização das alterações climáticas e movimentos de grandes grupos de pessoas.

Cada satélite, desenvolvido pela NanoAvionics, estará equipado com várias câmaras UHD, fornecendo múltiplas perspectivas da Terras, com imagens de grande angular e uma resolução de 1,5M.

A constelação será composta por cinco satélites.

Os satélites Kepler

Nesta missão foram colocados em órbita os quatro satélites Kepler pertencentes à Kepler Communications.

A Kepler Communications está a desenvolver uma constelação de CubeSats para a Internet das Coisas (Internet of Things IOT), máquina a máquina (M2M) e serviços de comunicação inter-satélite.

Os satélites oferecem dois serviços principais de comunicação. O primeiro é um serviço global de transferência de dados que retransmitirá com segurança gigabytes de dados numa solução de armazenamento e encaminhamento de banda larga por meio de um sistema de comunicações de banda Ku de alta taxa de dados a bordo de cada satélite. O segundo serviço fornecerá conexões padronizadas IoT com qualidade celular, conectando sensores e dispositivos em qualquer lugar da Terra com seu provedor de serviços.

Após os primeiros protótipos iniciais, KIPP e CASE e TARS, o Kepler precisava de um projeto de produção em massa para a constelação operacional. Assim, o Space Flight Laboratory (SFL) e a Kepler Communications assinaram um acordo de desenvolvimento e fabrico de satélites que pode servir como um modelo para colaboração futura entre organizações. A SFL projetou e construiu o primeiro nanosatélite Gen1 totalmente operacional na constelação de satélites de comunicações comerciais da Kepler. O projeto deste satélite será usado pela Kepler na produção em massa de 140 satélites. A SFL está a  ajudar no início da produção numa unidade de fabrico pertencente e operada pela Kepler, onde satélites duplicados serão produzidos em massa.

A plataforma 6U-XL CubeSat da SFL, denominada Spartan, apresenta painéis solares implantáveis, rádios definidos por software (SDR), uma carga útil de comunicação de banda estreita e antenas de alto ganho.

Nesta missão foram colocados em órbita os satélites Kepler-16 a Kepler-19.

Os satélites Flock

A constelação de satélites de observação da Terra, Flock, foi construída e operada pela Planet Labs (anteriormente designada Cosmogia Inc.), é composta por numerosos CubeSat-3U com uma massa de 5 kg. As constelações Flock-1 e Flock-1b são compostas por 28 satélites em órbitas inclinadas em altitudes médias. A constelação Flock-1c é composta por 11 satélites em órbitas polares.

Grande parte dos satélites contém um sistema de observação RGB standard, mas cinco satélites foram equipados com sistemas experimentais operando em diferentes bandas espectrais ópticas.

Cada satélite transporta um telescópio e uma câmara CCD equipada com um filtro Bayer. O sensor CCD converte os fotões filtrados em electrões, que são então ampliados de forma a produzir um número digital correspondente a cada pixel em cada banda. A Planet Labs lançou três gerações de instrumentos ópticos: Planet Scope 0 (PS0), Planet Scope 1 (PS1) e Planet Scope 2 (PS2). As imagens têm diferentes atributos dependendo da altitude do satélite e do tipo de instrumento.

O PS0 é composto por um Maksutov Cassegrain de dois elementos ópticos com um detector CCD de 11MP. Os elementos ópticos estão montados em relação à estrutura do satélite. O PS1 contém o mesmo sistema óptico do PS0 mas alinhado e montado num telescópio de fibra de carbono e titânio que se encontra isolado. Este telescópio é equipado com um detector CCD de 11MP. O PS2 é composto por um sistema óptico de cinco elementos que fornece imagens com um campo de vida largo e qualidade de imagem superior, sendo equipado com um sensor CCD de 29MP.

Nesta missão foram lançados os Flock-4x (1) a Flock-4x (44).

Pilot-1

O Pilot-1 é primeiro nanossatélite fabricado em Piacenza e permanecerá em órbita por três anos. O Pilot-1 é um projecto de alta tecnologia criado pela empresa Piacenza com as colaborações de Microchip, Asimof, Ono e Black-Iot, sendo este o primeiro de uma série de satélites a ser colocado em órbita.

O satélite será utilizado para a observação da Terra e para testes IoT, utilizando técnicas de comunicações de baixa energia e sistemas ópticos miniaturizados para detecção remota. É baseado na plataforma de alto desempenho FOSSASat-2E desenvolvida pela FOSSA Systems e será transportado num dispensador PocketPOD.

Os nanossatélites serão posicionados na termosfera e poderão comunicar-se com sensores colocados na Terra, permitindo a coleta de grandes quantidades de dados que serão utilizados para a criação de aplicativos para Smart City, Smart Farming, Smart Energy, Smart Landing, segurança, cuidados de saúde, edifícios inteligentes, industria aeroespacial e telecomunicações, mecatrônica e automação.

Toda a plataforma do aplicativo hospedada no Pilot-1 é baseada no PonGo Ide, um software revolucionário criado pela CShark

Os satélites WISeSAT-1 e WISeSAT-2

O satélites WISeSAT-1 e WISeSAT-2, foram fabricados pela FOSSA Systems para a WISeKey, uma empresa suíça de cibersegurança, AI e IoT. Os satélites WISeSat irão oferecer aos seus clientes tecnologia IoT num modelo SaaS que permite comunicações IoT com uma autenticação e encriptação. Os satélites serão transportados num dispensador PocketPOD.

Os satélites são os dois primeiros veículos da constelação WISeSat que tem como objectivo recolher e enviar dados a partir de sensores terrestres, aumentar o conhecimento sobre o estado de determinados bens e oferecer a informação essencial para melhorar processos e optimizar a produção, incluindo a previsão da manutenção de equipamentos e maquinaria, a criação de casas inteligentes com aplicações conectadas, ou melhorar as comunicações críticas entre dispositivos tais como veículos autónomos.

