
A agência espacial norte-americana NASA realizou o primeiro lançamento de uma tripulação para a órbita lunar desde 7 de Dezembro de 1972.
O lançamento da missão Artemis-II (Orion CM-003 “Integrity”) teve lugar às 2235:12UTC do dia 1 de Abril de 2026 e foi realizado pelo foguetão SLS Block-1/ICPS a partir da Plataforma de Lançamento B do Complexo de Lançamento LC39 do Centro Espacial Kennedy, Ilha de Merritt, Florida.
O voo da Artemis-II irá confirmar os sistemas necessários para apoiar os astronautas na exploração do espaço profundo e preparar o terreno para o estabelecimento de uma presença permanente na Lua. A missão tem vcinco objectivos principais: demonstrar a capacidade dos sistemas e das equipas para apoiar a tripulação durante o voo e no regresso à Terra; demonstrar os sistemas e operações essenciais para uma campanha lunar tripulada, abrangendo desde sistemas terrestres a equipamentos no espaço, e operações que vão desde o desenvolvimento ao lançamento, voo e recuperação; recuperar o equipamento e dados de voo, avaliando o desempenho para missões futuras; demonstrar as capacidades do sistema de emergência e validar as operações associadas na medida do possível, tais como operações de abortagen e procedimentos de resgate, conforme necessário; e concluir objetivos adicionais para verificar subsistemas e validar dados.

Após vários adiamentos devido às investigações relacionadas com os problemas observados no escudo térmico e dos sistemas de suporte de vida da cápsula Orion, o processo de montagem do lançador no designado “Mobile Launcher 1” (ML-1) foi iniciado a 20 de Novembro de 2024. Em Março de 2025, chegava ao Centro Espacial Kennedy o estágio superior ICPS e dois meses mais tarde era a vez da cápsula espacial Orion CM-003 “Integrity” chegar ao centro espacial. A 20 de Outubro dava-se por finalizada a montagem do conjunto Artemis-II no interior do VAB (Vehicle Assembly Building), o majestoso edifício de integração e montagem do Programa Apollo e do Programa do Vaivém Espacial.
A 2 de Fevereiro de 2026 ocorria o designado “Wet Dress Rehearsal” (WDR) no qual se procedeu à preparação do lançador (abastecimento, etc.) como como se tratasse de uma contagem decrescente real. O veículo havia sido transportado para o Complexo de Lançamento LC-39B a 18 de Janeiro após a realização de multiplos testes e verificações no VAB.
Durante o WDR, os técnicos da NASA acabaria por descobrir uma válvula de pressurização solta na cápsula Orion e uma fuga de hidrogénio líquido (LH2) na ML-1. Estes problemas, acabariam por adiar o lançamento, perdendo-se a janela lunar de Fevereiro e colocando a missão agendada a 6 de Março após a finalização das reparações necessárias e da realização de um segundo WDR.
A 18 de Março a tripulação entrava em quarentena e viajava para a Florida a 27 de Março. Entretanto, o lançamento era agendado para 1 de Abril.
A missão Artemis-II
O perfil da missão Artemis II dá seguimento ao teste de voo não tripulado Artemis-I, demonstrando uma vasta gama de capacidades do SLS (Space Launch System) e da cápsula espacial Orion para o espaço profundo. Esta missão irá comprovar que os sistemas de suporte de vida da Orion estão prontos para sustentar as tripulações em missões futuras e permitirá à tripulação praticar operações essenciais para o sucesso da missão Artemis-III e não só.
O lançamento inicial será semelhante ao da missão Artemis-I, com o SLS a lançar a Orion para o espaço. Com a tripulação a bordo, a Orion e o estágio superior, denominado estágio de propulsão criogénica interina (Interim Cryogenic Propulsion Stage – ICPS), o conjunto orbita a Terra duas vezes para garantir que os sistemas da cápsula espacial estão a funcionar como esperado, ainda perto da Terra.
A Orion iniciará a sua trajetória numa órbita elíptica que será refinada para uma órbita terrestre alta “segura” com um perigeu a cerca de 185 km e apogeu a aproximadamente 71.600 km.
Após a queima para entrar na órbita terrestre alta, a Orion irá separa-se do estágio superior, que a tripulação utilizará como alvo para um teste de pilotagem manual chamado “demonstração de operações de proximidade”. Durante a demonstração, os controladores da missão no Centro Espacial Johnson da NASA, em Houston, irão monitorizar a Orion enquanto os astronautas fazem a transição da nave para o modo manual e pilotam a trajetória e a orientação da Orion. Esta demonstração fornecerá dados de desempenho e experiência operacional que não podem ser facilmente obtidos em terra, em preparação para operações críticas de encontro, proximidade e acoplamento – bem como desacoplamento – em órbita lunar, a partir da missão Artemis-III.
Após a demonstração de operações de proximidade, a tripulação devolverá o controlo da Orion aos controladores da missão no Centro Espacial Johnson da NASA e passará o resto da órbita a verificar o desempenho dos sistemas da sonda no ambiente espacial. Ainda perto da Terra, a tripulação irá avaliar o desempenho dos sistemas de suporte de vida necessários para gerar ar respirável.
A Orion vai também testar os sistemas de comunicação e navegação para confirmar que estão prontos para a viagem. Ainda em órbita elíptica em torno da Terra, a Orion sobrevoará brevemente o alcance dos satélites GPS e dos satélites de seguimento e retransmissão de dados da Rede Espacial da NASA para permitir uma verificação inicial das capacidades de comunicação e navegação da Rede de Espaço Profundo da agência.
Após a conclusão dos procedimentos de verificação, a Orion realizará a próxima manobra de propulsão, denominada injeção translunar (Trans Lunar Injection – TLI), na qual o módulo de serviço da Orion fornecerá o impulso final necessário para colocar a nave espacial numa viagem de aproximadamente quatro dias em torno do lado oculto da Lua, descrevendo um oito que se estenderá por mais de 370.000 km da Terra antes de regressar a casa.
A tripulação da missão Artemis-II
A tripulação da missão Artemis-II é composta por quatro elementos: Gregory Reid Wiseman (Comandante, NASA), Victor Jerome Glover (Piloto, NASA), Christina Hammock Koch (Especialista de Missão, NASA) e Jeremy Roger Hansen (Especialista de Missão, CSA).

O astronauta Andre Maurice Baulding Douglas (NASA) e a astronauta Jennifer Anne MacKinnon Sidey-Gibbons (CSA), servem como suplentes.

Nascido a 11 de Novembro de 1975 em Baltimore – Maryland, Gregory Reid Wiseman é o Comandante da missão Artemis-II (1).
Foi selecionado como astronauta pela NASA em 2009 e desempenhou as funções de Engenheiro de Voo a bordo da Estação Espacial Internacional na Expedição 41, entre Maio e Novembro de 2014. Durante a missão de 165 dias, Reid e os seus colegas de tripulação realizaram mais de 300 experiências científicas em áreas como a fisiologia humana, medicina, ciências físicas, ciências da Terra e astrofísica. Este foi o primeiro voo espacial de Reid, que também incluiu quase 13 horas como líder de atividades extraveiculares durante dois passeios espaciais. É licenciado em Ciências pelo Instituto Politécnico Rensselaer em Troy, Nova Iorque, e mestre em Engenharia de Sistemas pela Universidade Johns Hopkins, em Baltimore. Serviu como Chefe do Gabinete de Astronautas.
