
O segundo foguetão Gushenxing-2 foi lançado a partir do Centro de Lançamento de Satélites de Jiuquan, Mongólia Interior, colocando os quatro satélites a bordo nas suas órbitas respectivas.
O lançamento ocorreu a partir do Complexo de Lançamento LC-43/95A às 2337UTC do dia 6 de Novembro de 2026, deixando assim para trás o desaire do seu lançamento inaugural a 17 de Janeiro de 2026.
O pleno sucesso da missão de teste Gushenxing-2 (Y3) estabeleceu uma base fundamental para a transição deste modelo de foguetão para serviços regulares de lançamento comercial. A empresa consolidou um portifólio complementar de serviços de transporte espacial, que inclui os veículos lançadores Gushenxing-1, Gushenxing-2 e Zhishenxing-1.
Doravante, a empresa continuará focada em melhorar a eficiência e a fiabilidade da série Gushenxing – movida a propelente sólido-, ao mesmo tempo que procura avanços nas tecnologias de reutilização para a série Zhishenxing. Isto permitirá à empresa satisfazer, de forma abrangente, uma vasta gama de exigências de lançamento – desde a implantação e reposição de constelações de satélites de pequena e média dimensão até à criação de constelações de grande escala e missões no espaço profundo.
Até à data, a Galactic Energy realizou com sucesso 24 lançamentos orbitais, servindo 30 clientes e colocando, com precisão, 94 satélites comerciais de diversas finalidades nas respetivas órbitas.
Os quatro satélites transportados nesta missão abrangem diversas áreas – incluindo a detecção remota oceânica, a meteorologia comercial, a investigação académica e a consciência situacional espacial -, demonstrando a adaptabilidade do veículo lançador Gushenxing-2 para a implantação flexível de variados tipos de cargas úteis de pequena e média dimensão.

A bordo da missão do Gushenxing-2 (Y3) seguiam os satélites Yunyao-1 28, Juntian-1 06A, Guanlan Shiyan e Zhongbei Daxue-1.
O satélite Yunyao-1 28 (云遥一号28) – também designado por “Jinshan Shijie” (“金山世界号”) foi concebido e desenvolvido de forma independente pela Tianjin Yunyao Aerospace Technology Co., Ltd. (天津云遥宇航科技有限公司).

É o primeiro satélite meteorológico comercial de Tianjin a ser desenvolvido inteiramente internamente pela empresa. A sua carga útil principal — um instrumento integrado de ocultação e reflexão da superfície do mar baseado em GNSS — capta dados de alta precisão sobre a temperatura, humidade e pressão atmosféricas; densidade electrónica da ionosfera; velocidade do vento à superfície do mar; altura significativa das ondas; concentração de gelo marinho; e humidade do solo.
O satélite também transporta equipamento experimental, incluindo um braço robótico espacial “Astro Boy”, uma câmara “selfie” e um ecrã de visualização, que serão utilizados para validar operações inteligentes em órbita para satélites comerciais.
O satélite Juntian-1 06A (钧天一号06A) – também designado “Xingyan-01” (“星眼01”), “Wuwei” (“无为号”) ou “Guihang-1” (“桂航一号”) – foi concebido pela Xingtu Measurement and Control (Zhongke Xingtu Measurement and Control Technology Co., Ltd.) e desenvolvido pela Juntian Aerospace (Beijing Juntian Aerospace Technology Co., Ltd.) – é um satélite orientado para a consciência situacional espacial.

