
A Corporação Espacial Roscosmos realizou o lançamento de dois satélites Aist-2T juntamente com mais 50 pequenos satélites de diversos países.
O lançamento teve lugar às 1318:05,462UTC do dia 28 de Dezembro de 2025 e foi realizado pelo foguetão 14A14-1B Soyuz-2.1b/Fregat (К15000-016/142-602) a partir do Complexo de Lançamento LC-1S do Cosmódromo de Vostochniy (Космодром Восточный), região de Amur.
Segundo a Roscosmos, todas as fases do lançamento decorreram como previsto e os satélites foram colocados nas órbitas predeterminadas. Porém, segundo fontes iranianas, como resultado de um problema que surgiu durante a injecção orbital do satélite Paya, sendo dada especial atenção à estabilização do satélite, com as ações correctivas necessárias a serem executadas com grande precisão.
Da dezenas de satélites transportados nesta missão encontram-se veíulos de detecção remota da Terra, satélites para o estudo da radiação eletromagnética, satélites para a monitorização da navegação nos oceanos, satélites para a recepção de sinais dos transmissores da Internet das Coisas e satélites para a investigação sobre o impacto do espaço nos organismos vivos.
Os satélites Aist-2T
Os satélites de deteção remota da Terra Aist-2T n.º 1 (Аист-2Т №1) e Aist-2T n.º 2 (Аист-2Т №2) foram concebidos pela TsSKB-Progress para mapear a superfície do planeta e obter imagens estereoscópicas, que são utilizadas para criar modelos digitais de terreno. Os satélites também serão utilizados para monitorizar emergências, incluindo incêndios, inundações e actividade vulcânica. Os dois satélites irão operar em conjunto, melhorando a precisão dos dados e fornecendo informações mais abrangentes e detalhadas sobre as áreas cartografadas. A vida útil operacional prevista dos satélites é de, pelo menos, cinco anos. Uma versão anterior do satélite, o Aist-2D, já operou com sucesso em órbita; ao longo de quase oito anos de operação, observou mais de 93 milhões de quilómetros quadrados da superfície da Terra, confirmando a fiabilidade e a eficácia dos satélites desta série.
As suas dimensões são 2,2 x 1,3 x 2,7 metros e cada um tem uma massa de 670 kg. A observação pancromárica permite uma resolução de 1,6 metros no nadir e 1,9 metros na observação estereoscópica. Por seu lado, a observação multiespectral permite uma resolução de 4,8 metros no nadir e 5,9 metros na observação estereoscópica.

Os outros satélites a bordo
A bordo desta missão foram lançados outros 50 satélites, nomeadamente: Aist-ST, Vladivostok-2, Grifon-1 a Grifon-4, Zorkiy-2M VPE, Zorkiy-2M 5 e Zorkiy-2M 7, Lobachevsky, Marafon Opitniy GMM, Marafon Eksperimentalniy, MorSat-1, Skorpion, Khors-5, Tcholbon “SAKHACUBE-CHOLBON”, ANSAT-1, Argus-312, CSTP-3.1, DCS-1, Eya-2, Kosar-1.5 (2See-1), Luča, MOHA-1, Mule-4T (com os satélites TriSat-1, TriSat-2 “RUVDSSat1”, TriSat-3 “QUbeSat1” e TriSAT-4), NASBAT-1 e NASBAT-2, Paya (Tolou-3), Polytech Universe 6, QMR-KWT-2, SCH-619, SITRO-AIS-57 a SITRO-AIS-65, SITRO-TD-3 e SITRO-TD-4, SM-3.1, UTE-Galapagos, VM-3.1 e Zafar-2.
(a descrição dos diferentes satélites será actualizada à medida que as suas informações se tornem disponíveis)


O CubeSat-16U Aist-ST (Aist-ST n.º 11L “Аист-СТ”) é um pequeno satélite russo desenvolvido pela Universidade Nacional de Investigação de Samara “Académico S. P. Korolev” e que transporta equipamentos experimentais de observação por radar por radar. O satélite tem uma massa de 27,75 kg.
A missão do Aist-ST tem como objectivo demonstrar a tecnologia de radar de abertura sintética (SAR) em órbita. Apoia atividades de investigação e educação relacionadas com a monitorização da Terra e do espaço próximo da Terra. Os seus objetivos incluem avaliar o desempenho de instrumentos SAR de banda-x em condições espaciais com a carga útil SAR a operar na gama de 8 a 12 GHz e a gerar imagens de radar para a monitorização da cobertura de gelo em regiões árticas e para tarefas mais amplas de observação da Terra. O satélite também transporta um módulo de medição de contaminação baseado em microbalanças de quartzo. Esta unidade mede a taxa a que as superfícies da nave espacial acumulam depósitos originários do próprio ambiente exterior do satélite.
Este projeto reflete a linha de pequenas naves espaciais experimentais da universidade e incorpora subsistemas modulares otimizados para operações de radar e testes de tecnologia em órbita terrestre baixa, a uma altitude de 400 a 600 km. A sua resolução de radar em solo não é inferior a 2 km. O instrumento oferece uma largura de banda máxima de operação de 200 MHz e uma sensibilidade radiométrica de -12 a -8 dB. A antena de matriz faseada tem uma área de 0,32 m² e utiliza polarização vertical. A distância máxima de observação em alcance oblíquo é de 500 km e a largura da faixa de varrimento é de, pelo menos, 30 km. O sistema de energia a bordo fornece até 150 W.