Diplomado pela Dulaney High School, Timonium – Maryland, em 1993 e licenciado em Ciências em Engenharia de Computação e Sistemas pelo Instituto Politécnico de Rensselaer, Troy – Nova Iorque, em 1997. Posteriormente foi Mestre em Ciências em Engenharia de Sistemas pela Universidade Johns Hopkins, Baltimore – Maryland, em 2006 e recebeu um certificado em Sistemas Espaciais pela Escola de Pós-Graduação Naval dos EUA, Monterey – Califórnia, em 2008.
Após se ter licenciado no Instituto Politécnico de Rensselaer em 1997, Reid foi comissionado pelo Corpo de Formação de Oficiais da Reserva (ROTC) e apresentou-se em Pensacola, Florida, para formação de voo. Foi destacado para Aviador Naval em 1999 e apresentou-se no Esquadrão de Caça 101, na Estação Aeronaval de Oceana, Virgínia, para transição para o F-14 Tomcat. Após o treino inicial, foi destacado para o Esquadrão de Caça 31, também em Oceana, e realizou duas missões no Médio Oriente, apoiando as Operações Southern Watch, Enduring Freedom e Iraqi Freedom.
Durante a sua segunda missão, em 2003, foi selecionado para frequentar a Escola de Pilotos de Teste da Marinha dos EUA, Classe 125. Após a sua graduação em Junho de 2004, Reid foi destacado como Piloto de Teste e Oficial de Projeto no Esquadrão de Teste e Avaliação Aérea 23 (VX-23) na Estação Aeronaval de Patuxent River, Maryland. Na VX-23, Reid
obteve o seu mestrado e trabalhou em vários programas de testes de voo envolvendo o F-35 Lightning II, a separação de armamento do F-18, a adequação de navios e o T-45 Goshawk. Após a sua passagem por Patuxent River, Reid foi destacado para a Ala Aérea Embarcada Dezassete como Oficial de Operações de Ataque, onde completou um destacamento na América do Sul. A partir daí, foi transferido para o Esquadrão de Caça de Ataque 103, na Estação Aeronaval de Oceana, Virgínia, pilotando o FA-18F Super Hornet.
Reid foi selecionado em Junho de 2009 como um dos 9 membros do Grupo 20 de astronautas da NASA. Apresentou-se no Centro Espacial Johnson em Agosto de 2009 e concluiu o treino de astronauta em Maio de 2011. Desempenhou as funções de Engenheiro de Voo a bordo da Estação Espacial Internacional na Expedição 41. De 2020 a 2022, foi chefe do gabinete de astronautas, sendo mais tarde designado Comandante da missão Artemis II.
A 29 de Maio de 2014, Reid foi lançado do Cosmódromo de Baikonur, no Cazaquistão, em direção à Estação Espacial Internacional a bordo da Soyuz TM-13M, tendo participado na Expedição 40/41 até 9 de Novembro de 2014, numa missão com uma duração de 165 dias 8 horas 1 minuto e 9 segundos. Esta missão incluiu centenas de experiências científicas e duas caminhadas espaciais.

Victor Jerome Glover, Jr. é o Piloto da Artemis-II (2), tendo nascido a 30 de Abril de 1976 em Pomona, Califórnia.
Glover foi selecionado como astronauta em 2013, enquanto desempenhava as funções de conselheiro legislativo no Senado dos EUA. Foi piloto da cápsula Dragon Resilience na missão Crew-1 lançada para a Estação Espacial Internacional, onde também desempenhou as funções de engenheiro de voo nas Expedições 64 e 65.
Glover formou-se em engenharia e, ao mesmo tempo, praticou dois desportos, dedicando-se também à sua comunidade. É aviador naval e foi piloto de testes dos caças F/A-18 Hornet, Super Hornet e EA-18G Growler. Ele e a sua família já residiram em diversas localidades dos Estados Unidos e do Japão, tendo participado em missões tanto em tempo de guerra como em tempo de paz.
Licenciado pela Ontario High School, Ontario, Califórnia, em 1994, Concluiu um bacharel em Ciências em Engenharia Geral pela Universidade Estatal Politécnica da Califórnia em 1999. Foi Mestre em Ciências em Engenharia de Ensaios de Voo (USAF TPS), Air University, Base da Força Aérea de Edwards, Califórnia, em 2007 e Mestre em Ciências em Engenharia de Sistemas (PD-21), pela Escola de Pós-Graduação Naval, em 2009. Foi ainda Mestre em Arte e Ciência Operacional Militar, pela Univeridade do Ar, Montgomery – Alabama, em 2010.
Após receber a sua patente, Glover iniciou o treino pré-voo em Pensacola, Florida, e concluiu o seu treino avançado de voo em Kingsville, Texas, conquistando as suas asas de ouro a 14 de Dezembro de 2001. Em 2002, Glover apresentou-se no Esquadrão de Substituição da Frota de Fuzileiros Navais, VMFAT-101, em Miramar, Califórnia e em 2003, após ter concluído o programa de treino do F/A-18C, foi destacado para o Esquadrão de Caça e Ataque VFA-34, os Blue Blasters, em Oceana, Virgínia. Com os Blue Blasters, completou o último destacamento do USS John F. Kennedy (CV-67) em apoio da Operação Iraqi Freedom. Durante o destacamento, concluiu um Certificado em Sistemas Espaciais pela Naval Postgraduate School (NPS). Glover foi então selecionado como piloto de intercâmbio da Marinha dos EUA para frequentar a Escola de Pilotos de Teste da Força Aérea. Durante o curso experimental de um ano, pilotou mais de 30 aeronaves nos EUA e em Itália.
A 9 de Junho de 2007, foi designado piloto de testes. Posteriormente, Glover serviu como piloto de testes na esquadrilha de testes e avaliação aérea VX-31, conhecida como “Dust Devils“, em China Lake, na Califórnia, testando diversos sistemas de armas nos caças F/A-18 Hornet, Super Hornet e EA-18G Growler. No seu tempo livre, obteve o grau de Mestre em Engenharia de Sistemas pela NPS (National Project School) em Monterey, Califórnia. Em 2009, Glover recebeu ordens para ingressar no Air Command and Staff College, Base Aérea de Maxwell – Alabama. Após a formatura, Glover apresentou-se ao esquadrão de caças e caças VFA-195, conhecido como “Dambusters“, em Atsugi, no Japão, onde desempenhou as funções de chefe de departamento. Com os Dambusters, foi destacado três vezes para diferentes locais do Oceano Pacífico. Em 2012, Glover foi selecionado para o Programa de Bolsas Legislativas. Apresentou-se no Gabinete de Assuntos Legislativos em
Washington, D.C., e foi destacado para o gabinete de um senador dos EUA. Enquanto esteve em Washington, D.C., concluiu um Certificado em Estudos Legislativos na Universidade de Georgetown. Glover era Bolseiro Legislativo no Senado dos EUA quando foi selecionado como candidato a astronauta.
Glover acumulou 3.500 horas de voo em mais de 40 aeronaves, mais de 400 aterragens com gancho de paragem em porta-aviões e 24 missões de combate.
Glover foi selecionado em 2013 como um dos oito membros do Grupo 21 de astronautas da NASA. Após ter concluído o Treino de Candidato a Astronauta em 2015, desempenhou as funções de comunicador da cápsula da estação espacial (CapCom), membro líder da tripulação da Expedição 52, oficial de operações e acompanhante da família em vários lançamentos das naves Soyuz e Crew Dragon – um dos trabalhos mais desafiantes e gratificantes de um astronauta.
