
O 14º voo da Starship está a preparar-se para ser lançado no dia 28 de Setembro de 2026, tendo uma janela de lançamento de 75 minutos. O lançamento deverá ocorrer às 1215UTC.
O próximo voo está planeado para ser o primeiro a enviar a Starship v3 (S41) para a órbita da Terra. Os testes de voo até à data seguiram trajectórias suborbitais passivamente seguras para maximizar a segurança pública e, ao mesmo tempo, permitir a máxima aprendizagem. Ao entrar em órbita, a próxima fase de desenvolvimento da Starship, para que seja total e rapidamente reutilizável, poderá começar.
O lançamento será realizado pelo foguetão Super Heavy (B21) a partir da Plataforma de Lançamento Pad-2 da Starbase, Boca Chica, Texas.
Esta será também a primeira vez que se planeia colocar em órbita satélites Starlink V3 na constelação, fornecendo uma carga útil que expandirá drasticamente a velocidade e a fiabilidade da conectividade em todo o mundo.
A missão orbital inicial da Starship deverá voar a uma altitude de aproximadamente 275 km acima da Terra e completar cerca de seis órbitas em torno do planeta ao longo de um voo de quase 10 horas, estando prevista a amaragem no Oceano Pacífico, a Oeste do Chile.

O principal objetivo do teste do foguetão propulsor no Voo 14 será executar com sucesso o lançamento, a ascensão, a separação dos estágios, a queima de retorno e a queima de aterragem num ponto de aterragem no Golfo do México. Foram feitas várias modificações no hardware e no software para solucionar problemas observados no voo anterior.
Após a separação dos estágios e a inversão no Voo 13, o foguetão propulsor Super Heavy conseguiu utilizar todos os 33 motores na queima de retorno pela primeira vez. Na fase terminal da queima, os três motores centrais apresentaram sinais de obstrução por gelo, o que levou ao término prematuro da manobra. O foguetão prosseguiu com a tentativa de queima de aterragem, com 8 dos 13 motores planeados a voltarem a ligar antes da aterragem brusca no Golfo. O Super Heavy para este próximo voo conta com modificações de hardware para melhorar a filtragem dos motores e alterações de software para aumentar a fiabilidade da religação.
Os principais objetivos do estágio superior da Starship incluem a primeira manobra de inserção orbital, o lançamento de 26 satélites Starlink V3, uma queima de desorbitação utilizando um único motor Raptor no espaço e uma reentrada controlada, descida e amaragem no Oceano Pacífico. A Starship só executará a queima para entrar em órbita depois de a equipa de controlo de voo garantir que existe redundância suficiente no hardware crítico para a subsequente queima de desorbitação no final da missão.

A Starship vai lançar 26 satélites Starlink V3 em órbita pela primeira vez, com o objectivo de expandir significativamente a capacidade da rede e a velocidade de transmissão para os utilizadores. Cada satélite Starlink V3 irá adicionar 1 Tbps de capacidade à constelação, totalizando 26 Tbps adicionados apenas nesta missão. Isto representa um aumento de aproximadamente 10 vezes na capacidade em comparação com o lançamento de um único satélite Starlink V2 mini a bordo do Falcon-9.
Após serem libertados da Starship, os satélites Starlink V3 irão desdobrar as suas antenas e implantar os seus painéis solares, estabelecendo um contacto inicial com a Terra e com a restante constelação Starlink através de ligações de radiofrequência e laser. Em seguida, os satélites começarão a elevar as suas órbitas com os seus propulsores a bordo. Após as verificações em órbita, os satélites deverão começar a servir os clientes poucas semanas após o lançamento.

Três dos satélites foram modificados com um conjunto de câmaras para digitalizar o escudo térmico da Starship e transmitir imagens aos operadores, permitindo-lhes continuar a testar métodos de análise da prontidão do escudo térmico da Starship para o regresso ao local de lançamento em missões futuras.
Várias melhorias e experiências relacionadas com o escudo térmico da Starship também serão testadas, com algumas melhorias derivadas diretamente de dados recolhidos da Starship do Voo 13 enquanto flutuava no Oceano Índico. Estas melhorias incluem mecanismos de retenção adicionais adicionados às placas em áreas consideradas de maior risco de desprendimento durante a ascensão, a correção de áreas recentemente descobertas que oferecem caminhos de fluxo de plasma atrás das placas e o teste de múltiplas áreas com um design de placa curva que demonstrou a capacidade de reduzir o aquecimento nos espaços entre as placas. Por fim, duas placas recuperadas da Starship 40 serão reutilizadas na Starship 41, marcando a primeira reutilização de placas da Starship.
Imagens: SpaceX