
A Corporação Espacial Roscosmos realizou o lançamento da cápsula espacial tripulada Soyuz MS-29 no dia 14 de Julho de 2026, transportando uma tripulação de três novos elementos para a estação espacial internacional que farão parte da Expedição-74/75.
O lançamento da Soyuz MS-29 (11F732A48 nº 759) ‘Союз МC-29’ ocorreu às 1447:43,553UTC e foi levado a cabo pelo foguetão 14A14-1A Soyuz-2.1a (F15000-081) a partir da Plataforma de Lançamento PU-6 do Complexo de Lançamento LC31 (17P32-6 ‘Vostok’) do Cosmódromo de Baikonur, Cazaquistão. A acoplagem com o módulo Prichal teve lugar às 1752:23UTC do dia do lançamento.

A bordo foram lançado o cosmonauta Pyotr V. Dubrov, a cosmonauta Anna Y. Kikina e o astronauta Anil M. Menon.
A bordo da Soyuz MS-29 foram transportados mais de 125 kg de carga, incluindo materiais para experiências a serem realizadas em órbita. A tripulação deverá permanecer 261 dias em órbita durante os quais terá como objectivo não só manter as operações da estação, mas também realizar uma série de importantes experiências científicas, num total de 38, entre as quais: “Gazoanalizator-FS” – um sistema para monitorizar a composição da atmosfera dentro da estação e garantir a segurança do ambiente respiratório; “Teledroid” – trabalho com sistemas robóticos antropomórficos (concebidos para realizar operações no espaço exterior e em condições orbitais; e “Sitomexanarium” – uma experiência biomédica que analisa os efeitos de fatores espaciais nos organismos vivos, estudando o desenvolvimento das moscas Drosophila; e Solntse-Teragerts – para observar e estudar o Sol.
Os resultados destes estudos servirão de base médica e técnica para futuros voos espaciais de longa duração, especificamente missões a Marte ou à Lua. Em particular, os testes na área da robótica são um passo importante na automatização do trabalho no espaço exterior, que é perigoso para a vida humana.

A tripulação da Soyuz MS-28
A tripulação da Soyuz MS-29 é composta por Pyotr Valerievich Dubrov (Comandante, Rússia – Roscosmos), pela cosmonauta Anna Yuryevna Kikina “Анна Юрьевна Кикина” (Engenheira de Voo n.º 1, Rússia – Roscosmos) e pelo astronauta Anil Madhavan Samoilenko Menon (Engenheiro de Voo n.º 2, EUA – NASA)..
Esta é a 2.ª missão espacial orbital para Pyotr Dubrov e Anna Kikina, sendo a 1.ª missão para Anil Menon.

Herói da Federação Russa e cidadão Honorário de Khabarovsk, o cosmonauta Pyotr Valerievich Dubrov “Пётр Валерьевич Дубров” (Comandante da Soyuz MS-29) nasceu a 30 de Janeiro de 1978, em Khabarovsk.
Após completar o ensino básico licenciou-se em Engenharia de Software pelo Instituto de Tecnologia da Informação da Universidade Técnica Estadual de Khabarovsk em 1999, com especialização em “Software para Computadores e Sistemas Automatizados”.
Trabalhou como engenheiro de software em Khabarovsk, desde 1999, e desde 2002, serviu como engenheiro de software na SoftPro Development LLC (Moscovo). Quando ingressou no corpo de cosmonautas, era engenheiro de software sénior na SiBOSS Development International LLC.
Pyotr Dubrov foi seleccionado para o Corpo de Cosmonautas da Roscosmos a 8 de Outubro de 2012.
O seu primeiro voo espacial decorreu entre 9 de Abril de 2021 a 30 de Março de 2022, como Engenheiro de Voo 1 da sonda Soyuz MS-18 e como Engenheiro de Voo na ISS. Nesta missão realizou quatro actividades extraveículares que totalizaram 29 horas e 44 minutos. A duração do seu primeiro voo espacial foi de 355 dias, 3 horas, 45 minutos e 21 segundos.