Em 2018, Glover foi destacado para a sua primeira missão espacial, como piloto da Crew-1, a primeira missão pós-certificação da nave espacial Crew Dragon da SpaceX – o segundo voo tripulado desse veículo – e como engenheiro de voo das Expedições 64/65 a bordo da Estação Espacial Internacional. A sua missão teve uma duração de 167 dias 6 horas 29 minutos e 26 segundos (entre 16 de Novembro de 2020 e 2 de Maio de 2021), realizando 4 actividades extraveículares e diversas atividades científicas, de manutenção e de divulgação científica.
Após o voo, Glover serviu como representante da tripulação do Sistema de Aterragem Humana e numa função de supervisão como Chefe da Divisão de Tripulação Designada do Gabinete de Astronautas.
Em 2023, Glover foi designado piloto da Artemis II.

Christina Hammock Koch nasceu a 29 de Janeiro de 1979 em Grand Rapids, Michigan, sendo selecionada como astronauta da NASA em 2013. Serviu como Engenheira de Voo na Estação Espacial Internacional nas Expedições 59, 60 e 61, estabelecendo o recorde de voo espacial individual mais longo realizado por uma mulher, com um total de 328 dias no espaço, e participou na primeira actividade extraveícular totalmente feminina. Christina H. Koch é a Especialista de Missão n.º 1 na missão Artemis-II (3).
Koch frequentou a Universidade Estadual da Carolina do Norte em Raleigh, Carolina do Norte, onde obteve o grau de Bacharel em Ciências em Engenharia Elétrica e Física, bem como o Mestrado em Ciências em Engenharia Elétrica, e estudou no estrangeiro na Universidade do Gana. Frequentou o ensino secundário na Escola de Ciências e Matemática da Carolina do Norte, em Durham, e na White Oak High School, em Jacksonville, Carolina do Norte. Posteriormente, recebeu um doutoramento honoris causa pela Universidade Estadual da Carolina do Norte.
Antes de se tornar astronauta, o trabalho de Christina Koch abrangeu tanto o desenvolvimento de instrumentos para as ciências espaciais como a engenharia científica no terreno em áreas remotas.
A sua carreira começou como engenheira elétrica no Centro de Voo Espacial Goddard (GSFC) da NASA, onde contribuiu para instrumentos em várias missões científicas espaciais da agência. De seguida, Koch tornou-se investigadora associada no Programa Antártico dos Estados Unidos, o que incluiu uma estadia de um ano, com um inverno na Estação Admunsen-Scott, no Pólo Sul, e uma temporada na Estação Palmer. Nesta função, desempenhou funções como membro das equipas de combate a incêndios e de busca e salvamento. Koch regressou então ao desenvolvimento de instrumentos para as ciências espaciais como engenheira eletrotécnica no Departamento Espacial do Laboratório de Física Aplicada da Universidade Johns Hopkins, onde contribuiu para instrumentos em missões como a Juno e as sondas Van Allen. Posteriormente, regressou ao trabalho científico no terreno em áreas remotas, com missões na Estação Palmer, na Antártida, e na Estação Summit, na Gronelândia, ingressando então na Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA), onde continuou a trabalhar em bases científicas remotas, servindo como engenheira de campo em Utqiagvik, no Alasca, e como chefe da Estação do
Observatório da Samoa Americana. Ao longo da sua carreira, trabalhou como instrutora técnica, tutora voluntária e em atividades de extensão educativa.
Koch participou no programa da Academia da NASA em 2001 e trabalhou como Engenheira Eletrotécnica no GSFC no início da sua carreira. Foi selecionada em 2013 como uma das oito membros do Grupo 21 de astronautas da NASA e concluiu o treino de candidata a astronauta em 2015. Em 2018, foi destacada para o seu primeiro voo espacial, uma missão de longa duração na ISS. Após o voo espacial, Koch desempenhou as funções de Chefe da Divisão de Tripulação Designada no Gabinete de Astronautas. De seguida, passou a trabalhar como Assistente de Integração Técnica para o Diretor do Centro no Centro Espacial Johnson da NASA.
Koch foi lançada a 14 de Março de 2019 do Cosmódromo de Baikonur a bordo da Soyuz MS-12, juntamente com o cosmonauta da Roscosmos Alexey Ovchinin e o astronauta da NASA, Nick Hague. Regressou à Terra a 6 de Fevereiro de 2020 a bordo da Soyuz MS-13, com o cosmonauta da Roscosmos Alexander Skvortsov e o astronauta da Agência Espacial Europeia (ESA) Luca Parmitano. Servindo como Engenheira de Voo na ISS durante as Expedições 59, 60 e 61, ela e os seus colegas contribuíram para centenas de experiências em diversas áreas do desenvolvimento científico e tecnológico. Alguns dos destaques científicos das suas missões incluem a realização de robótica para melhorias do Espectrómetro Magnético Alfa, o cultivo de cristais de proteína para investigação farmacêutica e o teste de impressoras biológicas 3D em microgravidade. Koch realizou seis caminhadas espaciais, incluindo as três primeiras caminhadas espaciais totalmente femininas, num total de 42 horas e 15 minutos. A sua missão teve uma duração de 328 dias 13 horas 58 minutos e 13 segundos.

O astronauta canadiano Jeremy Roger Hansen, nasceu a 27 de Janeiro de 1976 em London, Ontário. A misssão Artemis-II será o seu primeiro voo espacial, onde sepenha as funções de Especialista de Missão n.º 2 (4).
Após se ter licenciado no Ingersoll District Collegiate Institute em Ingersoll, Ontário, Hansen frequentou o Royal Military College em Kingston, Ontário, onde concluiu o bacharelato em ciências espaciais em 1999, obtendo a distinção de Primeira Classe. Posteriormente, Hansen concluiu o mestrado em física no Royal Military College em 2000, com foco na investigação sobre o seguimento de satélites de amplo campo de visão.
Em 2013, Hansen serviu como menbro da equipa de astronautas na formação ESA CAVES na Sardenha, ao lado de Satoshi Furukawa (JAXA, Japão), Michael Barratt (NASA, EUA), Jack Fisher (NASA, EUA), Aleksei Ovchinin (Roscosmos, Rússia) e Paolo Nespoli (ESA, Itália).
A 10 de Junho de 2014, a NASA anunciou que Hansen iria servir como aquanauta a bordo do laboratório subaquático Aquarius durante a missão de exploração submarina NEEMO 19, que começou a 7 de Setembro de 2014 e durou sete dias.
Em 1988, aos 12 anos, Jeremy Hansen junta-se ao Esquadrão 614 da Real Força Aérea de Cadetes do Canadá, em London, Ontário. A sua jornada na aviação começa e em 1992, conquistou as suas asas de piloto de planador da Força Aérea Cadete aos 16 anos em Trenton, Ontário.
Conquista a sua licença de piloto privado e as suas asas aos 17 anos (1993) em Cornwall, Ontário. Esta formação levá-lo-á à admissão no Colégio Militar Real de Saint-Jean em Saint-Jean-sur-Richelieu, Quebec. Em 1994 concluiu a Formação Básica em Chilliwack, na Colúmbia Britânica, e iniciou a sua graduação no Colégio Militar Real de Saint-Jean, em Saint-Jean-sur-Richelieu, Quebec.