O satélite Vladivostok-2 (Владивосток-2), também designado “CSTP-3.11” é baseado no factor de forma CubeSat-8U e foi desenvolvido no âmbito programa UniverSat
Os satélites Grifon-1 (Грифон-1) a Grifon-4 (Грифон-4) fazem parte do projecto Sfera que consiste num sistema global de monitorização da Terra tendo por base pequenos satélites desenvolvidos no factor de forma CubeSat-16U. Os satélites irão fornecer iumagens de alta resolução e dados de detecção remota, com foco na Rússia e posterior expansão global, ajudando assim a identificar fenómenos naturais e processos industriais. A série pretende concretizar uma cobertura global do planeta a cada 30 / 38 horas.
Os satélites Zorkiy-2M 5 (Зоркий-2М №5) e Zorkiy-2M 7 (Зоркий-2М №7), bem como o satélite Zorkiy-2M VPE (Зоркий-2М VPE), foram desenvolvido tendo por base a plataforma OrbiCraft-Pro no formato CubeSat-12U pela SPUTNIX que também os operam em órbita. Com uma massa de 24 kg, os satélites transportam uma câmara que obtém imagens com uma resolução de 2,75 metros por píxel. Adicionalmente, estão equipado com um receptor para a recepção de mensagens do sistema AIS provenientes de embarcações e posteriormente transmiti-las para as estações de recepção no solo, garantindo assim a monitorização e segurança da navegação, incluindo a rota do Mar do Norte.
O CubeSat-16U (Geoscan-16U) Lobachevsky (Лобачевский) foi desenvolvido pela Universidade Nizhni Novgorod “Lobachevsky” e está equipado com instrumentos para a deteção remota da Terra, tendo uma massa de 26,7 kg. Duas câmaras espectrais irão recolher dados sobre o estado da vegetação terrestre. A informação recebida será processada através de um complexo de hardware e software desenvolvido na Universidade Lobachevsky, sob a orientação de Vadim Turlapov, professor do Instituto de Tecnologia da Informação, Matemática e Mecânica.
O segundo objetivo científico da missão espacial do satélite Lobachevsky é estudar o desempenho dos memristores no espaço. Estes elementos microelectrónicos de nova geração já demonstraram resistência à radiação em testes preliminares em solo. Esta investigação é conduzida por uma equipa liderada por Alexey Mikhaylov, diretor do Centro de Investigação e Educação “Física das Nanoestruturas de Estado Sólido” da UNN.
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Geoscan-16U A plataforma de satélite Geoscan 16U é uma plataforma de factor de forma no formato CubeSat-16U para deteção remota da Terra. A plataforma fornece energia, controlo do satélite, orientação, estabilização, comunicação bidirecional com a estação terrestre e foi concebida para operar em órbita terrestre baixa a uma altitude de 400–600 km. Os painéis solares da plataforma utilizam conversores fotovoltaicos (PVCs) de arseneto de gálio. Este material resiste à radiação e às flutuações de temperatura com maior eficácia, aumentando a potência média gerada em órbita pelos painéis solares em mais de 50%, em comparação com os PVC de silício. |
Outro dispositivo a bordo do satélite Lobachevsky é um repetidor de sinal de rádio analógico, que permite aos radioamadores de todo o mundo comunicar entre si a distâncias de até 3.000 km. Satélites como o Lobachevsky permitem que os entusiastas comecem a explorar as comunicações por satélite a um custo mínimo. O repetidor foi concebido e construído por Egor Derevesnikov, um estudante do segundo ano da Faculdade de Radiofísica da UNN.
Juntamente com o satélite Marafon-IoT No.1 (Marafon Eksperimentalniy “Марафон экспериментальный”) foi lançado um protótipo do Marafon, o Marafon GVM, que serviu como simulador de massas para validar os projetos.
A constelação Marafon destina-se às comunicações da Internet das Coisas (IoT) e faz parte do programa Sfera. Esta é uma constelação russa planeada, composta por pelo menos 162 satélites, incluindo os satélites de comunicação Ekspress e Ekspress-RV em órbitas geoestacionárias e elípticas altas, os satélites Skif para acesso à internet de banda larga e os satélites Marathon. Além disso, o grupo incluirá os satélites de comunicação Yamal, os satélites de deteção remota Smotr e os satélites de observação Berkut.
Os satélites Mokha-1 (Моха-1), Eya-2 (Ея-2) e Argus-312 (Аргус-312) fazem parte de um grupo experimental de satélites no âmbito do programa de satélites Germes (Гермес) — um projeto russo que visa criar uma infraestrutura de comunicações por satélite para o controlo autónomo de sistemas robóticos a distâncias superiores a 200 km do operador.
Os pequenos satélites Mokha-1, Eya-2 e Argus-312 são concebidos para realizar comunicações com objetos móveis terrestres. A transmissão de dados é realizada através de retransmissão de sinal pelos equipamentos de destino dos satélites Mokha-1, Eya-2 e Argus-312 — o repetidor Germes e os modems Germes.
