A ilha montanha

Uluru_Ayers_Rock_large

Na imagem de satélite do Kompsat-2 podemos ver o centro da Austrália, com destaque para o monólito de Uluru ou Ayers Rock 

Graças à política de dois nomes, em prática na Austrália, a formação recebe o nome aborígene e o inglês. 

O Uluru está 340 metros acima do deserto à sua volta e mede cerca de 9 km de circunferência. Além de ser uma maravilha geológica, também é histórica: podemos ver arte rupestre em alguns pontos na base da formação. Muitas destas pinturas foram criadas por antepassados aborígenes para ensinar às gerações mais novas como seguir e caçar animais – tal como um professor usa um quadro.

A formação rochosa é um Inselberg – a palavra em alemão para ‘ilha montanha’ – uma estrutura geológica proeminente que se ergue da planície à sua volta.

Há centenas de milhares de anos, esta parte da Austrália era um oceano raso. Camadas de arenito foram assentando no fundo do mar, sendo comprimidas. Estas camadas horizontais endurecidas foram levantadas e inclinadas quase 90º, até à posição actual. A rocha foi sofrendo uma lenta erosão, mais lenta do que o material que a rodeava, que era mais suave, até que o monólito se elevou relativamente à superfície plana à sua volta.

Deste ângulo de aquisição de dados perpendicular, podemos ver aquelas camadas que antes eram horizontais e que agora parece atravessar o topo da formação.  

Esta área no sul do Território do Norte é o habitat de uma variedade de animais, incluindo o canguru vermelho, a toupeira marsupial, vários tipos de morcegos e mais de 70 espécies de répteis.

O satélite do Instituto Coreano de Pesquisa Aeroespacial, Kompsat-2, fez a aquisição desta imagem a 15 de Setembro 2011.

A ESA apoia o Kompsat numa missão como Third Party, o que significa que usa as suas infraestruturas e perícias para fazer a aquisição, processar e distribuir dados aos utilizadores.

Esta imagem aparece no programa Earth from Space.

Notícia e imagem: ESA