Em 1999 formou-se com um bacharelato com honras em ciências espaciais pelo Royal Military College of Canada em Kingston, Ontário, e em 2003 conclui a formação de piloto de caças CF-18 no 410º Esquadrão de Treino Operacional de Caça Tática. Entre 2004 e 2009 serve como piloto de caças CF-18 no 441º Esquadrão de Caça Tático e no 409º Esquadrão de Caça Tático, para além de ser o Oficial de Operações de Combate na 4ª Ala de Operações, onde as suas responsabilidades incluem a eficácia das operações do NORAD, exercícios de projeção e operações de voo no Ártico.
Em 2009 é seleccionado pela Agência Espacial Canadiana através da terceira Campanha de Recrutamento de Astronautas do Canadá. Em 2011 forma-se no programa de treino de candidatos a astronauta e começa a trabalhar no Centro de Controlo de Missões como CapCom.
Jeremy Hansen torna-se o primeiro canadiano a receber a incumbência de liderar um Grupo de astronautas da NASA (2017), o que significa que é o responsável pela formação de candidatos a astronautas dos Estados Unidos e do Canadá.
A cápsula espacial Orion
A cápsula espacial Orion é um veículo espacial tripulado para missões no espaço profundo numa uma nova era de exploração espacial. Numa série de missões cada vez mais desafiadoras, a Orion irá levar a Humanidade mais longe do que já alguma vez foi, inclusive às proximidades da Lua e de Marte.

Com o nome de uma das maiores constelações do céu nocturno e com base em mais de 50 anos de pesquisa e desenvolvimento de voos espaciais, a Orion foi projectada para atender às necessidades em evolução do programa de exploração do espaço profundo. Estas missões, juntamente com níveis recordes de investimento privado no espaço, ajudarão a NASA a desvendar os mistérios do espaço.
O Orion servirá como um veículo de exploração que levará a tripulação ao espaço, fornecerá capacidade de abortagem de emergência, sustentará os astronautas durante as suas missões e fornecerá uma reentrada segura nas velocidades de retorno do espaço profundo.
A Orion foi projectada especificamente para transportar astronautas para o espaço profundo e actualmente é a única cápsula espacial capaz de vôo espacial tripulado e retorno em alta velocidade das proximidades da Lua.
A Orion é composta por três elementos principais e subsistemas de suporte: o módulo da tripulação (2), onde os astronautas vivem e trabalham; o módulo de serviço (3), fornecido pela ESA, que fornece energia, propulsão e controle térmico; e o sistema de abortagem de lançamento (1), que pode colocar a cápsula espacial e a tripulação em segurança no caso de uma emergência durante o lançamento.
O Módulo da Tripulação é a parte pressurizada da cápsula espacial Orion, onde a tripulação viverá e trabalhará na sua viagem até à Lua e de volta. O módulo de tripulação pode acomodar quatro tripulantes até 21 dias e oferece um habitat seguro durante o lançamento, as operações em órbita, a aterragem e a recuperação.
O Módulo de Serviço Europeu da Orion é o centro de energia que abastece e impulsiona a cápsula espacial. Localizado abaixo do Módulo da Tripulação, fornece funções críticas, incluindo propulsão, controlo térmico e energia elétrica gerada por painéis solares. O Módulo de Serviço também fornecerá sistemas de suporte de vida, incluindo água, oxigénio e nitrogénio para a tripulação. Para além da sua função como principal sistema de propulsão da Orion, é responsável pelas manobras orbitais e pelo controlo de posição.
O sistema de abortagem de lançamento levará a tripulação para um local seguro em caso de emergência durante o lançamento ou a ascensão a bordo do foguetão Space Launch System. Pode ser ativado em milissegundos para puxar o veículo para um local seguro e posicionar o módulo da tripulação para uma aterragem segura.
Saiba mais sobre os diferentes componentes da cápsula espacial Orion em Orion – um veículo espacial para o futuro.
Em missões no espaço profundo, tanto a distância quanto a duração ditam as capacidades e tecnologias avançadas necessárias. A missão Artemis-I teve por objectivo testar os sistemas de navegação e comunicação da Orion além do alcance do GPS e acima dos satélites de comunicação em órbita terrestre; testar os sensores de radiação e blindagem fora da proteção do campo magnético da Terra; e testar o maior escudo térmico do mundo durante um retorno em alta velocidade da Lua.
A contagem decrescente e lançamento
A contagem decrescente para a missão inicia-se dois dias antes do lançamento. Apesar de controlada a partir do Centro Espacial Kennedy, outras equipas participam neste conjunto de procedimentos que irão preparar o lançador e as estruturas de apoio, bem como a cápsula espacial Orion.
Pausas na contagem decrescente, ou “suspensões”, são incorporadas à contagem decrescente para permitir que a equipa de lançamento tenha como alvo uma janela de lançamento precisa e para fornecer uma almofada de tempo para determinadas tarefas e procedimentos sem afectar o cronograma geral.
A equipa de lançamento chega às estações de controlo a L-49h 15m, dando início à contagem decrescente a L-48h 40m. Entre L-47h 30m e L-43h 30m ocorre o enchimento do tanque de água do sistema de supressão de som e entre L-48h 45m e L-39h 45m ocorrem os preparativos do sistema de oxigénio líquido (LO2)/hidrogénio líquido (LH2) para o abastecimento do lançador. A cápsula espacial Orion é activada entre L-44h 30m e L-43h (se ainda não estiver activada na ‘Call to Stations‘ CTS). A activação eléctrica do estágio principal ocorre entre L-39h 30m e L-38h 45m, e o estágio de propulsão criogénica ICPS é activado entre L-40h e L-39h 20m. Os preparativos finais dos quatro motores RS-25 ocorrem entre L-38h 45m e L-34h 30m.
O estágio de propulsão criogénica ICPS é desactivado entre L-33h 45m e L-33h 10m. Entretanto, as baterias de voo da Orion são carregadas a 100% entre L-32h 30m e L-28h 30m, enquanto as baterias de voo do estágio principal são carregadas entre L-30h 30m e L-22h 30m. O ICPS é totalmente activado para o lançamento entre L-18h 45m e L-17h 25m. O regulador de verificação de fugas dos fatos espaciais na Orion é activado entre L-18h e L-16h 30m.
Todo o pessoal não essencial deixa o Complexo de Lançamento 39B entre L-14h 30m e L-13h, dando-se a ativação do Sequenciador de Lançamento no Solo (Ground Launch Sequencer – GLS) entre L-12h 45m e 11h 15m. A inactivação da cavitação do veículo ocorre entre L-13h 15m e L-11h 5m, com a substituição do ar com azoto gasoso.
Uma suspensão de 2 horas e 15 minutos da contagem decrescente ocorre entre L-11h 35m e L-9h 20m. A equipa de lançamento realiza uma avaliação sobre o clima e os procedimentos de abastecimento entre L-11h 40m e L-10h 30m, decidindo a L-10h 20m se deve ser iniciado o abastecimento. O acondicionamento térmico da conduta de LOX do estágio principal inicia-se entre L-10h 10m e L-9h 50m. O acondicionamento térmico da conduta de LH2 do estágio principal inicia-se entre L-10h 10m e L-9h 25m.