Estas comunicações entre sensores, portas de acessos (gateways), estações no solo e satélites em órbita, requerem ligações de confiança. É por esta necessidade que a WISeSat utiliza a VaultIC®, uma solução criptográfica completa que usa algoritmos que garantem os requerimentos Certificate-based Authentication (PKI), Authorization, Encryption, and Integrity.

A WISeKey e a FOSSA Systems estão também a trabalhar no desenvolvimento de nodos de segurança e portas de acesso com micro-controladores VaultIC®, criando um ecossistema completo de dispositivos seguros capazes de comunicar com a WISeSat utilizando módulos de comunicações estandardizados.

Os satélites ICEYE X

Os satélites ICEYE-X fazem parte de uma constelação de microssatélites equipados com radar SAR (Synthetic Aperture Radar), desenvolvidos pela empresa finlandesa de startups ICEYE. Os satélites foram projetados para fornecer imagens de SAR em tempo quase real. Os satélites são veículos operacionais baseados no desenho do ICEYE X2.

A empresa está a trabalhar para lançar e operar uma constelação de micro satélites que possuem a sua própria tecnologia de sensor de SAR compacta e eficiente. O instrumento de radar de imagem ICEYE pode fazer imagens através das nuvens, mau tempo e escuridão.

Na missão Transporter-3 foram lançados os satélites ICEYE-X14 e ICEYE-X16.

BRO-5

Os satélites BRO (Breizh Reconnaissance Orbiter) foram desenvolvidos pela UnseenLabs (carga) e pela GOMSpace (modelo) e são baseados no modelo CubeSat-6U.

Os satélites serão utilizados para a monitorização espectral e serviços de inteligência electromagnética para vigilância marítima e tráfego aéreo.

O primeiro satélite da série, BRO-1, foi colocado em órbita a 19 de Agosto de 2019 por um foguetão Electron, seguindo-se os satélites BRO-2 e BRO-3 lançados a 20 de Novembro de 2020, também por um foguetão Electron, e finalmente o BRO-4, a 17 de Agosto de 2021, lançado por um foguetão Vega.

Os satélites FossaSat-2E

Os satélites FossaSat-2E (FossaSat-2Evolved) são baseados no factor de forma 1p PocketQube e foram desenvolvidos pela Fossa Systems. Os seis satélites transportam uma carga destinada a comunicações da IoT (Internet of Things) desenvolvida pelo fabricante italiano CShark.

Os satélites transportam um dispositivo LoRa de alta capacidade para bandas ISM (industrial, científica e médica), tendo a capacidade de retransmitir 400.000 mensagens por dia e uma antena dedicada. Transportam ainda uma câmara multiespectral com capacidades GSD de 10-20m7px. 

O satélite FossaSat-2E 1 corresponde ao satélite Pilot-1. Os restantes são o FossaSat-2E 2 a FossaSat-2E 6.

Gossamer Piccolomini

Utilizando tecnologia de radar, os satélites Gossamer (baseados no factor de forma CubeSat-1U) têm como objectivo detectar água e minerais até uma profundidade de 2 km abaixo da superfície terrestre, criando mapas tridimensionais. Operados pela empresa Lunasonde, os satélites irão auxiliar na localização de depós sitos de minerais, água e outros recursos geológicos.

HYPSO-1

O satélite HYPSO-1 é um CubeSat-6U cujas dimensões são 10 x 20 x 30 cm, sendo desenvolvido pela NanoAvionics, Lituânia. A Universidade de Ciência e Tecnologia da Naruega (NTNU) desenvolveu a carga e fará o uso operacional do satélite.

A carga é uma câmara hiper-espectral composta por um sistema óptico e um processador que monta e processa as imagens provenientes da câmara antes de serem transmitidas através da rede KSAT (Kongsberg SAT).

O laboratório NTNU SmallSat também trabalha em conjunto com a organização estudantil Orbit NTNU, como um projecto de CubeSat derivado, com o qual a KSAT também colabora.

O projecto HYPSO-1 é financiado pelo Norwegian Research Council, NTNU AMOS, NTNU Oceans, a agência espacial norueguesa, ESA, EEA, a faculdade IE faculty, e pelos departamentos participantes.

Delfi-PQ 1

O satélite Delfi-PQ 1 (Delfi-PocketQube 1) é um pico-satélite desenvolvido no ‘Programa Delfi’ da Universidade Técnica de Delft e construído tendo por base o factor de forma 3P PocketQube.

O pequeno satélite consiste numa plataforma central que assegura as fuincionalidades básicas e que irá evoluir de forma iterativa ao longo do tempo. Susbsistemas avançados, tais como para determinação da atitude e controlo, bem como cargas, serão desenvolvidas como projectos separados utilizando uma especificação de integração standard. Somente quando estas cargas estejam prontas (em hardware ou software) poderão ser integradas e testadas, tornando-se uma parte formal do satélite seguinte, tanto como uma carga de demonstração tecnológica  ou como uma capacidade extra da plataforma central. Uma vez existindo uma linha de base completa, haverá um satélite pronto para integração.  As iterações de desenvolvimento deverão ocorrer a cada seis meses.

EASAT-2

O satélite EASAT-2 é um pequeno satélite baseado no factor de forma 1.5P pocketQube projectado e construído em conjunto pela AMSAT-EA e por estudantes da Universidade Europeia, Madrid, com contribuições da Universidade ICAI na parte das comunicações.

A sua principal função é a de actuar como um repetidor de voz e um transponder de dados digitais FSK. A bordo encontra-se também um farol CW e uma gravação de voz da tesoureira da ANSAT EA, Joanna Bury, com a senha AM5SAT.

Como carga experimental, o EASAT-2 transporta material basáltico proveniente de Lanzarote, semelhante aos basaltos lunares que podem ser utilizados como materiais de construção na Lua, e que foram fornecidos por grupos de investigação sobre meteoritos e ciências planetárias do CSIC do Instituto de Geociências – IGEO (CSIC-UCM). Este projecto foi promovido e tem a colaboração do ETSICCP (UPM).

Grizu-263A

O satélite Grizu-263A foi desenvolvido como o primeiro PocketQube turco pela Grizu-263 Space Team na Universidade Bülent Ecevit, Zonguldak.