A nova constelação orbital foi concebida para testar as capacidades de transmissão remota de dados (acima de 200 km) — tanto de dados como de controlo. A tecnologia baseia-se no canal de comunicações especiais “Germes”, resistente a interferências, que já comprovou a sua eficácia em condições reais.
O fabricante e utilizador final dos pequenos satélites Mokha-1, Eya-2 e Argus-312 é a NPO Kaisant LLC, e os satélites terão uma massa aproximada de 5 kg com dimensões 22 x 10 x 10 cm.
A existência destes satélites veio a público no início de outubro, quando a agência de notícias TASS publicou uma breve reportagem sobre “um novo sistema de comunicação por satélite” construído por uma empresa chamada NPO Kaisant. Um representante da empresa disse à TASS que o primeiro satélite seria lançado antes do final do ano e que, com base nos resultados da missão, seria tomada uma decisão sobre a implantação de uma constelação de satélites semelhantes.
A natureza secreta do projeto não surpreende se considerarmos o historial da NPO Kaisant. Fundada a 7 de Outubro de 2022, o seu modelo de negócio parece estar totalmente focado na guerra na Ucrânia. A empresa concentra-se principalmente no desenvolvimento de tecnologia antidrones, incluindo sistemas de interferência e mísseis terra-ar portáteis lançados a partir do ombro. Ela também produziu dois tipos de drones, ambos ativos no campo de batalha. Um deles, chamado “Artemida-10”, é utilizado para reconhecimento, e o outro, chamado “Gus-7”, é utilizado para intercetar drones inimigos. Podem ser lançados em grande número a partir de veículos controlados remotamente chamados “portas de drones”.
A dada altura, a NPO Kaisant criou um pequeno gabinete de projetos chamado KB Germes, que começou a trabalhar num sistema de comunicação resistente a interferências para controlar drones remotamente. O objetivo era substituir os sistemas de radiocontrolo utilizados internacionalmente, como o ELRS. Também chamado Germes, o sistema utiliza um método de transmissão denominado espectro espalhado por salto de frequência (FHSS), que funciona alterando rapidamente a frequência portadora entre várias frequências numa ampla gama espectral. Os sinais de espectro espalhado são altamente resistentes a interferências, a menos que o adversário conheça o padrão de salto de frequência. Isto, obviamente, é muito útil no campo de batalha. O Germes opera entre as frequências de 150 e 960 MHz e pode ser utilizado para controlar enxames de drones a partir de uma única consola. As mensagens no canal Telegram indicam que é compatível não só com os drones da própria NPO Kaisant, mas também com outros (incluindo drones de ataque). No final de 2024, foram produzidos centenas de conjuntos Germes para ajudar a repelir a incursão da Ucrânia na região de Kursk, no sul da Rússia. O Germes está em constante aperfeiçoamento e já passou por várias gerações.
O MorSat-1 (МорСат-1) é um satélite da Universidade Estatal de Amur equipado com um motor desenvolvido no Instituto de Aviação de Moscovo., sendo baseado no factor de forma CubeSat-6U.
O MorSat-1 foi desenvolvido na Universidade Estadual de Amur com o apoio do seu parceiro industrial, a Orbital Systems. Está equipado com um inovador motor de plasma desenvolvido pelo Instituto de Investigação de Mecânica Aplicada e Eletrodinâmica do Instituto de Aviação de Moscovo (MAI), em colaboração com o Centro de Tecnologias de Plasma e Vácuo.
A principal vantagem deste motor é a sua capacidade de acelerar a matéria geradora de propulsão a altas velocidades, utilizando campos eletromagnéticos, garantindo a movimentação eficiente do satélite com um consumo mínimo de combustível, permitindo assim que mantenha uma determinada órbita durante um longo período, ajuste os seus parâmetros e saia de órbita no final da sua vida útil.
O MorSat-1 está também equipado com um sistema experimental de controlo de atitude desenvolvido pela Universidade Estadual Siberiana M.F. Reshetnev. Controla a posição angular do satélite, incluindo a sua rotação e direcionamento. Outra característica única do equipamento do satélite é o instrumento Meridian-Amur, desenvolvido na Universidade Estadual de Amur. O seu objetivo é monitorizar a acumulação de camadas contaminantes dentro do satélite — finas películas de substâncias sublimadas que se depositam nas superfícies da nave espacial.
O programa UniverSat foi lançado pela Roscosmos em 2019. O seu objetivo é desenvolver o potencial científico e técnico e apoiar os jovens talentos na indústria aeroespacial. O programa também oferece às universidades a oportunidade de realizar experiências científicas no espaço.
Desenvolvido pela Universidade Estatal de Moscovo (MSU), o satélite Skorpion (Скорпион “Созвездие-270”) é o 21º satélite desta universidade e foi criado no âmbito dos projetos Space Pi e Constellation-270, e pela Escola de Investigação Espacial Fundamental e Aplicada da Universidade Estatal de Moscovo.
O Skorpion é baseado no factor de forma CubeSat-16U e constitui uma plataforma para a ciência, educação e novas tecnologias. Tem uma massa de 25 kg. Estudantes de licenciatura, pós-graduação e jovens cientistas participaram na sua criação, e até mesmo alunos do ginásio da universidade participaram na construção de um dos dispositivos.