Anna Yuryevna Kikina “Анна Юрьевна Кикина” (Engenheira de Voo n.º 1 da Soyuz MS-29) nasceu a 27 de Agosto de 1984, em Novosibirsk.
Licenciou-se com honras na Academia Estatal de Transportes Aquaviários de Novosibirsk, em 2006 como engenheira hidráulica, com especialização em “Gestão de Emergências em Instalações de Gestão de Águas”. Em 2008, obteve o título de economista-gerente, com especialização em “Economia e Gestão de Empresas (Transportes)”.
Trabalhou como Instrutora de Natação, Guia em Altai e Treinadora de Cadetes de Resgate. Na altura da sua selecção para o Corpo de Cosmonautas, era Directora de Programação na Rádio Sibéria Altai LLC (Gorno-Altaisk, República de Altai).
Foi seleccionada para o Corpo de Cosmonautas da Roscosmos a 8 de Outubro de 2012. Completou o seu primeiro voo espacial entre 5 de Outubro de 2022 e 12 de Março de 2023, sendo lançada como Especialista de Missão na cápsula espacial Crew Dragon C2-10.2 ‘Endurance’, no âmbito do programa Crew-5, e como Engenheira de Voo na Expedição-68. A duração do seu primeiro voo espacial foi de 157 dias, 10 horas, 1 minuto e 3 segundos.
É heroína da Federação Russa e cidadã Honorária de Novosibirsk.
Engenheiro de Voo n.º 2 a bordo da Soyuz MS-29, Anil Madhavan Samoilenko Menon nasceu a 15 de Outubro de 1976, em Minneapolis, Minnesota, Estados Unidos, filho de pais imigrantes. O seu pai, Shunkaram Menon, tem ascendência indiana, e a sua mãe, Lisa Samoylenko, é ucraniana.
Anil Menon formou-se na Universidade de Harvard com um bacharelato em >Neurociência em 1999. Obteve também um mestrado em Engenharia Mecânica pela Universidade de Stanford em 2004. Mais tarde. formou-se na Faculdade de Medicina da Universidade de Stanford em 2006 e doutorou-se em Medicina. Em 2009, concluiu a sua residência em medicina de emergência na Universidade de Stanford e, em 2010, concluiu a sua especialização em medicina ambiental extrema na mesma instituição. Em 2012, concluiu a sua residência em medicina aeroespacial na Universidade do Texas Medical Branch, obtendo o mestrado em saúde pública no mesmo ano.
Após se ter licenciado em Harvard, passou um ano a trabalhar na Índia em iniciativas de vacinação contra a poliomielite. Em 2014, começou a trabalhar como médico de voo da NASA, desempenhando as funções de médico-chefe adjunto da tripulação americana das missões Soyuz TMA-13M e Soyuz TMA-17M e de médico-chefe da tripulação da Soyuz MS-06.
Em 2018, juntou-se à SpaceX e desempenhou as funções de médico de voo durante os cinco primeiros voos tripulados da cápsula espacial Crew Dragon. Durante este período, continuou a sua prática médica em diversos centros de emergência médica, incluindo o California General Hospital e o Cedars-Sinai Medical Center, em Los Angeles.
Como oficial de resposta a emergências, participou nas ações após os terramotos de 2010 no Haiti e de 2015 no Nepal, bem como no desastre do Reno Air Show em 2011.
Enquanto estudava na Universidade de Stanford, alistou-se na Guarda Nacional Aérea da Califórnia. Em 2009, foi enviado para o Afeganistão para participar na Operação Liberdade Duradoura, enquanto também trabalhava na Associação de Resgate dos Himalaias. Em seguida, transferiu-se para a 173ª Ala de Caça como médico de voo. Enquanto frequentava a Universidade do Texas, serviu em duas missões com o Grupo de Transporte Aéreo da Força Aérea dos EUA, encarregado de tratar e transportar militares feridos. Posteriormente, transferiu-se para a Reserva da Força Aérea e foi destacado para o 45º Grupo de Operações, 3º Destacamento, 45ª Ala Espacial, um grupo de apoio médico da Força Aérea dos EUA.
A 6 de Dezembro de 2021 foi seleccionado para o Corpo de Astronautas da NASA, fazendo parte do Grupo 23.

A tripulação suplente é composta pelo cosmonauta russo Dmitry Alexandrovich Petelin “Дмитрий Александрович Петелин” (Roscosmos, Comandante da Soyuz MS e Engenheiro de Voo da ISS), pelo cosmonauta Konstantin Sergeievich Borisov “Константин Сергеевич Борисов” (Roscosmos, Engenheiro de Voo na Soyuz MS e Engenheiro de Voo na ISS) e pela astronauta Denise Burnham (NASA, Engenheira de Voo na Soyuz MS e Engenheira de Voo da Expedição-75).
Preparativos para o lançamento
A tripulação para a missão Soyuz MS-29 foi inicialmente anunciada pela Corporação Estatal Roscosmos a 21 de Agosto de 2024 e era composta pelos cosmonautas Pyotr V. Dubrov e Sergei V. Korsakov e pelaa cosmonauta Anna Y. Kikina, com o lançamento previsto para Julho de 2026. Posteriormente, Sergei Korsakov seria substituído por Anil Menon, ao abrigo de mais um acordo com a agência espacial norte-americana para a troca de lugares entre os veículos espaciais dos dois países.
A cápsula espacial 11F732A48 nº 759 chegava ao Cosmódromo de Baikonurt a 7 de Novembro de 2025 e após a sua chegada a cápsula espacial foi inspecionada e o mecanismo de implantação dos painéis solares foi testado. O veículo seria posteriormente colocado em modo de armazenamento até ser reactivado para o início dos trabalhos de processamento para a missão