O principal objectivo do projecto foi o de implementar e lidar com as capacidades básicas e operações de um satélite. O Grizu-263A transporta um sistema que repete os dados recebidos e que irá servir a comunidade rádioamadora.

O DIGIPEATING MODE a bordo do satélite irá permitir o envio das mensagens recebidas de volta para a Terra para apoiar comunicações e envio de mensagens entre rádioamadores (Digital QSOs). A informação de telemetria será partilhada para todos os rádioamadores e redes antes do lançamento. Será feita a análise do estado de operação do sistema ADCS e da eficiência do sistema de fornecimento de energia com dados do sensor IMU.

HADES

Projectado no factor 1.5P pocketQube, o satélite Hades foi projectado e construído pela AMSAT-EA. A sua principal função é a de actuar como um repetidor de voz e um transponder de dados digitais FSK. A bordo encontra-se também um farol CW.

Como carga experimental transporta uma câmara SSTV desenvolvida e fabricada pelo Departamento de Radioelectrónica da Universidade de Tecnologia de Brno, República Checa.

Os satélites SATTLA-2

Os satélites SATTLA-2A e SATTLA-2B são pequenos 2p PocketQube desenvolvidos pela Universidade Ariel, Israel, que irão utilizar cartões WiFi para ligações de extremo longo alcance e que serão utilizadas para a transmissão de vídeo a mais de 600 km em condições de perda de sinal.

IRIS-A

O IRIS-A é um CubeSat-2U cujo objectivo da missão é o de demonstrar as tecnologias de comunicação no êmbito da Internet of Things (IoT) no espaço. Projectado e construído pelo National Cheng Kung University Satellite Research Laboratory, Taiwan, o satélite tira partido de técnicas que foram desenvolvidas para compensar a atenuação significativa do desvio Doppler por forma que as medições no solo possam ser transmitidas, armazenadas e enviadas para a Terra.

O segundo objectivo da missão é a utilização de uma câmara desenvolvida com componentes comerciais disponíveis para demonstrar a capacidade de processamento de imagens da estação de recepção no solo. A câmara está equipada com a ArduCam e uma Daughter Board. O principal propósito é o de testar software para o sistema do satélite IRIS-B, incluindo o sistema de obtenção de imagens, mecanismo de sincronização temporal e retransmissão de frame CCSDS.

Unicorn-1, Unicorn-2A, Unicorn-2D, Unicorn-2E e Unicorn-2TA1

O satélite Unicorn-1 é um pico-satélite desenvolvido pela Alba Orbital UG em parceria com a agência espacial europeia ESA e tendo por base o factor de forma 2P PocketQube. O satélite transporta duas cargas, sendo a carga principal um rádio duplex experimental a transmitir em banda-S de 2,2 GHz que irá experimentar uma ligação com um satélite na órbita geossincronizada; uma carga secundária que consiste num receptor experimental ADS-B para «escutar» faróis de aviões, transmitindo também na banda amadora a 437 MHz utilizando AX25.

Os satélites Unicorn-2A,Unicorn-2D, Unicorn-2E e Unicorn-2TA1 são 3p PocketQube desenvolvidos pela Alba Orbital UG. A principal missão dos satélites é a de levar a cabo uma demonstração tecnológica com uma carga óptica para a observação da Terra com 16m GSD. Os satélites estão equipados com uma ligação rádio nas bandas amadores de UHF a 437 Mhz e a 2.4 Ghz (uplink e downlink) para receber faróis de telemetria dados que a missão é muito curta (não devendo superar os 45 dias).

Tartan-Artibeus 1

Também designado Unicorn-2TA1, o Tartan-Artibeus 1 é um pico-satélite desenvolvido pela Universidade Carnegie Mellon e pela Alba Orbital, baseado no facto de forma 1P PocketQube

O objectivo da sua missão é o de demonstrar a viabilidade dos nanossatélites que operam de forma fiável sem baterias, eliminando o custo e complexidade dos sistemas que funcionam com fornecimento de energia em nano-satélites. Com uma forma cúbica e tendo as dimensões 5 x 5 x 5 cm, o pequeno satélite equipado com sensores irá analisar o seu ambiente e levar a cabo computações orbitais para processar os dados do sensores de uma forma que é robusta para operações intermitentes.

Durante a missão, o satélite irá recolher dados telemétricos acerca da sua operação (estado de energia, energia armazenada, localização GPS) e irá recolher e processar os dados de senor acerca do seu ambiente utilizano aplicações tais como aprendizagem automática e inferência. Os resultados serão enviados para a Terra utilizando um rádio de baixa potência.

MDQube-SAT1

O pequeno MDQube-SAT1 é um satélite 2P PocketQube cujas dimensões são  5 x 5 x 10 cm, sendo um dos primeiros sdatélites deste tipo desenvolvidos na América Latina. O MDQube-SAT1 irá servir como demonstrador tecnológico da nova plataforma de pico-satélite da Inova Space, projectada para fornecer mais comunicações IoT (Internet of Things) para a crescente demanda na América Latina da agricultura, industria mineira, sectores do petróleo e gás, como parte de uma maior constelação de satélites.

PION-BR1

O pequeno PION-BR 1 é o primeiro satélite brasileiro fabricado por uma startup com o objetivo de diminuir a distância entre a sociedade civil e as tecnologias espaciais. O PION-BR1 irá servir como demonstração tecnológica da PION de baixa potência como plataforma educacional. Estudantes a apaixonados pelo espaço poderão recolher e transmitir dados de maneira simples, rápida, efectiva e sem custo.

A principal missão do satélite será a de armazenar e retransmitir mensagens digitais utilizando o protocolo NGHam. Como forma de ser uma ferramenta nas salas de aula e ao apoio às actividades STEM, a missão do PION-BR1 irá também avaliar a atitude de um pocketqube no ambiente espacial, avaliar o ambiente de temperatura no qual o satélite se encontra e recolher dados relacionados com uma experiência de um magnetotorque.

Os estudantes no Brasil que participem nas actividades relacionadas com o PION-BR 1, serão encorajados a obter os seus cerificados de rádioamadores ao longo da vida útil da missão.