O acondicionamento térmico do sistema de LO2 do sistema propulsão principal (Main Propulsion System MPS) ocorre entre L-9h 50m e L-9h 10m, seguindo-se o abastecimento lento de LO2 do estágio principal entre L-9h 10m e L-8h 55m e o abastecimento rápido entre L-8h 55m e L-6h 10m. O abastecimento lento de LH2 ocorre entre L-9h 25m e L-9h e o abastecimento rápido de LH2 entre L-9h e L-7h 40m.
A contagem decrescente é retomada a T-8h 10m (L-9h 20m). O acondicionamento térmico do equipamento de suporte terrestre (Ground Support Equipment GSE) de LH2 do ICPS e o arrefecimento do tanque ocorre entre L-8h 45m e L-8h 10m. O início do abastecimento rápido de LH2 ao ICPS ocorre entre L-8h 10m e L-7h 25m.
O enchimento total de LH2 ocorre entre L-7h 40m e L-7h 30m. A partir de L-7h 30 dá-se o reabastecimento de LH2 ao estágio principal (processo que ocorre até ao lançamento). A validação do sistema de LH2 do ICPS e o teste de vazamento ocorrem entre L-7h 25m e L-7h 5m, com o encvimento total a ter lugar entre L-7h 5m e L-6h 55m (o processo de reabastecimento ocorre de L-6h 50m até ao lançamento).
O sistema de comunicações da Orion é ativado (RF para Controlo de Missão) entre L-6h 10m e L-5h 40m. Entretanto, ocorre o enchimento total de LO2 no estágio principal (L-6h 10m a L-5h 40m), passando-se à fase de reabastecimento a L-6h 10m até ao lançamento.
Por seu lado, o acondicionamento térmico de LO2 do MPS do ICPS ocorre entre L-6h 10m e L-6h, seguindo-se o abastecimento rápido entre L-6h e L-5h 10m.
A tripulação é informada sobre as condições meteorológicas a L-6h. A fase de reabastecimento de LO2 do estágio principal ocorre de L-5h 40m até ao lançamento. A validação do sistema de LO2 do ICPS e o teste de vazamento ocorrem entre L-5h 15m e L-5h, com o reabastecimento a ocorrer entre L-5h e L-4h 40m.
A equipa que irá auxiliar os astronautas no ingresso da Orion reune-se a L-5h 40m e nesta altura a tripulação começa a envergar os seus fatos espaciais pressurizados.
O reabastecimento de LOX ao ICPS inicia-se a L-4h 40m até ao lançamento. Nesta altura, inicia-se uma paragem de 40 minutos na contagem decrescente. A equipa que irá auxiliar os astronautas no ingresso da Orion chega à Sala Branca entre L-4h 40m e L-25m, com a tripulação a iniciar a sua viagem para o Complexo de Lançamento a L-4h 30m. Os preparativos da Orion para o ingresso da tripulação decorrem entre L-4h 25m e L-4h, com a tripulação a dirigie-se para a Sala Branca entre L-4h 20m e L-4h 10m. Chegados à Sala Branca, a tripulação irá colocar os seus capacetes e luvas entre L-4h 10m e L-4h, iniciando o ingresso na cápsula espacial entre L-4h e L-3h 20m. De seguida, procede-se à verificação das comunicações e à possível existência de fufas de pressurização nos fatos espaciais.
A L-3h 25m estão finalizados os preparativos na Sala Branca, procedendo-se ao encerramento da escotilha de acesso à cápsula espacial entre L-3h 20m e L-3h 15m. As verificações de deterioração da vedação da escotilha do mecanismo de contrapeso ocorrem entre L-3h 15m e L-2h 20m, seguindo-se, entre L-2h 20m e L-1h 40m, a instalação/fecho do painel de serviço da escotilha do módulo da tripulação. O fecho da escotilha do sistema de abortagem de lançamento (Launch Abort System – LAS) para voo ocorre entre L-1h 40m e L-1h 20m.
Ao Diretor de Lançamento são relatados os resultados da varredura do veículo de voo/TPS com o sistema CICE a L-1h 10m e a equipa de apoio deixa o Complexo de Lançamento LC-39A entre L-45m e L-40m. Nesta altura inicia-se uma nova suspensão de 30 minutos na contagem decrescente e a L-30m ocorre a reunião final com o Director de Testes da NASA (NTD).
Durante o período de suspensão da contagem decrescente ocorre, a L-25m, a transição para o circuito de comunicação Orion-Terra após o briefing final sobre o NTD; a L-16m o Director de Lançamento verifica que toda a equipa está pronta para retomar a contagem decrescente; a L-15m a tripulação baixa os visores dos seus capacetes e a L-14m realiza uma curta purga nos seus fatos espaciais.
| Dentro da contagem decrescente final, as equipas têm várias opções para interromper a contagem, se necessário: 1) a equipa de lançamento pode manter o tempo de resposta em 6 minutos durante toda a janela de lançamento, menos os 6 minutos necessários para o lançamento em si, sem ter de reiniciar o processo para 10 minutos; 2) se as equipas precisarem de parar o cronómetro entre T-6m e T-1m 30s, podem aguardar até 3 minutos e retomar a contagem decrescente para o lançamento (se precisarem de mais de 3 minutos de espera, a contagem decrescente recomeçará em T-10m); 3) se o temporizador parar após T-1m 30s, mas antes de o sequenciador de lançamento automático assumir o controlo, as equipas podem reiniciar o processo para T-10m e tentar novamente, desde que haja tempo suficiente para o lançamento; 4) após a transferência para o sequenciador de lançamento automatizado, qualquer problema que interrompesse a contagem decrescente levaria ao cancelamento da tentativa de lançamento desse dia. |
A T-10m o Ground Launch Sequencer (GLS) inicia a contagem final e a T-8m é recolhido do Braço de Acesso à cápsula espacial Orion. Os sistemas pirotécnicos de ascensão da Orion são activados a T-6m ao mesmo tempo que começa a utilizar as suas fontes internas para o fornecimento de energia. Nesta altura é iniciada a pressurização do estágio central do lançador. A T-5m 57s é finalizado o reabastecimento do tanque de LH2 do estágio principal. O sistema LAS é activado a T-5m 20s.
A T-4m é iniciada a unidade de fornecimento de energia auxiliar do estágio principal e é finalizado o reabastecimento de LO2 ao estágio principal. A T-3m 30s é finalizado o reabastecimento de LO2 ao estágio ICPS que começa a utilizar as suas baterias internas para o fornecimento de energia a T-2m 20s. O estágio principal começa a utilizar as suas baterias intermas para o fornecimento de energia a T-2m. O ICPS entre em modo de contagem final a T-1m 20s e a T-50s é finalizado o reabastecimento de LH2 ao ICPS.
O comando “Go for automated launch sequencer” é transmitido pelo GLS a T-33s e o computador de voo do estágio principal entra em modo de lançamento automatizado a T-30s. O sistema de queima de hidrogénio é iniciado a T-12s e o comando para a ignição dos motores do estágio principal é enviado a T-10s. Os motores RS-25 são iniciados a T-6,36s.
A ignição dos dois propulsores laterais de combustível sólido ocorre a T-0s, ao mesmo tempo que se dá a separação dos sistemas umbilicais e o lançador deixa a plataforma de lançamento.