Após o seu período de armazenamento, os especialistas da RKK Energia iniciaram os preparativos da Soyuz MS-29 com uma inspecção visual do veículo e a realização de testes eléctricos e autónomos. Procederam também à activação do computador de bordo e dos equipamentos de TV e de rádio. Posteriormente, o sistema de controlo térmico da Soyuz MS-29 foi posto à prova e a cápsula espacial colocada no interior da câmara anecóica (com os testes a serem finalizados a 26 de Maio). Posteriormente, a cápsula espacial foi testada no interior da câmara de vácuo entre 11 e 15 de Junho. O objectivo destes testes foi a detecção de possíveis fugas de ar. Entretanto, a tripulação continuava os seus preparativos para a missão, realizando os testes de adaptabilidade finais com os seus fatos espaciais pressurizados Sokol KV-2 e com os seus assentos personalizados Kazbek-UM.
Após a realização dos testes e exames finais, nos dias 18 e 19 de Junho, a Comissão de Qualificação Interagências do Centro de Treino de Cosmonautas ‘Yuri Gagarin’ confirmava a prontidão das duas tripulações para a missão. Nomeadamente, os exames envolveram situações de emergência a bordo da ISS bem como situações durante o lançamento e a aproximação à ISS. Durante a fase de ascensão, os instrutores registaram a primeira emergência no livro de ocorrências: a ausência de um contacto de separação do sistema automático. Isto causou a falha na separação normal da cápsula espacial do terceiro estágio do foguetão. A tripulação detectou o problema a tempo e emitiu o comando de contacto de separação manualmente. O outro teste envolveu a fase de aproximação e acoplagem, onde o horário de formação incluiu uma sessão de teste de comunicação da Soyuz através de satélites de retransmissão Luch, utilizando o EKTS – o sistema unificado de comando e telemetria. Pyotr Dubrov e Anna Kikina concluíram o teste com sucesso. Após a conclusão, a tripulação reportou os resultados à Terra durante uma sessão de comunicação VHF e recebeu a informação de que não poderiam continuar o curto voo de duas órbitas devido a erros de trajetória. Os cosmonautas mudaram para um plano de voo de dois dias, emitindo um aborto dinâmico.


A 24 de Junho foram realizados os testes funcionais dos painéis solares da Soyuz MS-29. Por outro lado, os preparativos da plataforma de lançamento 17P32-6 começaram no dia 29 de Junho. As equipas realizaram verificações operacionais de todos os sistemas e componentes do complexo de lançamento, individualmente e em conjunto, obtendo o equipamento logístico necessário, etc.
Após levarem a cabo várias cerimónias protocolares em Moscovo, as duas tripulações da Soyuz MS-29 chegaram ao Cosmódromo de Baikonur, viajando em aviões separados, a 30 de Junho, para darem início à fase final do seus preparativos para o lançamento. No Aeroporto de Krainy, as tripulações foram recebidas por dignitários da Corporação Espacial RKK Energia, da Corporação Estatal Roscosmos, por representantes da cidade de Baikonur e por responsáveis pelo Centro de Treino de Cosmonautas ‘Yuri Gagarin’.



Os comandantes de ambas as tripulações reportaram às comissões que se encontram prontos para a missão e aceitação do veículo espacial Soyuz MS-29. Após uma breve cerimónia no aeroporto, os cosmonautas seguiram para o Complexo de Teste e Treino do Centro de Treino de Cosmonautas ‘Yuri Gagarin’, onde irão realizar a parte final do seu treino, que inclui exames médicos diários.
Com a chegada ao Cosmódromo de Baikonur, as duas tripulações dão então início à fase final do seu treino e preparativos para o lançamento. No cosmódromo, os cosmonautas experimentam, no dia após a sua chegada, os seus fatos espaciais pressurizados Sokol KV-2 bem como os seus assentos personalizados no interior da cápsula espacial, familiarizam-se com a documentação de bordo e levam a cabo vários testes com os sistemas da Soyuz MS-29, participando também em cerimónias protocolares. As tripulações verificaram o equipamento de serviço, estudaram o programa de voo e a lista de carga a ser transportada para a ISS. As tripulações praticaram as manobras de aproximação manual à ISS, verificaram os kits de hardware científico, ensaiaram as operações balísticas, etc.



No decorrer dos preparativos finais para o lançamento, tem lugar uma reunião da Comissão Técnica que analisou os preparativos para o lançamento da Soyuz MS-29. No final da reunião foi tomada a decisão de se proceder com o abastecimento da Soyuz MS-29 com os propelentes e gases de pressurização necessários para as suas manobras orbitais. Geralmente este processo tem uma duração de dois dias, decorrendo entre 2 e 3 Julho, e envolve não só os componentes do propelente utilizados directamente no espaço — combustível e oxidante — mas também o peróxido de hidrogénio altamente concentrado que é utilizado pelo sistema de actuador de descida durante a aterragem da tripulação.
Finalizadas as operações de abastecimento da Soyuz MS-29, a cápsula espacial foi transportada de volta para as instalações de integração e teste da Área 254 sendo instalada na plataforma dinâmica para as operações de processamento finais que incluem a colocação de carga no seu interior e colocação da protecção térmica, verificação do seu peso e posterior acoplagem com o compartimento de transferência do foguetão lançador, procedimento que ocorre a 6 de Julho. O compartimento de transferência é um módulo cilíndrico que serve como ligação física entre a carga do lançador e o último estágio Blok-I, servindo também como ponto de apoio das duas metades da carenagem de protecção da carga.