O serviço de rádioa,ador será utilizado como uma ferramenta de ensino para os estudantes que participem no programa OBSAT/MCTI, que é coordenado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação do Brasil (MCTI), com o objectivo de promover experi~encias para estudantes em pequenos projectos de satélites e desta forma, alargar a cultura aeroespacial para estudantes e professores de instituições do ensino secindário e universidades.

O PION-BR 1 foi lançado em parceria com a Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), a Olimpíada Brasileira de Satélites (OBSAT/MCTI), o Latin American Space Challenge (LASC), a AMSAT-BR e a Liga Brasileira de Radioamadores (LABRE).

Satélites Tevel

Desenvolvidos pelo Centro de Ciência Herzliya, Israel, estão são oito CubeSat-1U que saerão utilizados para uma missão de rádio amador educacional. 

Todos os 8 satélites têm a mesma frequência, e desde que as suas coberturas coincidam,  somente um repetidor FM será activado. Os satélites foram construídos por oito escolas em diferentes zonas de Israel.

Os satélites colocados em órbita são: Tevel-1 (T1OFK), Tevel-2 (T2YRC), Tevel-3 (T3TYB), Tevel-4 (T4ATA), Tevel-5 (T5SNG), Tevel-6 (T6NZR), Tevel-7 (T7ADM) e Tevel-8 (T8GBS).

Constelação MDASat

Os satélites da constelação MDASat (Maritime Domain Awareness Satellite) – MDASat-1a, MDASat-1b e MDASat-1c, são baseados no factor de forma CubeSat-2U, e serão utilizados para detectar, identificar e monitorizar embarcações em tempo quase real, apoiando o domínio marítimo da África do Sul.

O lançamento dos três primeiros satélites surge três anos após o lançamento do nanosatélite ZACube-2, que serviu de demonstrador tecnológico para os satélites MDASat-1. A constelação MDASat-1 foi desenvolvida pela Universidade de Tecnologia Cape Peninsula (Cape Peninsula University of Technology – CPUT).

Os satélites irão utilizar dados do sistema Automatic Identification System (AIS) para monitorizar os movimentos das embarcações ao largo da costa sul-africana. O sistema AIS é um sistema de rádio utilizado para seguimento do tráfego marítimo. A CPUT irá obter mensagens de localização que os satélite recebem dos navios quando ps satélites passam sobre a estação de recepção na CPUT.

Os satélites estão também equipados com um sistema de observação para a obtenção de imagens coloridas do oceano e para a detecção de fogos.

NuX-1

O NuX-1 é um CubeSat-3U desenvolvido pela NuSpace e pela Aliena, Singapura.

O satélite tem como missão demonstrar manobras autónomas de controlo orbital com um motor miniatuizado de propulsão iónica desenvolvido pela Aliena  e com um sistema de determinação de atitude e controlo.

O NuX-1 alberga também uma carga da Internet-of-Things para a NuSpace que tem planos para estabelecer uma constelação IoT.

Challenger

O Challenger é um PocketCube 3p que será operado pela Mini-Cubes (Beyond Earth, Photos to Space). O pequeno satélite será utilizado para observação da superfície terrestre e comunicações utilizando Windform.

ION-SCV 004 Elysian Eleonora “DASHING THROUGH THE STARS”

Desenvolvido pela empresa italiana D-Orbit, o ION-SCV (In Orbit Now – Satellite Carrier Vehicle), é uma estrutura de transporte e de desmonstração tecnológica de CubeSat de vôo livre, transportando vários pequenos satélites para serem colocados em órbita após se separar do estágio superior do foguetão lançador.

A missão do ION-SVC 2 (Laurentius) foi o primeiro vôo da plataforma de propulsão ION mk02 melhorada. Colocado numa órbita sincronizada com o Sol a 500 km, o ION-SCV 2 libertou os CubeSats hospedados de forma sequencial ao longo da órbita em posições (ou slots) orbitais precisos, de acordo com as especificações do cliente. Após a fase de colocação em órbita dos CubeSat, que pode durar até um mês, o ION CubeSat Carrier iniciará a fase de validação em órbita de cargas úteis integradas diretamente na plataforma.

Nesta missão são transportados os CubeSats Dodona (La Jument 3U), LabSat, STORK-1, STORK-2, SW1FT e VZLUSAT-2.

Dodona (La Jument 3U)

Desenvolvido pela Universidade da Califórnia do Sul, o satélite Dodona é baseado no factor de forma CubeSat-3U transportando as cargas La Jument desenvolvidas pela Lockheed Martin. Com as dimensões 30 x 10 x 10 cm, as cargas La Jument incluem novo software que permitem rápidas alterações na missão com o satélite já em órbita.

A carga La Jument inclui ainda pequenas câmaras ópticas e infravermelhas SWAP (Size, Weight And Power) que utilizam algoritmos para optimizar a obtenção de imagens em órbita, juntamente com a aplicação Compass da Lockheed Martin de planeamento avançado de missão. A equipa da Compass desenvolveu uma nova ferramenta denominada Target Selection Visualization que torna muito mais fácil identificar uma região alvo para ser fotografada. Utilizando a sobreposição de mapa, os utilizadores podem escolher um ponto no mapa dentro da área de cobertura do satélite e a ferramenta traduz isso em mensagens transmitidas de volta para a equipa da Universidade da Califórnia do Sul que comanda o satélite.

Adicionalmente ao novo conjunto de tecnologias da Lockheed Martin, a equipa do SERC (Space Engineering Research Center) da Universidade da Califórnia do Sul, irá testar um novo controlador “B dot” — um novo algoritmo de controlo que interage com o campo magnético da Terra para estabilizar o satélite em órbita.

LabSat

Também designado LoCsat ou Bio-nanosatellite, o Labsat é um CubeSat-3U desenvolvido pela AIVT SatRevolution e será operado Universidade de Ciência e Tecnologia de Wroclaw, Polónia, bem como outras instituições académicas daquele país.