É utilizado para verificar a fiabilidade de tecnologias fundamentais, incluindo o design de plataformas de satélite de próxima geração, a monitorização de objetos espaciais, a computação inteligente baseada em inteligência artificial e as ligações de comunicação entre o espaço e a Terra.
O satélite de consciência situacional espacial é um sistema de monitorização orbital estruturado em torno de uma plataforma baseada no espaço. Possui capacidades para monitorizar e rastrear alvos espaciais em órbita baixa, além de realizar a percepção e a avaliação do ambiente. À medida que as actividades espaciais humanas se tornam cada vez mais frequentes, o número de naves espaciais, detritos espaciais, restos de foguetões e outros alvos em órbita terrestre baixa continua a crescer. A congestão orbital e os riscos de colisão tornaram-se desafios globais.
Esta cooperação foi promovida pelo Instituto de Investigação de Pequim, ligado ao Instituto da Indústria Aeroespacial de Guilin. Atuando como um “pólo de inovação científica e tecnológica” e um “pólo de talentos” estabelecido pela instituição, o Instituto de Investigação de Pequim funciona como uma plataforma que “articula as pontas, integra recursos e impulsiona as atividades académicas”. Liga os recursos da indústria aeroespacial e a
capacidade de investigação e desenvolvimento (I&D) de vanguarda de Pequim às competências de integração, cenários de aplicação e exigências de talentos existentes em Guangxi. Esta conquista na integração de satélites representa uma aplicação prática da participação do instituto no desenvolvimento de modelos aeroespaciais comerciais através deste formato de “pólo” (ou “enclave”), oferecendo à instituição um ponto de partida concreto para uma trajetória colaborativa baseada na premissa de “investigação e desenvolvimento em Pequim e integração em Guangxi”.
O satélite experimental Guanlan Shiyan (观澜试验星) foi desenvolvido através de um esforço colaborativo e sistemático de investigação e desenvolvimento, liderado pelo Laboratório Nacional de Laoshan (崂山国家实验室), que actuou como projectista geral do projecto e autoridade responsável pelas suas aplicações. O satélite foi desenvolvido sob a coordenação geral do Instituto de Engenharia de Satélites de Xangai. A empresa Shanghai Lizheng Satellite Application Technology Co., Ltd. ficou responsável pelo fornecimento de componentes essenciais – incluindo sistemas estruturais e de controlo térmico -, bem como pela montagem completa do satélite, realização de testes ambientais, transporte até ao local de lançamento e operações de lançamento.

A iniciativa envolveu mais de dez organizações especializadas, incluindo o Instituto de Engenharia de Satélites de Xangai (responsável pelo projeto global do satélite) (上海卫星工程研究所, SAST 509) e o Instituto de Medição por Rádio de Pequim (responsável pelo desenvolvimento da carga útil) (北京无线电测量研究所).
Equipado com um sistema de antena de dupla frequência e abertura partilhada, e concebido para operar em órbita terrestre baixa, o Guanlan Shiyan oferece um elevado ganho, alta precisão e alta resolução. Trata-se do satélite de altimetria mais leve e compacto do mundo. Realizará observações contínuas, de elevada precisão e grande agilidade – independentemente das condições meteorológicas – sobre a altura da superfície do mar à escala global, fornecendo bases científicas, técnicas e de gestão essenciais para o futuro desenvolvimento e aplicação de satélites nesta área.
O satélite Zhongbei Daxue-1 (中北大学一号) é o satélite experimental inaugural do projeto “Constelação Universidade do Norte da China–Taiyuan”. Foi desenvolvido através de uma parceria entre a Universidade Norte da China, a Orienspace (Shandong) Technology Co., Ltd. (东方空间技术(山东)有限公司) e a Beijing Maiya Technology Co., Ltd. (北京劢亚科技有限公司, Maiarstar), representando o primeiro satélite inteligente desenvolvido de forma independente por uma universidade na província de Shanxi.
A carga útil óptica embarcada, componente central do satélite, baseia-se em tecnologia transferida de um laboratório nacional de referência situado na Universidade Norte da China. O satélite é capaz de realizar a monitorização dinâmica de recursos minerais e fornecer alertas precoces inteligentes para desastres geológicos, servindo, simultaneamente, como uma plataforma educacional e de investigação que abrange todo o ciclo de vida de “projeto, fabrico e telemetria, rastreamento e comando (TT&C)”.


O foguetão Gushenxing-2
Desenvolvido pela empresa chinesa Xinghe Dongli Space Technology Co. Ltd. (Galactic Energy), o foguetão Gushenxing-2 (谷神星二号) é uma versão melhorada do Gushenxing-1, desenvolvido com ênfase na inovação. É um lançador a três estágios com combustível sólido e um estágio superior com combustível líquido.
Com uma massa no lançamento de 90.000 kg, tem uma capacidade de carga de 2.000 kg para uma órbita terrestre baixa a 200 km de altitude (com lançamento a partir de uma plataforma móvel), 1.600 kg para órbita terrestre baixa a uma altitude de 500 km e de 1.300 kg para órbita sincronizada com o Sol a uma altitude de 500 km, atingindo uma eficiência de carga útil de 1,3%, alcançando níveis líderes internacionais.