A tabela seguinte indica as diferentes fases do lançamento desde a altura em que o SLS ultrapassa a torre de lançamento e inicia a manobra de inclinação lateral.
| T+hh:mm:ss | Evento |
| 00:00:09 | O SLS ultrapassa a torre de lançamento e inicia uma manobra de inclinação lateral |
| 00:00:56 | O SLS atinge velocidade supersónica (Mach 1) |
| 00:01:10 | Máxima pressão dinâmica (MaxQ) |
| 00:02:08 | Separação dos propulsores laterais de combustível sólido |
| 00:03:18 | Elecção do sistema de abortagem |
| 00:08:06 | Fim da queima do estágio cental do SLS |
| 00:08:18 | Separação do ICPS |
| 00:08:28 | Extensão da tubeira do motor RL10 |
| 00:20:00 | Abertura dos painéis solares da Orion |
| 00:49:00 | Manobra de elevação do perigeu |
| 01:47:57 | Manobra de elevação do apogeu |
| 03:24:15 | Separação do ICPS. Início da demonstração de operações de proximidade |
| 04:35:xx | Fim da demonstração de operações de proximidade |
| 04:52:xx | Queima de separação do ICPS |
| 05:00:xx | Queima de descarte do ICPS |
| 05:04:xx | Separação sequencial dos CubeSat (intervalos de 60 segundos) |
| 13:44:xx | Manobra de elevação do perigeu |
A caminho da Lua e o regresso à Terra
Durante o resto da viagem, os astronautas continuarão a avaliar os sistemas da sua nave espacial, incluindo a prática de procedimentos de emergência, o teste do abrigo contra a radiação, a participação em experiências científicas e a realização de observações da Lua a partir de um ponto de vista mais próximo do que os olhos humanos tiveram em mais de 50 anos.

A tripulação da Artemis-II viajará aproximadamente 7.400 km para lá do lado oculto da Lua. Vão ver a Terra e a Lua através das janelas da Orion, com a Lua muito próxima em primeiro plano e a Terra a quase 400.000 km em segundo plano. A partir da posição da tripulação, a Lua parecerá ter o tamanho de uma bola de basquetebol vista à distância de um braço.
Assim que a Orion e a tripulação contornarem o lado oculto da Lua, iniciarão a etapa de regresso a casa. Em vez de necessitarem de propulsão na volta, a sua trajetória com baixo consumo de combustível aproveitará o campo gravitacional Terra-Lua, garantindo que a Orion é atraída naturalmente pela gravidade da Terra durante a parte de retorno livre da missão.
A Orion irá amarar no Oceano Pacífico, e a nave e a tripulação serão recuperadas com o auxílio da Marinha dos Estados Unidos, oferecendo mais uma oportunidade para testar novos processos pela primeira vez. As lições aprendidas ao longo da missão abrirão caminho para o regresso dos humanos à superfície lunar. Através do programa Artemis, a NASA irá explorar mais da Lua do que nunca e criar uma presença duradoura no espaço profundo, enquanto se prepara simultaneamente para enviar o primeiro astronauta para Marte.
As tabelas seguintes indicam as diferentes fases da missão. A partir daqui, cada entrada representa o tempo decorrido desde o lançamento, como em 1/01:42 representando 1 dia, 1 hora e 42 minutos.
Dia de voo 2
| T+d/hh:mm | Evento |
| 1/01:37 | Queima de injecção translunar |
| 1/23:25 | Queima de correção de trajectória orbital |
Dia de voo 3
| T+d/hh:mm | Evento |
| 2/00:07 | Queima de correção de trajetória orbital nº 1 |
| 2/02:05 | Demonstração de RCP para tripulantes |
| 2/05:25 | Teste de comunicação através da Rede de Espaço Profundo |
Dia de voo 4
| T+d/hh:mm | Evento |
| 3/00:12 | Queima de correção de trajetória orbital nº 2 |
| 3/03:40
e 3/05:45 |
Revisão do plano de imagens do sobrevoo lunar (em dois turnos) |
| 3/20:30 | Demonstração de colocação e pressurização rápida de fatos espaciais |
Dia de voo 5
| T+d/hh:mm | Evento |
| 4/05:23 | Queima de correção de trajetória orbital nº 3 |
| 4/06:59 | A Orion entra na esfera de influência lunar |
| 4/05:25 | Teste de comunicação através da Rede de Espaço Profundo |
Dia de voo 6
| T+d/hh:mm | Evento |
| 4/21:02 | A tripulação da Orion ultrapassará o recorde de distância da Terra estabelecido pela Apollo 13 |
| 4/23:15 | Tripulação prepara as câmaras para sobrevoo lunar |
| 4/23:45 | Sobrevoo lunar e início da observação |
| 5/01:23 | Aproximação máxima da Lua |
| 5/01:26 | Tripulação atinge a distância máxima da Terra nesta missão |
| 5/02:40 | Fim do sobrevoo lunar e observação |
Dia de voo 7 (será, na sua maioria, um período de folga para a tripulação)
| T+d/hh:mm | Evento |
| 5/19:47 | A Orion sai da esfera de influência lunar |
| 5/21:20 | Relatório científico da passagem lunar |
| 6/04:23 | Queima de correção de trajetória de retorno nº 1 |
Dia de voo 8
| T+d/hh:mm | Evento |
| 7/01:50 | Demonstração de blindagem contra radiação |
| 7/04:20 | Demonstração de pilotagem manual |
Dia de voo 9
| T+d/hh:mm | Evento |
| 7/23:15
e 8/02:10 |
Avaliação do vestuário para intolerância ortostática (em dois turnos) |
| 8/04:33 | Queima de correção de trajetória de retorno nº 2 |
Dia de voo 10
| T+d/hh:mm | Evento |
| 8/20:33 | Queima de correção de trajetória de retorno nº 3 |
| 8/22:30 | A equipa começa a trabalhar na lista de verificação de entrada, incluindo o uso dos fatos de entrada |
| 9/01:13 | Separação entre o módulo da tripulação e o módulo de serviço |
| 9/01:16 | Queima de elevação do módulo da tripulação |
| 9/01:33 | Interface de entrada
|
| 9/01:46 | Amaragem! |
Pós-amaragem
| T+d/hh:mm | Evento |
| 9/01:53 | O sistema de controlo de reação do módulo da tripulação é colocado em segurança |
| 9/02:01 | Desactivação da cápsula Orion
Após a amaragem, a tripulação estará no navio de resgate no prazo de duas horas. |
Os diferentes marcos da missão Artemis-II
A missão Artemis-II pode ser dividida em 15 marcos principais desde o seu lançamento até à sua amaragem no Oceano Pacífico. Todos estes marcos representam uma fase crítica da missão que não pode prosseguir sem que todos sejam finalizados.
A missão começa com o seu lançamento (1) a partir do Centro Espacial Kennedy. O SLS irá afastar a Orion e a sua tripulação da Terra utilizando mais de 39.144 kN de impulso. Na fase de ascensão, dá-se a ejecção dos propulsores laterais, carenagens e sistema de abortagem de lançamento (2): assim que o foguetão sair da atmosfera, os seus propulsores de combustível sólido são descartados após o esgotamento do combustível, seguidos pelos painéis que protegem o módulo de serviço Orion e pelo sistema de abortagen de lançamento, que levaria a Orion e a tripulação para um local seguro em caso de emergências durante a ascensão.