As dimensões do satélite são 100 x 100 x 340,5 mm, e a sua massa é de 3,75 kg.

O satélite irá realizar investigações no comportamento de células cancerígenas e dos linfócitos T, bem como estudar o crescimento de fungos.

STORK-1 e STORK-2

Os satélites STORK-1 e STORK-2 fazem parte de uma constelação de satélites polaca para a observação da Terra e testes tecnológicos.

São CubeSat-3U construídos pela SatRelvolution e estão equipados com o sistema de observação Vision-300 com uma resolução de até 5 metros que ocupa uma unidade ‘U’ dos satélites. Os restantes ‘2U’ estão disponíveis para albergar cargas tecnológicas de outros clientes. A constelação STORK será composta por 14 satélites.

Os primeiros satélites da constelação (STORK-4 e STORK-5 ‘MARTA’) foram colocados em órbita a 30 de Junho de 2021 lançados a bordo da missão “Tubular Bells, Part One” lançada desde o Mojave ASP pelo conjunto Boeing-747-400 “Cosmic Girl”/LauncherOne (R4).

SW1FT

Também designado Swift ou SWIFTVISION, este pequeno CubeSat-2U foi desenvolvido pela SatRevolution, Polónia. Tem como objectivo testar em órbita um novo conceito de plataforma de satélite.

A bordo estará o primeiro protótipo do Space Edge Zero (SEZ) da Spiral Blue, que assinou um acordo com a SatRevolution para o lançamento do dispositivo a bordo do SW1FT.

Esta missão será mais do que apenas uma demonstração técnica para provar que o SEZ funciona no espaço. O SW1FT irá também transportar uma carga óptica capaz de obter imagens RGB com uma resolução de 6 metros. Estas imagens serão trasferidas para o SEZ para que as possa processar em tempo real. A Spiral Blue pretende testar uma variedade de algoritmos nessas imagens, tais como o Vessel Detect AI, dando a oportunidade de levar a cabo um teste total da computação do SEZ desde uma perspectiva tecnológica e comercial – obter imagens, processá-las e enviar os dados processados.

VZLUSAT-2

O VZLUSAT-2 é um CubeSat-3U destinado a testar uma câmara experimental para a observação da Terra e uma unidade para um controlo preciso da atitude, transportando ainda detectores de partículas de alta-energia. O satélite foi desenvolvido pela Universidade de Bohemi Oeste, Pilsen – República Checa.

A principal função da missão do VZLUSAT-2 é a verificação das tecnologias para futuras missões nesta constelação. O satélite transporta duas câmaras para a observação da Terra com uma resolução de 30 m e 500 m GSD, com uma distância focal de 70 mm e 6 mm, campo de visão de 5,0.° e 45,2.°, e resolução do detector de 1,3 MP 1280 × 1024 pixels. A bordo está ainda um detector óptico de raios-X (sensor solar de raios-X com ópticas de raios-X Rigaku de grande angular e um detector miniaturizado TimePix com sensor CdTe entre 5-500keV), um detector de raios-gama (detecção de GRB com dois detectores com uma grande área de captura de fotões entre 50-300 keV e um quadro de bordo para processamento e armazenamento de dados), um detector de raios-X espaciais (com uma massa de 18 g e dimensões 35 x 25 x 12 mm, tendo a sensibilidade 30% @ 20keV, 3% @ 60keV; com uma frequência de amostras 20 Hz e um espectro de energia entre 5–2000 keV), e ainda um sistema de demonstração de dosimetria espacial e um sensor de vapor de água.

Os Lemur-2

Os satélites Lemur-2 são baseados no modelo CubeSat-3U e têm uma massa de 4 kg.

Os satélites constituem a constelação inicial em órbita terrestre baixa construídos pela Spire, transportando duas cargas para meteorologia e seguimento do tráfego marítimo (a carga STRATOS – ocultação do sinal rádio de GPS – e a carga AIS SENSE, respectivamente). A STRATOS permite a detecção do sinal GPS que é afectado quando passa através da atmosfera terrestre. Posteriormente, e utilizando um processo designado ‘ocultação do sinal GPS’, o satélite mede a alteração do sinal GPS para calcular os perfis precisos para a temperatura, pressão e humidade na Terra.

A partir do 78.º Lemur-2, estes satélites transportam também a carga AirSafe ASD-B para seguimento de aviões.

Na missão Transporter-3 foram lançados os satélites Lemur-2 (146) a Lemur-2 (149).

OroraTech

Os satélites OroraTech são baseados no factor de forma CubeSat-3U e as suas dimensões são 30 x 10 x 10 cm. Os satélites serão utilizados para a detecção de fogos florestais.

A arquitectura utilizada leva a um aumento de 40% no volume de carga em comparação aos tradicionais sistemas CubeSat, permitindo a integração de partes do satélite em múltiplos painéis laterais redundantes, o que aumenta a escala e fiabilidade dos satélites.

Estão equipados com sistemas de observação térmica multispectral que são optimizados para os limites volumétricos dos CubeSats. O sistema pode detectar ondas médias, bem como radiação de infravermelhos de onda larga, o que o torna a escolha ideal para a detecção de eventos de altas temperaturas como são os fogos florestais.

Com o módulo de processamento acelerado GPU a bordo, reduz-se de forma significativa a latência de downlink e a largura de banda. Os fogos florestais podem ser detectados a bordo do satélite e a informação é distribuída com a ajuda de comunicação rádio, diminuindo o atraso no alerta dos fogos e assim a sua diseminação em várias horas. Após a criação de um alerta de fogo florestal pelo módulo de processamento, a informação é enviada para o solo através de uma ligação em tempo real. A utilização de transmissores simples da redec Globalstar permite que os alertas sejam enviados para o segmento de solo em segundos a partir de qualquer localização orbital.

SANOSAT-1

Também designado Nepal-PQ1, o SANOSAT-1 é um PocketQube 1P desenvolvido pela Orion Space, sendo o primeiro satélite totalmente fabricado no Nepal. O satélite tem uma massa de 0,250 kg.