Segundo o calendário de preparação para o lançamento, os especialistas da Corporação RKK Energia ‘Sergey Korolev’ realizaram a inspecção visual da Soyuz MS-29 no interior do edifício de montagem e teste na Área 254 a 7 de Julho. Posteriormente, foram realizadas as operações para a colocação do veículo no interior da carenagem de protecção do foguetão lançador, finalizando também a colocação de ‘items’ no interior do veículo tripulado. A Soyuz MS-29 foi então colocada no interior da carenagem de protecção constituindo-se assim o denominado ‘Módulo Orbital’ (constituído pelo Compartimento de Transferência, pela Soyuz MS-29 e pela carenagem de protecção).
Com a cápsula espacial colocada no interior da carenagem de protecção, as duas tripulações procederam à sua inspecção visual na sua configuração de voo. Após os esclarecimentos introdutórios, os elementos de ambas as tripulações ocuparam os seus respectivos lugares no interior da Soyuz MS-29, familiarizando-se com a colocação das cargas e equipamento no módulo de descida e no compartimento habitável do módulo orbital, realizando verificações da funcionalidade dos sistemas de bordo em modo de teste. Após realizada a inspecção à cápsula espacial, e segundo as tradições realizadas pelas tripulações que são lançadas desde Baikonur, ambas as tripulações visitaram o Museu de Baikonur.
Entretanto, os especialistas da RKK Energia procederam à desactivação e remoção da cablagem do equipamento de teste da Soyuz MS-29 e a cápsula foi colocada no transporte antes de ser transferida para as instalações de montagem final onde seria acoplada com o seu foguetão lançador.



No edifício de montagem final do foguetão lançador que serve a Área 31, procedeu-se à montagem do foguetão 14A14-1A Soyuz-2.1a (F15000-081) após a chegada do Módulo Orbital contendo a cápsula Soyuz MS-29. O procedimento de montagem final (10 de Julho) inicia-se com a colocação do sistema de emergência no «topo» do Módulo Orbital. Este sistema pode ser utilizado nos primeiros minutos do lançamento para resgatar a tripulação caso surja algum problema com o foguetão lançador. O Módulo Orbital é então acoplado com o último estágio (Blok-I) e este conjunto é depois acoplado com os estágios inferiores, sendo o estágio central o Blok-A.


Uma nova reunião da Comissão Estatal e da Comissão Técnica tem lugar a 10 de Julho, analisando-se todos os preparativos para o lançamento tanto relacionados com a tripulação, bem como com a cápsula espacial Soyuz MS-29, com o foguetão lançador 14A14-1A Soyuz-2.1a e com as instalações de lançamento do Complexo de Lançamento LC31 e da Plataforma de Lançamento PU-6 (17P32-6) ‘Vostok’. No final desta reunião foi dada autorização para se proceder com o transporte do lançador para a plataforma de lançamento.
Às primeiras horas da manhã do dia 11 de Julho, o foguetão lançador foi removido do interior das instalações de integração e montagem MIK-40 e transportado via caminho-de-ferro para a Plataforma de Lançamento PU-6.
Lançamento da Soyuz MS-29
O lançamento da Soyuz MS-29 decorreu sem problemas a 14 de Julho e a cápsula espacial foi colocada na órbita prevista, iniciando assim a sua «perseguição» à ISS.
| T- m:s | Evento |
| 6:15 | Sequência de lançamento activada “Chave de Lançamento” entregue do Director de Lançamento |
| 6:00 | Todos os sistema são declarados “Prontos para o Lançamento” |
| 5:00 | Activação do sistema de telemetria do solo e de bordo Sistemas de bordo ligadosao controlo de bordo Activação dos comandos de controlo do Comandante Encerramento dos visores do fatos Sokol-KV2 Inserção da chave de lançamento |
| 3:15 | Os motores do 1.º e do 2.º estágio são purgados com azoto |
| 2:40 | Fim do fornecimento de energia ao 3.º estágio |
| 2:35 | Início da presurização dos tanques de propolente |
| 2:30 | Início da pressurização de todos os tamques com azoto Activação do sistema de medição de bordo |
| 2:15 | Encerramento das válvulas de drenagem do oxidante e do combustível Fim do abastecimento de oxidante e combustível |
| 1:00 | Transferência para fontes de energia interna Activação do sequenciador automático Separação do primeiro mastro umbilical |
| 0:40 | Separação do mastro de fornecimento de energia ao 3.º estágio |
| 0:20 | “Chave na posição de Início” iniciao controlo do sequenciador automático Ignição do 1.º e do 2.º estágio no nível de potência intermédia |
| 0:15 | Separação do segundo mastro umbilical |
| 0:10 | Turbobombas em velocidade de voo |
| 0:05 | Motores do 1.º estágio em potência máxima |
| 0:00 | Retracção do mastro de abastecimento Lançamento! |
O foguetão Soyuz-2.1a deixa a plataforma de lançamento a T=0s, iniciando um voo vertical durante alguns segundos até executar uma manobra de arfagem que o coloca na trajectória correcta para a sua inserção orbital.
| T+ m:s | Evento |
| 0:00 | Lançamento! |
| 1:53 | Separação do sistema de emergência SAS |
| 1:58 | Separação do 1.º estágio |
| 2:34 | Separação da carenagem de protecção |
| 4:48 | Separação do 2.º estágio |
| 4:56 | Separação da grelha de ligação entre o 2.º e o 3.º estágio |
| 8:46 | Fim da queima do 3.º estágio |
| 8:49 | Separação da Soyuz MS-29 |
O impacto no solo do sistema de emergência teve lugar na Área nº 67 localizada no Distrito de Karaganda, Cazaquistão. O sistema de emergência tem uma massa de 1.935 kg. O impacto no solo terá ocorrido a 47.º 18’ N – 67.º 14’ E. O impacto no solo dos propulsores que constituíram o primeiro estágio teve lugar na Área nº 49 e na Área nº 70 localizadas no Distrito de Karaganda, Cazaquistão, a uma distância de cerca de 348 km. A carenagem de protecção acabou por cair na Área nº 69 localizada no Distrito de Karaganda a uma distância de cerca de 527 km, enquanto que o segundo estágio impactou nas Áreas nº 306 e 307 localizada no Distrito de Altai, República de Altai (Rússia) – Distrito de Cazaquistão Este (Cazaquistão), a uma distância de cerca de 1.570 km. A secção de ligação entre o 2.º e o 3.º estágio acabou por impactar na Área nº 309 localizada no Distrito de Altai, República de Altai (Rússia) – Distrito de Cazaquistão Este (Cazaquistão).
Para chegar à estação espacial internacional a Soyuz MS-29 realiza várias manobras em órbita. As duas primeiras manobras são realizadas pouco após a separação do terceiro estágio do foguetão lançador, com os dados balísticos a serem introduzidos pelos cosmonautas no computador de bordo TsVM-101 de forma manual antes do lançamento. Novos dados seriam transmitidos a partir do solo sendo automaticamente introduzidos no computador de controlo e utilizados nas manobras orbitais subsequentes e que seriam realizadas antes da aproximação final à ISS.