Ao atingir o espaço, os motores do estágio central do SLS são desligados, e o estágio central separa-se do estágio superior e da Orion, na fase de final da queima do motor principal do estágio central (3), seguindo-se a manobra de elevação do perigeu orbital (4). Isto acontece auando a Orion atinge o apogeu, ou ponto mais elevado, da sua trajetória suborbital inicial, quando o estágio superior ICPS aciona o seu motor para elevar o seu perigeu — o ponto mais baixo da sua órbita — a uma altitude segura de 160 quilómetros. Assim que esta queima estiver concluída, a Orion e o ICPS estarão numa órbita baixa da Terra.
O estágio ICPS será novamente accionado cerca de uma hora depois da manobra de elevação do perigeu, mas desta vez no perigeu da sua órbita, para continuar a elevar a Orion a uma órbita terrestre elevada numa queima de elevação do apogeu para órbita terrestre alta (5). Isto inicia uma verificação da nave espacial com uma duração aproximada de 23 horas, enquanto a Orion e os seus astronautas ainda estão relativamente próximos da Terra.
A fase seguinte da missão verá a separação do Orion do ICPS seguida de demonstração de operações de proximidade (6). Após cumprir a sua função, o ICPS irá separar-se da Orion e será reutilizado como alvo para um teste de demonstração de operações de proximidade — uma oportunidade para a tripulação verificar se consegue pilotar a Orion em segurança em modo manual. O ICPS substituirá as naves espaciais às quais a Orion se irá acoplar em missões futuras, enquanto a tripulação pratica o voo da Orion em direção a ele e à sua volta.
Finalizadas as operações de proximidade, a tripulação utilizará o motor do sistema de manobra orbital da Orion para se afastar do ICPS e fazer observações adicionais do estágio superior à medida que este se distancia. Cerca de 15 minutos depois, o ICPS irá realizar a sua própria queima de descarte (7), sendo colocado numa trajetória de reentrada na atmosfera terrestre e desintegração sobre o Oceano Pacífico. Uma nova manobra de elevação do perigeu (8) acontece no final do Dia 1 da missão. A tripulação será despertada para realizar uma ignição adicional do motor, de forma a colocar a Orion na geometria orbital correta para a sua queima de injeção translunar no segundo dia de voo.
A queima de injecção translunar (9) é a última grande ignição dos motores da missão. Esta queima impulsiona a Orion em direção à Lua e coloca-a na trajetória de retorno livre que, em última análise, trará a tripulação de volta à Terra. Embora a missão tenha começado há apenas dois dias, também funciona como a queima de remoção orbital da Orion.
Após a queima de injecção translunar a Orion está em trânsito a caminho da Lua (10). Três pequenas manobras de correção de trajectória, utilizando o motor do sistema de manobra orbital da Orion, são realizados ao longo dos três dias seguintes, garantindo que a nave espacial se mantém na rota correcta na sua viagem à volta da Lua. Pouco antes de a tripulação adormecer no quinto dia de voo, entrarão na esfera de influência lunar, onde a força gravitacional da Lua se tornará mais forte do que a da Terra.
A proximidade exacta que a tripulação da Artemis-II atingirá da Lua no sei sobrevoo lunar (11) dependerá da data de lançamento. A Lua estará numa posição diferente em cada uma das possíveis datas de lançamento, e a distância exacta variará em conformidade, entre os 6.400 km e os 9.600 km acima da superfície lunar. Esta distância é maior do que os 128 km da Artemis-I, mas ainda assim dezenas de milhares de quilómetros mais perto do que qualquer ser humano esteve em mais de 50 anos. A esta distância, a Lua parecerá à tripulação ter aproximadamente o tamanho de uma bola de basquetebol segura com o braço esticado.
O ponto mais próximo da superfície lunar que a tripulação alcançará será quando a Orion passar por trás da Lua. Nessa altura, a tripulação perderá a comunicação com a Terra por um período que varia entre 30 a 50 minutos, dependendo da hora de lançamento. Durante este tempo, tirarão fotografias e gravarão vídeos do lado oculto da Lua, fazendo observações que serão partilhadas com os cientistas assim que a comunicação for restabelecida.
Por volta desse momento, espera-se que a tripulação da Artemis-II bata o recorde de distância estabelecido pela Apollo-13, de maior distância alguma vez percorrida por seres humanos em relação à Terra.
Após a Orion contornar o lado oculto da Lua e sair da esfera de influência lunar, a sua trajetória de retorno livre, com baixo consumo de combustível, aproveitará o campo gravitacional Terra-Lua para trazer a Orion de volta à Terra naturalmente na fase de voo de regresso (12). Tal como na viagem para a Lua, três pequenas manobras de correcção de trajectória ao longo do percurso garantem que a tripulação está preparada para uma amaragem segura. A última das três manobras terá lugar no 10º dia de voo, cinco horas antes do interface de reentrada, após a tripulação ter iniciado os preparativos para o regresso.
Entretanto, durante a missão a tripulação irá realizar diversas experiências científicas e tecnológicas que irão permitir avanços futuros na exploração lunar e na melhoria da vida no nosso planeta. Saiba mais em A Ciência na Artemis-II.
Com a sua função concluída, o módulo de serviço da Orion, que contém os motores responsáveis pelas manobras que guiam a nave e a impulsionam pelo espaço, irá separar-se do módulo da tripulação (13). Isto expõe o escudo térmico do módulo da tripulação, que protegerá os astronautas do calor da reentrada. O módulo de serviço desintegrar-se-á então na atmosfera terrestre, enquanto o módulo da tripulação se dirige para a interface de entrada (14). Os motores do sistema de controlo de reacção do módulo da tripulação irão direccionar o escudo térmico na direcção da viagem para o preparar para o pico de aquecimento. Ainda a cerca de 122 km acima da Terra, a Orion começará a sentir os efeitos da atmosfera terrestre pela primeira vez desde o lançamento. Em questão de segundos, o plasma sobreaquecido começará a acumular-se em torno da nave espacial à medida que o atrito com a atmosfera circundante aumenta. A Orion sofrerá temperaturas a rondar os 1.650 C, e as comunicações com a tripulação serão temporariamente bloqueadas pelo plasma.
Após a reentrada atmosférica, a cobertura que protegia o compartimento dianteiro da Orion é removida para permitir a abertura dos pára-quedas e o início da desaceleração da nave espacial. Dois pára-quedas de travagem, cada um com 7 metros de diâmetro, abrem a uma altitude de 7.620 metros, reduzindo a velocidade da cápsula para 494 km/h. A 2.900 metros, três pára-quedas piloto, com 3,35 metros de largura cada, accionam os três pára-quedas principais. Os pára-quedas principais, com 35 metros de largura, reduzem a velocidade da Orion de aproximadamente 209 km/h para apenas 27 km/h, sendo possível aterrar na água.
O módulo da tripulação pode amarar (15) na posição vertical, invertida ou de lado. Uma vez na água, um sistema de cinco airbags laranja enche-se em torno da parte superior da nave espacial, colocando-a na posição vertical para que a tripulação possa sair em segurança.
Os CubeSats
A missão Artemis-II irá ser lançada juntamente com pequenos companheiros que viajam na parte superior do estágio ICPS do lançador. Do tamanho de uma caixa de sapatos, os CubeSats viajam para o espaço dentro de um anel que liga a cápsula espacial Orion ao estágio superior do foguetão SLS. Serão colocados numa órbita terrestre alta após o estágio superior se separar da Orion. Estes CubeSats têm os seus próprios objetivos científicos, distintos dos da missão Artemis-II. Além dos CubeSats, o Centro Aeroespacial Alemão irá realizar investigação sobre radiação.