O satélite foi desenvolvido em colaboração com a AMSAT-Nepal e a AMSAT-EA, com o apoio da FOSSA Systems. O pequeno satélite foi projectado e desenvolvido com componentes disponíveis comercialmente e terá como missão a medição da radiação espacial, transmitindo a informação de forma periódica para a Terra. O SANOSAT-1 irá também servir como um repetirdor digital para a banda de rádioamador.

Os satélite USA-320 a USA-323

A bordo da missão Transporter-3 foram lançados quatro satélites militares de missão desconhecida, oossivelmente baseados no formato CubeSat.

Lançamento

A cerca de dez horas do lançamento procede-se à activação eléctrica do foguetão Falcon-9. Tanto o lançador como a sua carga são submetidos a uma série de verificações testes antes do início do abastecimento do querosene RP-1. O Director de Voo consulta os controladores a T-38m, determinando assim se tudo está pronto para o início do abastecimento do lançador. O processo de abastecimento de RP-1 inicia-se a T-35m no primeiro estagio, seguindo-se o início do abastecimento do oxigénio líquido (LOX) na mesma altura. O abastecimento de LOX ao segundo estagio inicia-se a T-16m.

A fase terminal da contagem decrescente inicia-se com os motores a serem condicionados termicamente para o lançamento a T-7m. A T-1m é enviado um comando para o computador de voo para iniciar as verificações pré-lançamento e o sistema de supressão sónica é activado na plataforma de lançamento que é inundada por milhões de litros de água. Por esta altura os tanques de propelente também são pressurizados. A T-45s o Director de Lançamento da SpaceX verifica se todos os parâmetros estão prontos para a missão, sendo também verificado que o espaço aéreo está pronto para o lançamento. A sequência de ignição é iniciada a T-3s. A T=0s o foguetão abandona a plataforma.

Abandonando a plataforma de lançamento, o Falcon-9 inicia uma série de manobras para se colocar na trajectória de voo correcta. A fase MaxQ, de máxima pressão dinâmica, é atingida a T+1m 12s. É nesta altura que o lançador atinge o ponto mais elevado de stress mecânico na sua estrutura.

O final da queima do primeiro estágio (MECO – Main Engine Cut-Off) ocorre a T+2m 15s, dando-se quatro segundos depois a separação entre o primeiro e o segundo estágio. O segundo estágio entra em ignição pela primeira vez a T+2m 26s. A ejecção da carenagem de protecção ocorre a T+3m 47s. Entretanto, queima de retorno do primeiro estágio ocorre a T+2m 32s, com a queima de reentrada a ter início a T+6m 36s. A aterragem do primeiro estágio ocorre a T+8m 27s na LZ-1, Cabo Canaveral.

O final da primeira queima do segundo estágio ocorre a T+8m 26s, atingindo uma órbita de parqueamento. A segunda queima do segundo estágio ocorre entre T+55m 22s e T+55m 24s.

A separação do satélite Unicorn-2E ocorre a T+59m 38s, seguindo-se a T+59m 51s a separação dos satélites DelfiPQ-1, EASAT-2 e Hades. Os satélites Unicorn-2D, SATTLA-2A e Grizu-263a, ocorre a T+1h om 25s, seguindo-se a T+1h 2m 10s a separação dos satélites Unicorn-1 e UNicorn-2A.

A T+1h 2m 49s é a vez dos satélites PION-BR 1, MDQube-SAT 1, SATTLA-2B e Unicorn-2TA1, se separarem, seguindo-se a T+1h 2m 55s a separação do satélite ETV-A1. O satélite Hypso-1 separa-se a T+1h 3m 4s, seguindo-se o satélite Gossamer Piccolomini a T+1h 3m 16s, o satélite DEWA-SAT 1 a T+1h 3m 28s, o satélite NuX-1 a T+1h 3m 47 e o satélite BRO-5 a T+1h 4m 15s. Os satélites Challenger e SANOSAT-1 separam-se a T+1h 5m 35s, enquanto que os satélites FossaSat-2E5 e FossaSat-2E6 separam-se a T+1h 5m 48s.

Os satélites FossaSat-2E2, WISESAT-2, FossaSat-2E3 e Pilot-1 separam-se a T+1h 6m 1s, seguidos dos satélites FossaSat-2E1, WISESAT-1, Fossasat-2E4 e LAIKA, a T+1h 6m 27s. A T+1h 6m 32s dá-se a separação dos primeiros satélites Flock, seguidos dos primeiros satélites Lemur-2 a T+1h 6m 51s.

O satélite Kepler-17 separa-se a T+1h 7m 13s, seguido dos restantes Lemur-2 a T+1h 7m 19s. O satélite Ororatech separa-se a T+1h 7m 31s.

A separação dos satélites Tevel-4 e Tevel-5 ocorre a T+1h 8m 9s, seguindo-se a T+1h 8m 35 a separação dos satélites Tevel-1, Tevel-2 e Tevel-3. O Kepler-19 separa-se a T+1h 10m 27s, seguindo-se o MDASat-1a a T+1h 11m 1s, o IRIS-A a T+1h 11m 13s, o Kepler-18 a T+1h 11m 25s e o Kepler-16 a T+1h 11m 39s.

O satélite Lemur-2 (Djirang) separa-se a T+1h 12m 3s e o Lemur-2 (Miriwari) separa-se a T+1h 12m 28s. 

A T+1h 12m 44s dá-se a separação do satélite MDASat-1b, seguindo-se o MDASat-1c catorze segundos mais tarde. Os satélites Tevel-6, Tevel-7 e Tevel-8 separam-se a T+1h 13m 27s, seguindo-se a T+1h 21 7s a separação dos restantes satélites Flock.

Os dois satélites ICEYE separam-se a T+1h 21m 30s e a T+1h 22m 8s.

O satélite Umbra-02 separa-se a T+1h 22m 20s, enquanto que o Sich 2-1 vai-se separar a T+1h 23m 2s. O ION SCV-004 Elysian Eleonora separa-se a T+1h 24m 30s.