Após entrar em órbita terrestre os tripulantes executam várias tarefas para preparar o veículo para o voo orbital. Estas tarefas iniciam-se com a abertura automática dos painéis solares e das antenas de comunicações. De seguida procede-se com a pressurização dos tanques de propolente, com o enchimento dos distribuidores e a sonda de acoplagem é colocada em posição. Os cosmonautas podem agora ter acesso ao módulo orbital da Soyuz MS-29 mas primeiro verificam que não existe qualquer fuga de ar entre esse módulo e o módulo de regresso onde se encontram. Entretanto, são também levados a cabo outros testes automáticos tal como acontece com o auto-teste do sistema de encontro e acoplagem KURS. Os sensores angulares BDUS são também testados e a cápsula é colocada na atitude apropriada em órbita ao mesmo tempo que é colocada numa lenta rotação sobre o seu eixo longitudinal para evitar o aquecimento excessivo de um doa seus lados (após ser testado o sistema de controlo rotacional manual).
Após se verificar que não existem fugas entre o módulo orbital e o módulo de descida, a tripulação pode então entrar no módulo orbital e despir os seus fatos pressurizados. Em antecipação das duas primeiras manobras orbitais, a cápsula espacial recebe então os dados relativos às queimas que o seu motor terá de efectuar. Entretanto, a tripulação activa o sistema de purificação de ar SOA no interior do módulo orbital ao mesmo tempo que desactiva esse sistema no módulo de descida.
O veículo Soyuz MS (11F732A48)
Externamente não existem diferenças significativas entre a Soyuz MS e a Soyuz TMA-M. AS melhorias introduzidas na Soyuz MS centram-se principalmente ao nível dos sistemas de comunicações e de navegação com a introdução de modernos dispositivos electrónicos.
Se a Soyuz TMA-M surgiu como uma versão melhorada da Soyuz TMA, o mesmo acontece com a Soyuz MS em relação à versão anterior. As modificações introduzidas na Soyuz TMA-M tiveram como função substituir os dispositivos de orientação, navegação e sistemas de controlo de bordo, além do sistema de medição, por dispositivos desenvolvidos tendo como base novas tecnologias electrónicas e digitais, e um novo software; prolongar as capacidades funcionais do veículo tendo em conta o controlo dos sistemas de bordo a partir dos computadores de bordo e proporcionar uma integração mais profunda com os computadores da ISS quando na utilização de um canal de transmissão multiplex; e aumentar as capacidades de carga através de uma redução de massa dos sistemas de bordo. Assim, cinco novos dispositivos com uma massa total de cerca de 42 kg (em vez de seis dispositivos com uma massa total de cerca de 101 kg) foram instalados no sistema de controlo, orientação e navegação. Neste caso, o consumo de energia foi reduzido até 105 W (em vez de 402W).
A Soyuz MS introduz um novo sistema de navegação Kurs, um novo sistema de comunicação via rádio, a utilização do sistema GPS/GLONASS para navegação, e a utilização de um sistema de comunicações de proximidade para navegação relativa.
A introdução destas alterações altera somente o aspecto externo no que diz respeito ao número de antenas no veículo.