O veículo pode atingir a capacidade de 3.500 kg para uma órbita a 500 km de altitude sendo lançado com o auxílio de uma catapulta electromagnética. Está equipado com carenagens de 3,35 metros ou 2,9 metros.
O sistema do CZ-2C é composto pela estrutura do foguetão lançador, sistema de propulsão, sistema de controlo, sistema de telemetria, sistema de rastreio e segurança, sistema de controlo de atitude, sistema de separação, etc.
| Lançamento | Veículo | Data | Hora (UTC) | Local Lançamento Plt. Lançamento | Carga |
| 2026-F03 | Y1 “Yueyunjin” | 17/Jan/26 | 04:08 | Jiuquan LC-43/95A | Zidingxiang-3 Jilin-1 Gaofen-07A01 ?? Yunyao-2 |
| 2026-250 | Y3 | 06/Nov/26 | 23:37 | Jiuquan LC-43/95A | Yunyao-1 28 Juntian-1 06A Guanlan Shiyan Zhongbei Daxue-1 |
O Gushenxing-2 pode ser lançado a partir de diversas plataformas, tanto terrestres como marítimas. Mantendo a flexibilidade e a rapidez, reduz significativamente os custos de lançamento através da inovação tecnológica e da otimização do sistema, tornando o preço de lançamento comparável ao dos foguetões de combustível líquido de média dimensão de 200 toneladas.
O Centro de Lançamento de Satélites de Jiuquan
Criado em 1960, no alvorecer da Era Espacial, o Centro de Lançamento de Satélites de Jiuquan (酒泉卫星发射中心 – Jiǔquán Wèixīng Fāshè Zhōngxīn) está localizado no noroeste da China, a cerca de 150 km a Sul da fronteira entre a China e a Mongólia.
O centro foi construído para apoiar o teste de mísseis balísticos da China e em Abril de 1970, um míssil balístico de alcance intermediário modificado lançado a partir de Jiuquan colocou em órbita o primeiro satélite artificial da China, o Dongfanghong-1. Desde então, Jiuquan tem sido usado para lançamentos orbitais da China para a órbita terrestre baixa, principalmente para satélites de observação da Terra e de reconhecimento militar.
O centro consiste numa série de plataformas de lançamento na Mongólia Interior e várias zonas de impacto alvo nas províncias vizinhas de Gansu e Xinjiang, cobrindo uma área total de 2.800 km2. A área de lançamentos, localizada no Condado de Ejin-Banner, parte da Liga de Alashan da Região Autónoma da Mongólia Interior, inclui uma base residencial principal (Zona 10), vários complexos de lançamento, áreas técnicas e instalações de instrumentação espalhadas por de 50 km ao longo do rio Ruoshui, na borda ocidental do deserto de Badain Jaran. A região tem um clima tipicamente interior, principalmente seco e ensolarado, mas frio no Inverno, com uma temperatura média anual de 8,7 ° C. Existem cerca de 260 a 300 dias por ano adequados para actividades de lançamento espacial.
Durante a Guerra Fria, a Base 20 foi identificada pelos serviços secretos Ocidentais como o “Centro Espacial e de Testes de Mísseis Shuang Cheng Tzu”. Nos anos 80, o centro foi parcialmente desclassificado e abriu a sua porta para visitantes estrangeiros. Como resultado, tornou-se oficialmente conhecido como o Centro de Lançamento de Satélites de Jiuquan, em homenagem a uma pequena cidade a 200 km de distância, na vizinha Província de Gansu. Isto, e tal como aconteceu com Baikonur, causou alguma confusão, já que o centro de lançamento não está realmente situado dentro da jurisdição da cidade de Jiuquan. É possível que esse engano tenha sido uma tentativa deliberada de disfarçar sua verdadeira localização. O centro continua a ser uma instalação militar, conhecida como a 20.ª Base de Testes e Treino na sua designação militar.
O centro de lançamento operou um único local de lançamento conhecido como “Complexo de Lançamento 3” até 1966, quando o novo “Complexo de Lançamento 2” (Zona de Lançamentos Norte) ficou operacional. O local de lançamento tornou-se o principal centro de lançamento de mísseis e espaciais da China desde o início dos anos 70, tendo levado a cabo uma série de testes de mísseis balísticos intercontinentais e actividades de lançamento de satélites. Este local de lançamento foi desactivado em 1996 após 30 anos de serviço e três anos depois, um novo local de lançamento (Zona de Lançamentos Sul) foi comissionado em 1999 para apoiar os lançamentos dos veículos tripulados Shenzhou. Uma segunda plataforma de lançamento para missões de lançamento de satélites não tripulados foi adicionada em 2003. Mais instalações de lançamento para lançadores de combustível sólido foram adicionadas por volta de 2012.
O Complexo de Lançamento 3 (三号 发射 阵地) foi a primeira instalação de lançamento permanente em Jiuquan. O complexo de lançamento consistia em duas plataformas de lançamento de betão armado, com uma escala no solo para medir a quantidade de propulsor adicionado ao míssil. Não havia torre umbilical nas plataformas de lançamento. Os mísseis eram transportados para a sua posição de lançamento em veículos rebocados por camiões, que também servia como suporte de lançamento. O complexo de lançamento tornou-se operacional em 1960 para apoiar o teste de mísseis balísticos de curto e médio alcance, e foi desactivado no final dos anos 1960.