O foguetão Falcon-9

Baptizado em nome da nave Millenium Falcon da saga cinematográfica “Guerra das Estrelas”, o foguetão Falcon-9 v1.1 é um lançador a dois estágios projectado e fabricado pela SpaceX para o transporte seguro e fiável de satélites e do veículo Dragon para a órbita terrestre. Sendo o primeiro foguetão completamente desenvolvido no Século XXI, este lançador foi projectado desde o início para ter a máxima fiabilidade. A sua simples configuração de dois estágios minimiza o número de eventos de separação (staging) e com nove motores no primeiro estágio, pode completar a sua missão em segurança mesmo na possibilidade de perda de um motor.

O Falcon-9 fez história em 2012 quando colocou a cápsula Dragon na órbita correcta para uma manobra de encontro com a estação espacial internacional, fazendo da SpaceX a primeira companhia comercial a visitar a ISS. Desde então, a SpaceX realizou múltiplas missões para a ISS transportando e recolhendo carga para a NASA. O Falcon-9, bem como a cápsula Dragon, foram desenhados na base do desenvolvimento de um sistema de transporte de astronautas para o espaço e num acordo com a NASA, a SpaceX está activamente a trabalhar para atingir esse objectivo.

O foguetão Falcon-9 Upgrade, ou Falcon-9 FT, (a seguir designado simplesmente como ‘Falcon-9’) representa a mais recente evolução deste lançador. De forma geral o Falcon-9 tem 68,4 metros de comprimento, 3,7 metros de diâmetro e uma massa de 541.300 kg. O veículo é capaz de colocar uma carga de 13.150 kg numa órbita terrestre baixa ou 4.850 kg numa órbita de transferência geossíncrona.

O primeiro estágio do Falcon-9 está equipado com nove motores Merlin (Merlin-1D) e tanque de liga de alumínio e lítio que contêm oxigénio líquido e querosene RP-1. Após a ignição, um sistema de segurança fixa o veículo na plataforma de lançamento e garante que todos os motores são verificados como estando na força máxima antes de libertar o foguetão para o seu voo. Então, com uma força superior a cinco aviões Boeing 747 em potência máxima, os motores Merlin lançam o foguetão para o espaço. Ao contrário dos aviões, a força de um foguetão vai aumentando com a altitude – o Falcon-9 gera 6.806 kN ao nível do mar mas atinge 7.426 kN no vácuo espacial. Os motores do primeiro estágio vão sendo aumentados em potência perto do final da queima do estágio para assim limitar a aceleração do veículo à medida que a massa do lançador vai diminuindo com a queima do combustível. O tempo total de queima do primeiro estágio é de 162 segundos.

Com os seus nove motores agrupados juntos na configuração ‘octaweb’, o Falcon-9 pode aguentar a falha de até dois motores durante o lançamento e mesmo assim conseguir atingir a órbita terrestre com sucesso. O Falcon-9 é o único lançador na sua classe com esta característica chave.

O estágio B1062

Para esta missão a SpaceX utilizou o foguetão Falcon-9 (B1062.5), com o primeiro estágio B1062 a realizar a sua 4.ª missão.

Este primeiro estágio foi utilizado pela primeira vez a 5 de Novembro de 2020 quando às a 2324:23UTC foi lançado a partir do Complexo de Lançamento SLC-40 do Cabo Canaveral AFS, Florida para colocar em órbita o satélite de navegação USA-304 (GPS-III SV04 “Sacagawea”). Na sua primeira missão o B1062 foi recuperado na plataforma flutuante Of Course I Still Love You (OCISLY) estacionada no Oceano Atlântico. O lançamento do dsatélite de navegação GPS III SV05 ‘Neil Armstrong’, às 1609:35UTC do dia 17 de Junho de 2021, marcou a segunda missão do estágio B1062, sendo recuperado no Oceano Atlântico na plataforma flutuante Just Read The Instructions (JRTI).

A terceira missão do estágio B1062 teve início às 0002:56UTC do dia 16 de Setembro, colocabdo em órbira a missão tripulada privada Inspiration4 a partir do Complexo de Lançamento LC-39A do Centro Espacial Kennedy. Nesta missão o estágio seria Oceano Atlântico na plataforma flutuante JRTI.

O motor Merlin foi desenvolvido internamente pela SpaceX mas vai encontrar as suas raízes aos motores das missões Apollo, nomeadamente o sistema de injecção baseado no motor do módulo lunar. O propolente é alimentado através de uma única conduta, com uma turbo-bomba de dupla pá que opera num ciclo de gerador a gás. A turbo-bomba também fornece o querosene a alta pressão para os actuadores hidráulicos, que depois recicla para a entrada a baixa pressão. Isto elimina a necessidade de um sistema hidráulico separado e significa que não é possível ocorrer uma falha no controlo de vector de força por falta de fluido hidráulico. Uma terceira utilização da turbo-bomba é o fornecimento de controlo de rotação ao actuar no escape da turbina de exaustão (no segundo estágio). Combinando-se estas características num só dispositivo aumenta-se assim de forma significativa o nível de fiabilidade do sistema.

O motor é capaz de desenvolver uma força de 654 kN ao nível do mar, 716 kN no vácuo, com um impulso específico de 282 segundos (nível do mar) e 311 segundos (vácuo).

A secção interestágio é uma estrutura compósita que liga o primeiro e o segundo estágio e alberga os sistemas de libertação e separação. O Falcon-9 utiliza um sistema de separação totalmente pneumático para uma separação de baixo impacto e altamente fiável que pode ser testado no solo, ao contrário dos sistemas pirotécnicos utilizados na maior parte dos lançadores.

O segundo estágio é propulsionado por um único motor Merlin de vácuo e coloca a carga a transportar na órbita desejada. O motor do segundo estágio entra em ignição poucos segundos após a separação entre o segundo e o primeiro estágio, e pode ser reiniciado várias vezes para colocar múltiplas cargas em diferentes órbitas. Para máxima fiabilidade, o segundo estágio está equipado com sistemas de ignição redundantes. Tal como o primeiro estágio, o segundo estágio é feito a partir de uma liga de alumínio e lítio.