O satélite tem três missões principais. Primeiro, monitoriza o ambiente de radiação em torno da Terra. Isto é importante para a segurança de futuras missões espaciais. Utilizaremos também este satélite para estudar fenómenos astrofísicos — explosões de luz, raios gama e fluxos de partículas — e realizar experiências com amostras biológicas para compreender como os sistemas vivos reagem ao espaço.
A bordo, estão seis instrumentos científicos, todos desenvolvidos na Universidade de Moscovo. O primeiro regista explosões de raios gama e ajuda a estudar os cataclismos cósmicos. O segundo, SONET, é um telescópio e espectrómetros para observar fenómenos brilhantes na atmosfera, como eventos transitórios e relâmpagos. O satélite inclui ainda dois laboratórios biológicos para o estudo de microrganismos no espaço: o BIOL e o BIOL-2. Os nossos alunos do ensino secundário trabalharam no segundo destes instrumentos. Outro instrumento mede partículas cósmicas que podem afetar equipamentos e tripulações. Um sexto instrumento determina a composição de partículas de baixa energia na órbita próxima da Terra.
O Skorpion comunica seis vezes por dia durante os seus sobrevoos pelas estações da Universidade Estatal de Moscovo. Assim que a nave espacial estiver totalmente operacional, irá realizar medições científicas regulares e transmissão de dados.
A Universidade Estatal de Moscovo é a criadora do projeto federal “Pessoal para o Espaço”, e o nosso objetivo é criar um novo sistema de formação de especialistas que irão trabalhar na indústria espacial daqui a 5, 10 e 20 anos. O programa espacial da MSU continua a desenvolver-se, lançando uma série de novos satélites, expandindo a cooperação internacional e participando em missões à Lua e ao espaço profundo. Cada lançamento é mais um passo para proporcionar aos estudantes, pós-graduandos e jovens engenheiros uma experiência única em naves espaciais reais.
O satélite Khors-5 (Хорс №5) foi desenvolvido pela Universidade Técnica Estatal Bauman de Moscovo e irá ampliar a capacidade dos cientistas russos de observar o clima espacial e a atmosfera terrestre à escala global, além de permitir aos engenheiros testar várias tecnologias promissoras para naves espaciais de nova geração. O satélite é baseado no factor de forma CubeSat-8U.
O Khors-5 representa um passo evolutivo no desenvolvimento da Universidade Técnica Estatal Bauman. O seu tamanho e capacidade de energia alargados permitiram acomodar uma quantidade recorde de carga útil para os projectos da universidade. As suas características e nível técnico são comparáveis aos melhores análogos globais, sendo criado por estudantes e funcionários da universidade, e os seus instrumentos científicos são desenvolvimentos russos exclusivos.
A grande dimensão do microssatélite Khors-5 permitiu aos cientistas instalar nele vários instrumentos científicos, com o objectivo de estudar o espaço, a Terra e testar novas tecnologias espaciais. Especificamente, existem dois instrumentos-chave a bordo: o detetor de partículas carregadas GAMVEKI-GM e o instrumento Detector-GNSS. Estes instrumentos estudarão as condições meteorológicas espaciais e utilizarão sinais do sistema de navegação para estudar a atmosfera terrestre.
Além disso, o Khors-5 está equipado com um sistema para monitorização de sinais do Sistema Automático de Identificação de Navios (AIS), que melhorará o seguimento de embarcações marítimas e fluviais. O Khors-5 inclui protótipos de novos componentes de satélite. Entre eles, um refletor de sinal desenvolvido na Universidade Técnica Estatal Bauman, que ajudará a determinar os parâmetros orbitais do satélite com extrema precisão utilizando estações terrestres, novos sensores estelares e um sistema de propulsão a plasma com impulso ajustável.
O lançamento do Khors-5 é uma aplicação prática dos princípios da engenharia de sistemas, onde estudantes e jovens engenheiros aprendem a criar não apenas um conjunto de instrumentos, mas um sistema espacial completo, fiável e complexo. Resolvem os problemas de produção mais desafiantes para clientes reais e vivenciam todo o ciclo de inovação. Isto fomenta o pensamento de engenharia de sistemas e estabelece imediatamente o mais alto padrão de responsabilidade pelos resultados.
O SAKHACUBE-CHOLBON – também designado Tcholbon (Чолбон) ou “RS18S” – é um CubeSat-1U desenvolvido e construído como parte de um projecto conjunto com a Academia de Ciências de Sakha para lançar o primeiro satélite de Sakha. O satélite terá como missão transmitir telemetria e imagens da câmara de bordo, postais SSTV, mensagens de áudio e outros dados.
O satélite transporta uma carga útil da YKSA LLC com 12 microcontroladores compatíveis com Arduino e um conjunto de sensores para estudar o ambiente. Os estudantes da República de Sakha poderão enviar programas para o satélite e conduzir as suas próprias pesquisas. O satélite também realiza uma missão de radioamador. Serão transmitidas telemetria e imagens da câmara de bordo, postais SSTV, mensagens de áudio e outros dados. As comunicações são realizadas na faixa de radioamadorismo de 437-439 MHz. O projeto é financiado pelo Fundo Fiduciário para as Gerações Futuras da República de Sakha (Yakutia) e deverá ter uma vida útil em órbita de 3 anos, podendo ser prolongada até 9 anos. A sua massa é de 1,21 kg.