Na Soyuz MS é utilizado um computador central introduzido na versão TMA-M (TsVM-101 – com uma massa de 8,3 kg em vez do velho Árgon-16 com uma massa de 70 kg) com novo dispositivo de interface com uma massa total de cerca de 26 kg e um consumo energético de 80 W como parte das modificações ao sistema de controlo, orientação e navegação. A capacidade do computador central é de 8 M operações por segundo, a capacidade da memória RAM é de 2.000 kB. A capacidade operacional é consideravelmente aumentada. O sistema de telemetria analógico utilizado anteriormente foi também substituído por um novo sistema de telemetria designado MBITS.
A Soyuz MS pode permanecer durante 215 dias acoplada à estação espacial internacional. Esta permanência é limitada devido à natureza corrosiva dos propelentes utilizados nas manobras orbitais que levam à degradação dos tanques e dos sistemas de propelente com o passar do tempo.

As modificações e melhorias levadas a cabo entre a Soyuz TMA-M e a Soyuz MS tiram partido da comunalidade entre os veículos Soyuz e os veículos de carga Progress, pois é nestes veículos que são primeiramente ensaiadas as modificações antes de serem introduzidas nos veículos tripulados.
As principais alterações na Soyuz MS dão-se na substituição do sistema de comunicações por rádio Kvant-V, de fabrico ucraniano, por um Sistema Unificado de Comando e Telemetria, terminando com a dependência da Rússia no que diz respeito ao fabrico de antenas, alimentadores e sistemas electrónicos que provinham da Ucrânia. O novo sistema de comando e telemetria é capaz de utilizar o sistema de comunicações geostacionário Luch para o envio de telemetria para o solo e para a recepção de comandos na parte orbital durante a qual não se encontra sobre território russo. Assim, com este novo sistema de comunicações a Soyuz MS é capaz de se manter em contacto com o centro de controlo durante 70% da sua órbita, ao contrário dos 10 a 20 minutos do que era capaz anteriormente.

Outra grande melhoria na Soyuz MS é a implementação da Ligação de Comunicações de Proximidade com a estação espacial durante as manobras de aproximação para garantir uma navegação relativa como uma fonte adicional de dados. A Soyuz MS está equipada com receptores GPS e GLONASS para determinação precisa do tempo, calculo do vector de estado e determinação orbital, permitindo assim uma maior precisão das manobras orbitais (queimas), mesmo pelo próprio veículo de forma automática, não necessitando do seguimento por radar que somente é possível quando o veículo passava sobre as estações terrestres.
A Soyuz MS também alberga um novo sistema de câmaras e utiliza a transmissão digital de vídeo para assim enviar imagens de melhor qualidade para a estação espacial e para o solo no processo de seguimento das manobras de aproximação e acoplagem. Em vez do sistema analógico Klyost, o veículo utiliza um sistema de televisão que permite que o vídeo seja transmitido como parte do fluxo de dados através da ligação de comunicações espaciais.
O novo sistema de navegação Kurs é uma melhoria significativa da nova geração em relação à anterior geração, deixando o sistema Kurs-A e introduzindo o sistema Kurs-NA. O sistema Kurs utilizado nos veículos Soyuz e Progress, é um sistema de rádio que permitem a realização automática das manobras de aproximação e acoplagem com a estação espacial. O sistema utiliza a emissão de sinais enviados pelo veículo alvo que podem ser recebidos por várias antenas no veículo perseguidor para determinar a distância e os ângulos para iniciar o encontro a uma distância de 200 km. O sistema Kurs-NA elimina todos os componentes de fabrico ucraniano e permite uma significativa redução de peso ao mesmo tempo que aumenta as capacidades do sistema. O novo sistema necessita somente de uma antena e fornece medições mais precisas durante as manobras de aproximação e acoplagem.
A Soyuz MS está também equipada com uma nova unidade de controlo Burk que substitui o anterior sistema que já não se encontra em produção. São também utilizadas novas unidades BDUS-3A para o sistema de controlo de atitude da Soyuz MS e um novo sistema de iluminação com luzes LED para a aproximação final à ISS.
O sistema de fornecimento de energia é mais eficiente do que o seu predecessor utilizando células solares de elevada eficiência e os propulsores de manobra no exterior no veículo encontram-se em novas posições, tornando o sistema mais robusto.
A Soyuz MS pode transportar até três tripulantes tendo uma vida útil em órbita de 200 dias, podendo no entanto permanecer 14 dias em voo autónomo. Tendo um peso de total de 7.080 kg (podendo transportar 900 kg de combustível), o seu comprimento total é de 6,98 metros, o seu diâmetro máximo é de 2,72 metros e o seu volume habitável total é de 9,0 m3. Pode transportar um máximo de 170 kg de carga no lançamento e 50 kg no regresso à Terra. A velocidade máxima que pode atingir no regresso à Terra com a utilização do pára-quedas principal é de 2,6 m/s, sendo a sua velocidade normal de 1,4 m/s, porém com o pára-quedas de reserva a sua velocidade máxima é de 4,0 m/s e a velocidade normal será de 2,4 m/s . Tal como o seu antecessor, o veículo Soyuz MS é composto por três módulos: o Módulo Orbital, o Módulo de Reentrada e o Módulo de Propulsão e Serviço.