O motor Merlin de vácuo (Merlin-1D de vácuo) desenvolve uma força de 934 kN e o seu tempo de queima é de 397 segundos.

A carenagem compósita é utilizada para proteger a carga durante a passagem do Falcon-9 pelas camadas mais densas da atmosfera. Quando a missão do Falcon-9 é o lançamento do veículo de carga Dragon, a carenagem não é utilizada pois a cápsula possui o seu próprio sistema de protecção.

A carenagem tem 13,1 metros de comprimento e 5,2 metros de diâmetro. Fabricada em fibra de carbono, separa-se em duas metades utilizando um sistema de separação de actuadores pneumáticos semelhantes aos que são utilizados para a separação entre o primeiro e o segundo estágio.

Lançamento Veículo 1.º estágio Local Lançamento Data Hora (UTC) Carga Recuperação
2021-103 127 B1067.2 KSC, LC-39A 11/Nov/21 02:03:31 Endurance Crew-3 ASOG (Oc. Atlântico)
2021-104 128 B1058.9 CCSFS, SLC-40 13/Nov/21 12:19:30 Starlink 4-1 JRTI (Oc. Atlântico)
2021-110 129 B1063.3 VSFB, SLC-4E 24/Nov/21 06:21:02 DART LICIACube OCISLY (Oc. Pacífico)
2021-115 130 B1060.9 CCSFS, SLC-40 02/Dez/21 23:12 Starlink 4-3 BlackSky-16 BlackSky-17 ASOG (Oc. Atlântico)
2021-121 131 B1061.5 KSC, LC-39A 09/Dez/21 06:00 IXPE JRTI (Oc. Atlântico)
2021-125 132 B1051.11 VSFB, SLC-4E 18/Dez/21 12:41:40 Starlink 4-4 OCISLY (Oc. Pacífico)
2021-126 133 B1067.3 CCSFS, SLC-40 19/Dez/21 03:58:39 Türksat-5B ASOG (Oc. Atlântico)
2021-127 134 B1069.1 KSC, LC-39A 21/Dez/21 10:07:08 Dragon SpX-24 JRTI (Oc. Atlântico)
2022-001 135 B1062.4 KSC, LC-39A 06/Jan/22 21:49:10 Starlink 4-5 ASOG (Oc. Atlântico)
2022-002 136 B1058.10 CCSFS, SLC-40 13/Jan/22 15:25:39 Transporter-3 LZ-1

A sequência de lançamento para o Falcon-9 é um processo de precisão ditada pela janela de lançamento tendo em conta a posição orbital a ser ocupada pela carga a bordo. Se a janela de lançamento é perdida, a missão é então adiada para a próxima janela de lançamento disponível.

Cerca de quatro horas antes do lançamento, inicia-se o processo de abastecimento – primeiro oxigénio líquido seguindo-se o querosene altamente refinado (RP-1). O vapor que se observa a sair do lançador durante a contagem decrescente é na realidade oxigénio a ser libertado dos tanques, sendo esta a razão pela qual o abastecimento de oxigénio líquido se mantém até quase ao final da contagem decrescente.

O estágio B1058

Para esta missão a SpaceX utilizou o foguetão Falcon 9-128 (B1058.10), utilizando o primeiro estágio B1058 na sua 10.ª missão.

Este primeiro estágio foi utilizado pela primeira vez a 30 de Maio de 2020 quando às 1922:45UTC foi lançado a partir do Complexo de Lançamento LC-39A do Centro Espacial Kennedy para colocar em órbita a segunda missão de demonstração da Crew Dragon, a Crew Dragon C-206 ‘Endeavour’ (SpX-DM2). Na sua primeira missão o B1058 foi recuperado na plataforma flutuante Of Course I Still Love You (OCISLY) estacionada no Oceano Atlântico. A sua segunda missão teria lugar às 2130UTC do dia 20 de Julho de 2020 quando foi lançado desde o Complexo de Lançamento SLC-40 do Cabo Canaveral AFS para colocar em órbita o satélite de comunicações ANASIS-II, sendo recuperado na plataforma Just Read The Instructions (JRTI) no Atlântico.

A sua terceira missão teria lugar a partir do Complexo de Lançamento LC-39A às 1129:34,541UTC do dia 6 de Outubro para colocar em órbita sessenta satélites Starlink, Starlink-13 (v1.0 L12), sendo de novo recuperado na plataforma OCISLY. A sua quarta missão ocorreu às 1617:08UTC do dia 6 de Dezembro quando foi lançado novamente desde o Centro Espacial Kennedy para colocar em órbita o veículo de carga Dragon SpX-21 na missão logística CRS-21 para a estação espacial internacional. Na sua quarta missão o B1058 foi recuperado na plataforma OCISLY no Atlântico, com a sua quinta missão a ocorrer a 24 de Janeiro de 2021, sendo lançado às 1500UTC na missão Transporter-1 a partir do Complexo de Lançamento SLC-40, sendo recuperado na plataforma OCISLY.

A sua sexta missão teve lugar a 11 de Março, sendo lançado às 0813:29UTC transportando 60 satélites Starlink – Starlink-21 [v1.0 L20] – a partir do Complexo de Lançamento SLC-40, enquanto que a sua 7.ª missão decorreu a partir das 1634:18UTC do dia 7 de Abril para colocar em órbita 60 satélites na missão Starlink F24 [v1.0 L23] a partir do Complexo de Lançamernto SLC-40 e sendo recuperado na plataforma OCISLY. Este estágio foi utilizado pela oitava vez numa missão partilhada entre 52 satélites Starlink F-27 e dois pequenos satélites Tyvak-0130 e Capella 6 (Capella Whitbey 4) a partir do Complexo de Lançamento LC-39A do Centro Espacial Kennedy, Ilha de Merritt – Florida pelas 2256UTC do dia 15 de Maio de 2021 sendo recuperado na plataforma OCISLY a 630 m a Noroeste do Cabo Canaveral.

A 9.ª missão do estágio B1058 teve lugar a 13 de Novembro na missão Starlink 4-1, sendo recuperado no Oceano Atlântico na plataforma JRTI.

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