Publicado em 15 de julho de 2026 por Rui C. Barbosa

Irão tenciona lançar satélite Pars-2

Após os ataques de agressão sionistas e norte-americanos ao Irão, o Ministro da Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) daquele país, Seyed Sattar Hashemi, anunciou que o Irão está a planear o lançamento orbital do seu novo satélite “Pars-2”.

Salientando que a indústria espacial iraniana não será paralisada por ameaças ou destruição, Hashemi declarou que o activo mais valioso do sector é o seu conhecimento nacional e força de trabalho especializada, que mantiveram o programa resiliente após a recente “Guerra do Ramadão”.

Numa reunião com responsáveis ​​e gestores do Centro de Investigação Espacial Iraniano (ISRC), Hashemi revelou cronogramas cruciais para o programa espacial do Irão, estando em curso o planeamento abrangente para colocar o satélite Pars-2 em órbita e o desenvolvimento da Constelação Mártir Soleimani, com foco principal nas telecomunicações, que está a ser priorizada e estará totalmente pronta para lançamento até ao final do atual ano do calendário iraniano (Março de 2027).

O ministro elogiou os profissionais da indústria espacial por manterem as comunicações por satélite e preservarem as infraestruturas nas difíceis condições da Guerra do Ramadão. Deu nota que, embora os adversários acreditassem que danificar as infra-estruturas físicas prejudicaria o progresso espacial do Irão, o conhecimento interno permitiu uma rápida reconstrução e a continuidade das operações.

Hashemi delineou uma visão estratégica para o Ministério das TIC no âmbito do 14º governo, sublinhando que a tecnologia espacial deve ser integrada no quotidiano e na governação nacional. Os principais pontos focais incluem a agricultura inteligente, gestão dos recursos hídricos e uso da terra. melhoria da governação nacional baseada em dados e do governo eletrónico, utilização da tecnologia para fazer face à escassez de energia no país.

Para impulsionar a resiliência a longo prazo do sector, Hashemi propôs uma abordagem de duas vertentes: aprofundar a diplomacia tecnológica com as nações aliadas e integrar activamente as capacidades do sector privado nacional. Salientou ainda a importância da comercialização e da identificação de novos mercados para os serviços espaciais, como a gestão de energia e de recursos.

Durante a reunião, que contou com a presença do chefe da Agência Espacial Iraniana (ISA), Hassan Salarieh, e do presidente do ISRC, Mehdi Mokari, as autoridades espaciais apresentaram relatórios sobre o estado da infraestrutura e a extensão dos danos causados ​​a várias instalações espaciais em todo o país durante o conflito, juntamente com estratégias de mitigação.

Ao concluir a sessão, o presidente do ISRC, Mehdi Mokari, destacou a abordagem do instituto à resolução de problemas, anunciando que mapearam as necessidades tecnológicas de mais de 300 órgãos executivos governamentais. Mokari revelou também um acordo recentemente assinado com o Serviço Geológico do Irão para utilizar aplicações espaciais em serviços nacionais mais amplos.

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