O Módulo Orbital (Botivoi Otsek) – Tem um peso de 1.278 kg, um comprimento de 3,29 metros, diâmetro de 2,2 metros e um volume habitável de 6,6 m3. Está equipado com um sistema de acoplagem dotado de uma sonda retráctil com um comprimento de 0,5 metros, e um túnel de transferência. O comprimento do colar de acoplagem é de 0,22 metros e o seu diâmetro é de 1,35 metros. O sistema de acoplagem Kurs está equipado com duas antenas, estando uma colocada numa antena perpendicular ao eixo longitudinal do veículo. Este módulo separa-se do módulo de descida antes do accionamento dos retro-foguetões que iniciam o regresso à Terra.
O Módulo de Reentrada (Spuskaemiy Apparat) – Podendo transportar até 3 tripulantes, tem um peso de 2.835 kg, um comprimento de 2,14 metros, um diâmetro de 2,20 metros e um volume habitável de 3,85 m3. Possui 6 motores de controlo com uma força de 10 kgf que utilizam N2O4 e UDMH como propelentes. O Módulo de Descida permite aos seus tripulantes o uso dos seus fatos espaciais pressurizados durante as fases de lançamento e reentrada atmosférica, estando também equipado com o sistema de controlo do veículo, pára-quedas, janelas, sistema de comunicações e com os assentos Kazbek-UM. A aterragem é suavidade utilizando um conjunto de foguetões que diminui a velocidade de descida alguns segundos antes do impacto no solo. Durante o lançamento, acoplagem, separação, reentrada atmosférica e aterragem, o Comandante está sentado no assento central do módulo com os restantes dois tripulantes sentados a cada lado.

O Módulo de Propulsão e Serviço (Priborno-agregatniy Otsek) – Tem um peso de 3.057 kg, um diâmetro base de 2,2 metros e um diâmetro máximo de 2,7 metros. Está equipado com 16 motores de manobra orbital com uma força de 10 kgf cada, e 8 motores de ajustamento orbital também com uma força de 10 kgf. Todos os motores utilizam N2O4 e UDMH como propelentes. O sistema de manobra orbital possui um impulso específico de 305 s. O seu sistema eléctrico gera 0,60 kW através de dois painéis solares com uma área de 10,70 m2.
O foguetão 14A14-1A Soyuz-2.1a
Desde o início que o foguetão Soyuz-2.1a foi projectado para ser um veículo de lançamento tripulado. Porém, os atrasos na sua introdução levaram à criação do foguetão Soyuz-FG para colmatar o fosso entre o foguetão 11A511U Soyuz-U e o 14A14-1A Soyuz-2.1a.
Os foguetões 11A511U Soyuz-U e 11A511U-FG Soyuz-FG usavam sistemas de controlo de voo analógicos. Estes sistemas foram incapazes de rolar o lançador para a trajectória correcta após o lançamento. Assim, estes veículos eram literalmente apontados na plataforma de lançamento para o seu azimute de voo correcto, de modo que tudo o que o foguetão tinha que fazer depois da descolagem era simplesmente inclinar-se para a trajectória adequada.
Como tal, o sistema de abortamento de lançamento da nave Soyuz MS foi projectado para que, se detectasse uma alteração na orientação do foguetão, accionasse o sistema de abortagem para resgatar a cápsula tripulada. Mas o Soyuz-2.1a usa sistemas digitais de controlo de voo e executa uma rotação para se alinhar ao azimute de lançamento correto após abandonar a plataforma, criando assim uma desconexão entre o lançador Soyuz-2.1a e as cápsulas Soyuz MS.
Para resolver a situação, a Roscosmos desenvolveu um ‘patch’ de ‘software’ que foi testado durante a missão Soyuz MS-14 não tripulada. Essencialmente, este ‘patch’ diz aos computadores de voo da cápsula que uma rotação após abandonar a plataforma de lançamento está “Ok” e a cápsula não acciona o programa de emergência quando o programa de rotação começa. Esta missão também testou em voo um novo sistema de navegação e um sistema de controlo de descida renovado.
O foguetão 14A14 Soyuz-2 representa a mais recente evolução do épico míssil balístico intercontinental R-7 desenvolvido por Sergei Korolev nos anos 50 do século passado. O novo lançador apresenta motores melhorados, modernos sistemas aviónicos digitais e uma reduzida participação de componentes de fabrico não russo.
O lançador é também conhecido pela designação Soyuz-ST (quando era lançado desde o CSG Kourou) e foi especialmente desenhado para uma utilização comercial aumentando o seu desempenho geral apesar de o desenho básico do veículo permanecer o mesmo. A versão Soyuz-2.1a foi desenhada para missões tripuladas, substituindo o lançador 11A511U-FG Soyuz-FG.
As alterações foram realizadas ao nível de uma melhoria do desempenho dos motores do primeiro e do segundo estágio com novos injectores e alteração da mistura dos propelentes; aumento no desempenho do terceiro estágio; introdução de um novo sistema de controlo, permitindo uma alteração do plano orbital já durante o voo; introdução de um novo sistema de telemetria digital para a monitorização do lançador e a introdução de uma nova ogiva de protecção de carga com um diâmetro de 3,6 metros.
O foguetão 14A14 Soyuz-2 pode ser equipado com um quarto estágio, nomeadamente o estágio Fregat, utilizando as carenagens de protecção do tipo ST e SF.