Os satélites Ansat-1 e SCH-619, construídos pela universidade, suportam estudos óticos e eletromagnéticos.
CSTP-3.1
DCS-1
O satélite Kowsar-1.5 (também designado “2See-1”) é um dos três satélites iranianos a bordo desta missão. O Kowsar-1.5 supera as limitações técnicas enfrentadas pelo seu antecessor, incluindo a comunicação terrestre restrita e as janelas de observação limitadas, ao mesmo tempo que se baseia nas lições aprendidas com os satélites anteriores, Kowsar e Hodhod. Estas missões anteriores ajudaram a estabelecer a capacidade do sector privado iraniano para a concepção e lançamento de satélites e abriram caminho a uma nova geração de activos espaciais multifuncionais.
O novo satélite irá operar através de duas perspetivas ópticas distintas: uma para imagens da Terra e outra para comunicações IoT, permitindo ass maximizar a eficiência operacional, aproveitando as lições aprendidas com as missões anteriores.
O Kowsar-1.5 está classificado como uma missão de Demonstração em Órbita (IOD). As IOD são concebidas para demonstrar as capacidades técnicas de um satélite em órbita, de forma semelhante a um produto mínimo viável (MVP) nas indústrias terrestres.
O projecto do Kowsar-1.5 introduz também um modelo económico inovador para apoiar o sector espacial privado do Irão. Em colaboração com a Agência Espacial Iraniana e a Vice-Presidência de Ciência e Tecnologia, a empresa Omid Faza participa num programa de garantia de pré-compra, no qual a agência se compromete a adquirir dados de satélite antecipadamente. Este acordo proporciona estabilidade financeira para as empresas privadas e incentiva o investimento em tecnologias espaciais de alto risco.
O Kowsar-1.5 representa um passo significativo no programa espacial iraniano em evolução, sinalizando tanto o avanço tecnológico como um envolvimento mais profundo do sector privado no desenvolvimento de satélites. Espera-se que sirva de ponte entre os satélites experimentais anteriores e a próxima geração de naves espaciais operacionais, impulsionando o objectivo do Irão de possuir capacidades espaciais independentes e multifuncionais.
O design avançado do Kowsar-1.5 está alinhado com uma prioridade nacional urgente do Irão: transformar a agricultura e a gestão ambiental através de dados espaciais. No cerne da missão do satélite está a agricultura de precisão, uma abordagem moderna que se baseia em dados detalhados e oportunos para optimizar a utilização dos recursos e maximizar a produtividade agrícola.
Ao gerar imagens de rotina de regiões agrícolas, o Kowsar-1.5 fornecerá aos agricultores e aos planeadores informações cruciais sobre a saúde das culturas, as necessidades de irrigação, as condições do solo e o aparecimento precoce de infestações de pragas. A sua capacidade de gerar imagens no infravermelho próximo é particularmente valiosa, uma vez que pode detetar o stress das plantas muito antes de se tornar visível a olho nu, permitindo intervenções preventivas em vez de respostas reativas. Espera-se que esta metodologia baseada em dados aumente a segurança alimentar, reduza o consumo de água num país propenso à seca e melhore a eficiência global do sector agrícola do Irão.
Para além da agricultura, o Kowsar 1.5 desempenhará um papel importante na monitorização ambiental. O satélite irá apoiar a monitorização da seca em todo o país, oferecendo uma visão abrangente dos recursos hídricos, da desertificação e das tendências de aridez a longo prazo. A sua capacidade de identificar anomalias térmicas e de monitorizar grandes áreas florestais torna-o também uma ferramenta valiosa para a detecção precoce de incêndios florestais e para a avaliação de danos pós-incêndio.
Outras aplicações incluem o levantamento topográfico, o mapeamento cadastral e a avaliação de infraestruturas, fornecendo dados essenciais para apoiar o planeamento urbano e as iniciativas de desenvolvimento nacional. Ao comprometer-se a fornecer estes dados de satélite às instituições nacionais sob estruturas contratuais predefinidas, a Agência Espacial Iraniana pretende garantir que a missão proporciona benefícios directos e práticos tanto para o sector económico como para o ambiental.
O CubeSat-1U Luča é o primeiro satélite do Montenegro. A principal missão do satélite é a medição da radiação cósmica. Além disso, o satélite está equipado com uma câmara que irá registar imagens a uma altitude de cerca de 600 km, bem como sistemas de telecomunicações para transmissão de dados para a Terra.
Equipado com uma variedade de sensores, painéis solares e hardware e software de ponta, o Luča possui uma câmara de alta resolução para funcionalidades avançadas. Posicionado em órbita da Terra, o satélite está preparado para se manter em órbita durante aproximadamente três anos.
O lançamento do “Luča” representa um marco significativo para o Montenegro, marcando a sua entrada na exploração e tecnologia espacial. Enquanto este farol de inovação orbita o nosso planeta, simboliza as capacidades e aspirações do Montenegro no panorama cósmico.
O satélite Mule-4T é baseado no factor de forma CubeSat-3U e foi desenvolvido pelo Gabinete de Projectos de 5ª Geração (OKB-5P), transportando quatro pequenos TriSat.
