Jateamento de areia em Marte

Os ventos marcianos podem ter um impacto considerável. A sonda Mars Express da ESA apanhou-os a levantar grãos de areia e a agir como uma espécie de jato de areia cósmica, esculpindo sulcos intrigantes perto do equador de Marte.

As cristas, montes ou colunas que permanecem após a erosão do solo circundante são tecnicamente conhecidas como yardangs e são comuns em Marte. São evidências de poderosos ventos marcianos a actuar como uma espécie de jateadora cósmica, lançando grãos de areia para o ar e esculpindo sulcos à superfície que se estendem por dezenas de quilómetros.

Estes ventos fortemente erosivos e carregados de areia escavam camadas macias de rocha sedimentar, encontrando fissuras preexistentes e desgastando o material aí presente. Cristas ou montes alongados e distintos permanecem de pé enquanto o solo circundante é devastado, formando uma paisagem impressionante (visível claramente na vista aérea anexa abaixo).

Na imagem principal, que cobre uma área quase do tamanho da Bélgica, os yardangs estão todos inclinados na mesma direcção devido ao vento predominante, curvando-se a partir do canto inferior esquerdo (Sudeste). Estão localizados na extremidade Norte das montanhas Eumenides Dorsum, que já foram vistas anteriormente pela Mars Express; estas montanhas estendem-se muito para além do enquadramento, para Oeste (em cima) de uma região particularmente vulcânica conhecida como Tharsis, e fazem parte da enorme e imensamente poeirenta Formação Medusae Fossae (outra formação já conhecida).

Onde as características se encontram

Esta imagem também capta outras duas forças fascinantes da natureza que vemos no Planeta Vermelho, com as três a convergirem para se encontrarem um pouco à esquerda (Sul) da grande cratera à direita.

Primeiro, a própria cratera, que parece relativamente recente e está rodeada por uma grande camada de material com bordos ondulados (“ejeção”) que foi projectada para fora durante o impacto que a criou.

Em segundo lugar, existe uma característica mais subtil, visível apenas numa inspecção mais detalhada (e assinalada na vista anotada): logo abaixo e ao lado da massa principal de yardangs encontra-se o chamado “fluxo laminar”, que faz lembrar um pouco as placas de gelo flutuantes – ou blocos de gelo – que vemos na Terra. À medida que a lava antiga se movia pelo terreno, a sua superfície formava uma crosta. A lava continuou a fluir por baixo, puxando a superfície sólida, partindo-a em pedaços e movendo-os como “jangadas” ou “placas” de lava solidificada.

Além de a marginarem, acredita-se que os yardangs se formaram sobre este fluxo laminar, indicando que provavelmente se formaram mais recentemente.

Título original: Sandblasting on Mars

Texto e imagens: ESA

Tradução automática via Google

Edição: Rui Barbosa



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