Este lançador é capaz de colocar uma carga de 7.800 kg numa órbita terrestre a 240 km de altitude com uma inclinação de 51,80º. No lançamento desenvolve uma força de 4.144.700 kN. A sua massa total é de 310.000 kg, o seu diâmetro no estágio principal é de 2,95 metros e o seu comprimento total é de 43,40 metros.
O primeiro estágio do 14A14 Soyuz-2 é composto pelos quatro propulsores laterais (Blok B, V, G e D) com uma massa bruta de 44.400 kg, tendo uma massa de 3.810 kg sem combustível. Cada propulsor tem um motor RD-107A (14D22) que desenvolve uma força de 1.021.097 kN (vácuo), com um Ies 310 s e um Tq de 120 s. Têm um comprimento de 19,60 metros, um diâmetro de 2,69 metros e consomem LOX e querosene.
O segundo estágio (Blok-A) tem um comprimento de 27,80 metros, um diâmetro de 2,95 metros, um peso bruto de 105400 kg e um peso sem combustível de 6.975 kg. Está equipado com um motor RD-108A que no lançamento desenvolve 999.601 kgf (vácuo), com um Ies de 311 s e um Tq de 286 s. Consome LOX e querosene.
O terceiro estágio (Blok-I) tem um comprimento de 6,74 metros, um diâmetro de 2,66 metros, um peso bruto de 25.200 kg e um peso sem combustível de 2.355 kg. Está equipado com um motor RD-0110 que no lançamento desenvolve 294.000 kgf (vácuo), com um Ies de 359 s e um Tq de 300 s. Consome LOX e querosene.
| Lançamento | Data | Hora (UTC) | Veículo | Local Lançamento | Carga |
| 2025-041 | 27/Fev/25 | 21:24:27,328 | K15000-078 | Baikonur LC31 PU-6 | Progress MS-30 |
| 2025-072 | 08/Abr/25 | 05:47:15,039 | K15000-075 | Baikonur LC31 PU-6 | Soyuz MS-27 |
| 2025-146 | 03/Jul/25 | 19:32:40,257 | Kh15000-048 | Baikonur LC31 PU-6 | Progress MS-31 |
| 2025-204 | 11/Set/25 | 15:54:06,235 | K15000-079 | Baikonur LC31 PU-6 | Progress MS-32 |
| 2025-275 | 17/Nov/25 | 09:27:57,402 | М15000-071 | Baikonur LC31 PU-6 | Soyuz MS-28 |
| 2025-310 | 25/Dez/25 | 14:11 | S15000-027 | Plesetsk LC43 PU-4 | Obzor-R n.º 1 |
| 2026-058 | 22/Mar/26 | 11:59:51,292 | K15000-076 | Baikonur LC31 PU-6 | Progress MS-33 |
| 2026-093 | 25/Abr/26 | 22:21:47,460 | K15000-080 | Baikonur LC31 PU-6 | Progress MS-34 |
| 2026-162 | 14/Jul/26 | 14:47:43.553 | F15000-081 | Baikonur LC31 PU-6 | Soyuz MS-29 |
As modificações introduzidas no novo lançador foram sendo testadas em duas versões do mesmo veículo, o 14A14-1A Soyuz-2.1a e o 14A14-1B Soyuz-2.1b. Este último veículo é um lançador a três estágios no qual o motor RD-0124 é já empregado no último estágio.
Com dimensões semelhantes ao motor RD-0110 utilizado nas versões anteriores dos lançadores Soyuz, o motor RD-0124 apresenta como principal diferença a introdução de um sistema de ciclo fechado no qual o gás do oxidante utilizado para propulsionar as bombas do motor é então direccionado para a câmara de combustão onde é queimado com restante propelente em vez de ser descartado. Esta melhoria no motor aumenta o desempenho do sistema e, como consequência, aumenta a capacidade de carga do lançador em 950 kg. Um propelente especial de ignição é utilizado para activar a combustão do motor e são utilizados dispositivos pirotécnicos para controlar o funcionamento do motor. Cada uma das quatro câmaras de combustão pode ser movimentada ao longo de eixos para manobrar o veículo.
Em 1996 tiveram início os testes do motor RD-0124 e foram finalizados em Fevereiro de 2004 nas instalações da Khimavtomatika em Voronezh. Nesta altura previa-se que a produção em série do novo motor teria início em 2005. A 27 de Dezembro de 2005 teve lugar outro teste do motor, abrindo caminho para os ensaios em grupo de todo o terceiro estágio do lançador 14A14-B Soyuz-2.1b nas instalações da NIIKhimMash em Sergiev Posad.
No início de 2005 a Arianespace anunciava que a primeira missão de teste do foguetão 14A14-1B Soyuz-2.1b teria lugar desde o Cosmódromo GIK-5 Baikonur para colocar em órbita o satélite astronómico CoRoT. Este lançamento dependeria dos resultados de novos ensaios do motor RD-0124 que tiveram lugar em Março e Abril de 2006. Um último teste teve lugar a 20 de Outubro de 2006 e o satélite CoRoT acabaria por ser lançado a 21 de Dezembro desse ano.
Imagens: Roscosmos, Roscosmos (via Telegram), Roscosmos / Ivan Timoshenko, RKK Energia, Centro de Treino de Cosmonautas ‘Yuri Gagarin’ e arquivo do autor