Os CubeSats presentes são o ATENEA, K-Rad Cube, o Space Weather CubeSat 1 e o TACHELES.
O satélite ATENEA foi desenvolvido pela Comisión Nacional de Actividades Espaciales (CONAE, Argentina) em colaboração com a Universidade Nacional de La Plata (UNLP), a Universidade Nacional de San Martín (UNSAM), a Universidade de Buenos Aires (UBA), o Instituto Argentino de Radioastronomia (IAR), a Comissão Nacional de Energia Atómica (CNEA) e a empresa VENG S.A., o satélite irá avaliar métodos de protecção contra radiação, medir o espectro de radiação da Terra, recolher dados de GPS e validar uma ligação de comunicação de longo alcance. As dimensões do ATENEA são 30 x 20 x 20 cm, sendo baseado no factor de forma CubeSat-12U.
O Instituto Coreano de Astronomia e Ciências Espaciais (KASI) é a principal instituição de investigação responsável pelo desenvolvimento do K-RadCube – com uma massa de 19 kg e baseado no factor de forma CubeSat-12U – que irá utilizar um dosímetro feito de tecido semelhante ao humano para medir a radiação espacial e os seus efeitos biológicos ao longo dos cinturões de radiação de Van Allen. O KASI é também responsável pelo desenvolvimento da carga útil para a medição de radiação. O sistema do satélite foi desenvolvido pela Nara Space e as operações em terra serão geridas pela KT SAT. O CubeSat também transporta componentes semicondutores, como chips da Samsung Electronics e da SK Hynix, para avaliar a sua resistência à radiação num ambiente de espaço profundo. Os dados também serão utilizados para orientar missões futuras.
O Space Weather CubeSat 1 irá recolher dados sobre o clima espacial a diversas distâncias da Terra. O satélite foi desenvolvido pela Agência Espacial Saudita.
O CubeSat-12U TACHELES foi desenvolvido pelo NEUROSPACE GmbH e seleccionado pelo Agência Espacial Alemã no Centro Aeroespacial Alemão (Deutsches Zentrum für Luft und Raumfahrt; DLR).. O satélite irá medir os efeitos do ambiente espacial em componentes eléctricos para fornecer informações sobre as tecnologias para veículos lunares.
O Space Launch System, o foguetão para a exploração do espaço profundo
O Sistema de Lançamento Espacial da NASA, (Space Launch System – SLS), é um veículo de lançamento superpesado que fornece a base para a exploração humana além da órbita da Terra. Com o seu poder e capacidades sem precedentes, o SLS é o único foguetão que pode enviar a cápsula espacial Orion, astronautas e carga diretamente para a Lua numa única missão.
Oferecendo mais massa de carga útil, capacidade de volume e energia, o SLS, é o foguetão mais poderoso do mundo, pode transportar mais carga útil para o espaço profundo do que qualquer outro veículo. O SLS foi projectado para ser evolutivo, o que possibilita voar mais tipos de missões, incluindo missões humanas para a Lua e Marte e missões científicas robóticas para lugares como a Lua, Marte, Saturno e Júpiter.
Para atender às necessidades futuras das missões no espaço profundo, o SLS evoluirá para configurações cada vez mais poderosas. Cada configuração do SLS usa um estágio principal com quatro motores RS-25. O primeiro veículo SLS, denominado Block-1, pode enviar mais de 27 toneladas métricas (t) para órbitas além da Lua. Este lançador é auxiliado por dois propulsores laterais de combustível sólido de cinco segmentos e quatro motores de propelente líquido RS-25. Depois de chegar ao espaço, o estágio Interim Cryogenic Propulsion Stage (ICPS) envia a Orion para a Lua. As três primeiras missões Artemis usarão um foguetão Block-1 com um ICPS.

O lançador Block-1B usará um novo e mais poderoso estágio Exploration Upper Stage (EUS) para permitir missões mais ambiciosas. O veículo Block-1B pode, num único lançamento, transportar a cápsula espacial Orion junto com grandes cargas para sistemas de exploração necessários para apoiar uma presença sustentada na Lua.
O veículo Block-1B pode enviar 38 t para o espaço profundo, incluindo a Orion e a sua tripulação. Lançando apenas com carga, o SLS possui uma carenagem de carga útil de grande volume para enviar sistemas de exploração maiores para a Lua e Marte ou para naves espaciais científicas em missões de exploração do sistema solar.
A configuração SLS Block-2 fornecerá um impulso superior e será o veículo de trabalho para o envio de carga para a Lua, Marte e outros destinos do espaço profundo. O SLS Block-2 será projetado para elevar mais de 46 t para o espaço profundo.

A Boeing Company, Huntsville – Alabama, constrói os estágios principais do SLS, incluindo os sistemas aviónicos que controlam o veículo durante o voo. Com cerca de 65 metros de comprimento e com um diâmetro de 8,4 metros, o estágio central armazena 2.763.350 litros de hidrogénio líquido super-arrefecido e oxigénio líquido que alimentam os motores RS-25. Os estágios principais são construídos no Michoud Assembly Facility da NASA, Nova Orleães, usando equipamentos de fabrico de última geração, incluindo uma ferramenta de soldagem por fricção que é a maior de seu tipo no mundo. O software de computador dos sistemas aviónicos do SLS é desenvolvido no Marshall Space Flight Center, em Huntsville.

A propulsão para o estágio principal do SLS é fornecida por quatro motores RS-25. A Aerojet Rocketdyne, Sacramento – Califórnia, actualizou um conjunto de 16 motores do vaivém espacial RS-25 para os requisitos de desempenho do SLS, incluindo um novo controlador de motor, isolamento de tubeiras e operação necessária a 2.277.489,5 N de impulso. Durante o voo, os quatro motores fornecem cerca de 9 milhões de Newtons de impulso.

A Aerojet Rocketdyne testou novos controladores para os motores e processou motores para voos de acompanhamento após a missão Artemis-I. Além disso, a Aerojet Rocketdyne reiniciou a produção de novos motores RS-25 e está a desenvolver e a testar componentes novos e avançados para fabricar os motores a mais preços acessíveis.
Dois propulsores laterais de combustível sólido derivados do vaivém espacial fornecem mais de 75% do impulso do veículo durante os primeiros dois minutos de voo. O principal contratante dos propulsores, a Northrop Grumman, modificou a configuração original dos propulsores do vaivém espacial de quatro segmentos para uma versão de cinco segmentos. O design também inclui novos sistemas aviónicos, design do combustível sólido e isolamento da caixa, e elimina os pára-quedas de recuperação.

A capacidade inicial de impulsionar a cápsula Orion para fora da órbita da Terra para o SLS Block-1 surge do ICPS, baseado no estágio criogénico Delta usado com sucesso na família de foguetões Delta-IV da United Launch Alliance. O ICPS usa um motor RL10 fabricado pela Aerojet Rocketdyne que é alimentado por hidrogénio líquido e oxigénio líquido e gera 110.000 N de impulso.
A Teledyne Brown Engineering, Huntsville, construiu o adaptador de estágio do veículo de lançamento que envolve parcialmente o ICPS e o conecta ao estágio principal. O adaptador de estágio Orion (Orion Stage Adapter – OSA) conectará a Orion ao ICPS no veículo SLS Block 1. O OSA pode acomodar várias cargas úteis tipo CubeSat em tamanhos de 6 ou 12 unidades, dependendo dos parâmetros da missão.
Imagens: NASA