Os satélites Trisat-1 a TriSAT-4 foram dersenvolvidos pela OKB-5P, tendo uma massa de 0,5 kg, e dimensões 0,3 x 0,1 x 0,01 m, estando dobrados num prisma triangular para encaixar quatro num lançador 1U. O TriSat-2 (é também desnominado “RUVDSSat1”), sendo operado pela empresa de TI RVDS (Moscovo) e o TriSat-3 (é também denominado “QUbeSat1”), sendo desenvolvido para a Universidade do Qatar.
Os satélite NASBAT-1 e NASBAT-2 foram desenvolvidos pela Sputnix para a Bielorrússia, sendo baseados no factor de forma CubeSat-6U.
O satélite Paya (também designado “Toloo-3”) representa o 18º satélite implantado no âmbito do programa espacial nacional do Irão. De acordo com o chefe do Grupo Espacial do Ministério das Indústrias Eletrónicas de Defesa do Irão, o Paya pertence a uma nova classe de plataformas de satélite concebidas para uma cobertura geográfica mais ampla. A receção bem-sucedida do sinal valida a prontidão desta nova plataforma operacional para as fases iniciais da sua missão.
O satélite, com uma massa de 150 kg, superou as câmaras convencionais baseadas em lentes ao empregar tecnologia de ponta em câmaras telescópicas e alcançou uma resolução base de 5 metros. De salientar que a aplicação de algoritmos de inteligência artificial pode melhorar a qualidade de imagem do Paya a uma distância de até 3 metros. Além disso, o satélite está equipado com um sistema de propulsão que lhe permite modificar a sua altitude e manter a sua órbita durante períodos prolongados.
Com uma massa de 26,7 kg, o satélite CubeSat-16U Polytech Universe-6 (Политех Юниверс-6) – também designado “RS10S” – foi desenvolvido pela Universidade Politécnica de São Petersburgo “Pedro, O Grande” e tem como missão a medição da radiação electromagnética em diversas frequências, além de receber sinais AIS. Estes sinais são gravados e posteriormente retransmitidos para o solo para posterior processamento e análise.
Com a missão do Polytech Universe-6 pretende-se conseguir a construção de mapas da distribuição da radiação eletromagnética da superfície da Terra; a recepção e análise dos dados transmitidos pelo sistema AIS, criação de uma base de dados e visualização dos resultados; e o desenvolvimento de algoritmos para o processamento de dados AIS em condições de colisão.
A missão irá permitir a criação de uma base de dados para áreas da tecnosfera, mares e oceanos, florestas e instalações de elevado consumo energético; a previsão de possíveis interrupções nos sistemas de rádio e televisão; e o envolvimento dos alunos do ensino básico e secundário no estudo das tecnologias espaciais.
A sua carga útil é composta por um receptor de rádio de banda larga com uma largura de banda de análise até 100 MHz na gama de 100 MHz a 18 GHz; uma câmara de visão geral para avaliar o correto funcionamento dos subsistemas do satélite com uma resolução de 640×480, 320×240 ou 160×120 pixéis; e um receptor AIS integrado com dois canais de frequência: 87V (161,975 MHz), 88V (162,025 MHz).
O satélite QMR-KWT-2 é um CubeSat-6U desenvolvido pela SPUTNIK para o Centro Espacial Mohammed Bin Rashid dos Emirados Árabes Unidos e para a Faculdade de Ciência e Tecnologia do Kuwait. Esta ferramenta educativa promove o interesse pelo espaço nos países árabes através de transmissões de rádio amador. Fomenta a cooperação entre a Rússia, os Emirados Árabes Unidos e o Kuwait, inspirando jovens talentos nas áreas da ciência, tecnologia, engenharia e matemática (STEM). Estas parcerias evidenciam os crescentes laços internacionais na exploração espacial.
O satélite SCH-619 é baseado no factor de forma CubeSat-3U e será utilizado para tarefas de monitorização de rádio. O satélite tem a capacidade de executar manobras em órbita, alterando assim os seus parâmetros orbitais. Foi desenvolvido pelo Centro Tecnológico Espacial (STTs) e pode ter uma utilização parcialmente militar.
A bordo desta missão foram lançados 9 satélites SITRO-AIS. Estes CubeSats realizam a monitorização independente das rotas de navegação no Mar do Norte e dos oceanos. São satélites de detecção remota óptica com uma resolução de 2,5 metros que farão parte de uma constelação final de 70 satélites.
Os satélites agora colocados em órbita são denominados SITRO-AIS-57 a SITRO-AIS-65. São desenvolvidos pela SPUTNIX para o Sitronics Group, sendo baseados no factor de forma CubeSat-3U.
Foram também lançados dois satélites SITRO-TD, números 3 e 4, para testar as capacidades da Internet das Coisas por satélite. Baseados no factor de forma CubeSats-3U, exploram a conectividade para dispositivos remotos e a transferência de dados.
SM-3.1
O UTE-Galapagos é baseado no factor de forma CubeSat-1U, sendo desenvolvido pela UTE Equador em colaboração com a YuZGU, Kursk. O satélite recebeu o nome da Universidade UTE, parceira de longa data da SWSU, e da província equatoriana das Ilhas Galápagos, cujo território será monitorizado a partir do espaço. Além da deteção remota da superfície terrestre, o satélite UTE-Galapagos irá recolher dados de radiação de fundo numa órbita baixa de 400 a 500 km. Ademais, o UTE-Galapagos está equipado com um inovador módulo ADS-B. Esta tecnologia permite aos pilotos e controladores de tráfego aéreo monitorizar os movimentos das aeronaves com maior precisão e fornecer às tripulações informações mais detalhadas sobre a situação, melhorando a segurança de voo. O UTE-Galapagos também transmitirá imagens da Terra, mensagens de saudação e imagens em formato SSTV para uma estação terrestre.
O satélite VM-3.1 será utilizado pera monitorização rádio, tendo sido desenvolvido pela Corporação VNIIEM com o objectivo de monitorizar as condições da atmosfera terrestre.
O satélite iraniano Zafar-2 tem como missão a obtenção de imagens de alta resolução para mapeamento. O satélite de deteção remota foi concebido e construído por especialistas da Universidade de Ciência e Tecnologia do Irão, por encomenda da Agência Espacial Iraniana.
Com uma massa entre 100 kg e 135 kg, o Zafar-2 apresenta uma estrutura leve, mas robusta, e incorpora as mais recentes tecnologias nacionais, incluindo sistemas de controlo de atitude de alta precisão e painéis solares avançados. A missão principal do satélite é a observação da Terra com uma resolução espacial de 15 metros, suportando aplicações como o mapeamento, a monitorização dos recursos naturais, a agricultura e a gestão de crises. O satélite está alegadamente equipado com câmaras a cores para mapear reservas de petróleo, minas, selvas e desastres naturais.
Lançamento
O foguetão 14A14-1B Soyuz-2.1b/Fregat (К15000-016/142-602) foi transportado para a Plataforma de Lançamento LC-1S no dia 26 de Dezembro, iniciando dois dias de preparativos para a missão.
Com a contagem decrescente a decorrer sem problemas, o lançador deixa a plataforma de lançamento a T=0s, iniciando um voo vertical durante alguns segundos até executar uma manobra de arfagem que o coloca na trajectória correcta para a sua inserção orbital.


| T+ m:s | Evento |
| 0:00 | Lançamento! |
| 1:58,92 | Separação do 1.º estágio |
| 3:48,45 | Separação da carenagem de protecção |
| 4:47,90 | Separação do 2.º estágio |
| 4:51,80 | Separação da grelha de ligação entre o 2.º e o 3.º estágio |
| 9:20,48 | Fim da queima do 3.º estágio |
| 9:28,?? | Separação destágio Fregat |

O foguetão 14A14 Soyuz-2
O foguetão 14A14 Soyuz-2 representa a mais recente evolução do épico míssil balístico intercontinental R-7 desenvolvido por Sergei Korolev nos anos 50 do século passado. O novo lançador apresenta motores melhorados, modernos
sistemas aviónicos digitais e uma reduzida participação de componentes de fabrico não russo.
O lançador é também conhecido pela designação Soyuz-ST (quando lançado desde o CSG Kourou) e foi especialmente desenhado para uma utilização comercial, aumentando a seu desempenho geral apesar de o desenho básico do veículo permanecer o mesmo. As alterações foram realizadas ao nível de uma melhoria do desempenho dos motores do primeiro e do segundo estágio com novos injectores e alteração da mistura dos propelentes; aumento no desempenho do terceiro estágio; introdução de um novo sistema de controlo, permitindo uma alteração do plano orbital já durante o voo; introdução de um novo sistema de telemetria digital para a monitorização do lançador e a introdução de uma nova ogiva de protecção de carga com um diâmetro de 3,6 metros.
O foguetão 14A14 Soyuz-2 pode ser equipado com um quarto estágio, nomeadamente o estágio Fregat (nas suas diversas variantes), utilizando as carenagens de protecção do tipo ST e SF.
Para as missões OneWeb foi utilizado um “sistema dispensador” de satélites desenvolvido pela RUAG Space AB (Linköping, Suécia). Este dispensador transporta os satélites durante o voo até à órbita terrestre baixa, libertando-os assim que a altitude e as condições ideais são atingidas. Este dispensador é projectado para acomodar até 36 satélites por lançamento.
Este lançador é capaz de colocar uma carga de 7.800 kg numa órbita terrestre a 240 km de altitude com uma inclinação de 51,80.º. No lançamento desenvolve uma força de 4.144.700 kN. A sua massa total é de 310.000 kg, o seu diâmetro no estágio principal é de 2,95 metros e o seu comprimento total é de 43,40 metros.
O primeiro estágio do 14A14 Soyuz-2 é composto pelos quatro propulsores laterais (Blok B, V, G e D) com uma massa bruta de 44.400 kg, tendo uma massa de 3.810 kg sem combustível. Cada propulsor tem um motor RD-107A (14D22) que desenvolve uma força de 1.021.097 kN (vácuo), com um Ies 310 s e um Tq de 120 s. Têm um comprimento de 19,60 metros, um diâmetro de 2,69 metros e consomem LOX e querosene.
O segundo estágio (Blok-A) tem um comprimento de 27,80 metros, um diâmetro de 2,95 metros, um peso bruto de 105400 kg e um peso sem combustível de 6.975 kg. Está equipado com um motor RD-108A que no lançamento desenvolve 999.601 kgf (vácuo), com um Ies de 311 s e um Tq de 286 s. Consome LOX e querosene.
O terceiro estágio (Blok-I) tem um comprimento de 6,74 metros, um diâmetro de 2,66 metros, um peso bruto de 25.200 kg e um peso sem combustível de 2.355 kg. Está equipado com um motor RD-0110 que no lançamento desenvolve 294.000 kgf (vácuo), com um Ies de 359 s e um Tq de 300 s. Consome LOX e querosene.
As modificações introduzidas no novo lançador foram sendo testadas em duas versões do mesmo veículo, o 14A14-1A Soyuz-2.1a e o 14A14-1B Soyuz-2.1b. Este último veículo é um lançador a três estágios no qual o motor RD-0124 é já empregado no último estágio.

Com dimensões semelhantes ao motor RD-0110 utilizado nas versões anteriores dos lançadores Soyuz, o motor RD-0124 apresenta como principal diferença a introdução de um sistema de ciclo fechado no qual o gás do oxidante utilizado para propulsionar as bombas do motor é então direccionado para a câmara de combustão onde é queimado com restante propelente em vez de ser descartado. Esta melhoria no motor aumenta o desempenho do sistema e, como consequência, aumenta a capacidade de carga do lançador em 950 kg. Um propelente especial de ignição é utilizado para activar a combustão do motor e são utilizados dispositivos pirotécnicos para controlar o funcionamento do motor. Cada uma das quatro câmaras de combustão pode ser movimentada ao longo de eixos para manobrar o veículo.
A tabela seguinte mostra os últimos dez lançamentos realizados pelos foguetões Soyuz-2.1b equipados com estágios superiores Fregat.
| Lançamento | Data de Lançamento
Hora (UTC) |
Lançador | Local de Lançamento | Carga |
| 2023-118 | 10/Ago/23
23:10:57,189 |
V15000-003/122-10 | Vostochniy
LC-1S |
Luna-25 (Luna-Glob) |
| 2023-198 | 16/Dez/23
09:17:48,220 |
Ya15000-058/122-11 | Baikonur
LC31 PU-6 |
Arktika-M2 |
| 2024-039 | 29/Fev/24
05:43:26,263 |
S15000-012/142-04 | Vostochniy
LC-1S |
Meteor-M 2-4
Marafon-D GMM Zorkiy-2M 2 Pars-1 SITRO-AIS-13 a SITRO-AIS-36 SITRO-AIS-49 a SITRO-AIS-52 |
| 2024-092 | 16/Mai/24
21:21:39 |
77053735/111-601 | GIK-1 Plesetsk
LC43 PU-4 |
Cosmos 2576
Rassvet-2 1 Rassvet-2 2 Rassvet-2 3 Zorkyy-2M 4 Zorkyy-2M 6 SITRO-AIS 53 SITRO-AIS 54 SITRO-AIS 55 SITRO-AIS 56 |
| 2024-199 | 04/Nov/24
23:18:40,459 |
S15000-013/142-061 | Vostochniy
LC-1S |
Ionosfera-M n.º 1
Ionosfera-M n.º 2 múltiplos satélites |
| 2025-042 | 02/Mar/25
22:22:17 |
В15000-060/112-17 | GIK-1 Plesetsk
LC43 PU-3 |
Cosmos 2584 |
| 2025-109 | 23/Mai/25
08:36 |
78042528/111-602 | GIK-1 Plesetsk
LC43 PU-4 |
Cosmos 2588 |
| 2025-155 | 25/Jul/25
05:54:04,135 |
Kh15000-015/142-05 | Vostochniy
LC-1S |
Ionosfera-M n.º 3
Ionosfera-M n.º 4 239Alferov AstroLine-1 a AstroLine-4 CSTP-4.1 (SCH-619) CSTP-4.2 (SM-3.1) CSTP-4.3 (ANSAT-1) CSTP-4.4 (VM-3.1) Nahid-2 Geoskan-1 a Geoskan-6 INNOSAT3 INNOSAT16 |
| 2025-206 | 13/Set/25
02:10 |
М15000-073/112-22 | GIK-1 Plesetsk
LC43 PU-3 |
Cosmos 2595 (Glonass-K n.º 18L)
Cosmos 2596 (Mozhayets-6) |
| 2025-314 | 28/Dez/25
13:18:05,462 |
К15000-016/142-602 | Vostochniy
LC-1S |
Aist-2T 1
Aist-2T 2 e outros |
Em 1996 tiveram início os testes do motor RD-0124 e foram finalizados em Fevereiro de 2004 nas instalações da Khimavtomatika em Voronezh. Nesta altura previa-se que a produção em série do novo motor teria início em 2005. A 27 de Dezembro de 2005 teve lugar outro teste do motor, abrindo caminho para os ensaios em grupo de todo o terceiro estágio do lançador 14A14-B Soyuz-2.1b nas instalações da NIIKhimMash em Sergiev Posad.
No início de 2005 a Arianespace anunciava que a primeira missão de teste do foguetão 14A14-1B Soyuz-2.1b teria lugar desde o Cosmódromo GIK-5 Baikonur para colocar em órbita o satélite astronómico CoRoT. Este lançamento dependeria dos resultados de novos ensaios do motor RD-0124 que tiveram lugar em Março e Abril de 2006. Um último teste teve lugar a 20 de Outubro de 2006 e o satélite CoRoT acabaria por ser lançado a 21 de Dezembro desse ano.
Fotografias: Roscosmos e outros