A Zona de Lançamentos Norte, também conhecida como Complexo de Lançamento 2 (二号发射 阵地), foi construída na década de 1960 para apoiar o teste de mísseis balísticos de alcance intermédio a intercontinental e lançamento de satélites. O complexo de lançamento consistia em duas plataformas de lançamento (“5020” e “138”), uma torre de serviço móvel e uma sala de controlo subterrânea. O processamento de veículos e a sua verificação eram levados a cabo na área técnica norte (Zona 7) localizada a 22 quilómetros a Sul do complexo de lançamento. O local de lançamento foi desactivado em 1996 e desde então tornou-se uma atracção turística.
A Plataforma de Lançamento 5020 (também designada LC2A) foi activada em Dezembro de 1966 para ser utilizada pelo míssil balístico de alcance intermédio Dongfeng-4 (DF-4) e pelo foguetão Chang Zheng-1 (CZ-1). A plataforma tem uma torre umbilical fixa com seis pares de braços oscilantes, que serviram como plataformas operacionais para permitir o acesso ao veículo lançador, e também forneciam energia, gases e propelentes para o veículo e para a carga útil. Os braços oscilantes eram recolhidos segundos antes do lançamento. O lançador era montado numa mesa de lançamento de aço, abaixo da qual existia buraco de terra arredondado que levava ao deflector de chamas de cimento armado. Durante o lançamento, a exaustão dos gases do veículo de lançamento era conduzida para o deflector que se encontrava cheio de água e era direccionada para longe do veículo para o ar livre. O primeiro lançamento desta plataforma foi realizado a 26 de Dezembro de 1966 e o último lançamento em 21 de Maio de 1980.
A Plataforma de Lançamento 138 (LC2B) foi adicionada ao Complexo e Lançamento 2 em 1970 para suportar os veículos de lançamento mais pesados Dongfang-5 (DF-5), Chang Zheng-2C (CZ-2C) e Chang Zheng-2D (CZ-2D). A torre umbilical tinha 45 metros de altura e 7,8 metros de largura. A torre era equipada com um elevador com capacidade de carga de 1 tonelada e possuía 5 andares de plataformas rotativas, além de 2 andares de plataformas móveis que permitiam o acesso ao lançador. Estava equipada com um sistema de verificação do lançador semiautomático e um sistema de abastecimento de propelente totalmente automatizado. O primeiro lançamento desta plataforma foi realizado a 10 de Setembro de 1971 e o último lançamento em 20 de Outubro de 1996.
A torre de serviço móvel fornece uma plataforma operacional para montagem de foguetões e integração dos satélites. O corpo da torre é uma estrutura de aço de 11 andares com 55,23 metros de altura, 30,52 metros de comprimento e 20,9 metros de largura. A torre está equipada com uma ponte rolante com capacidade de elevação de 15 toneladas no gancho primário e 5 toneladas no gancho secundário. Existiam dois elevadores com capacidade de elevação de 500 kg nos dois lados da torre. Existiam seis andares na plataforma operacional no corpo da torre. O processamento de satélites era feito numa “sala limpa” localizada de 29 metros a 42 metros dentro do corpo da torre.

O centro de controle de lançamento subterrâneo era responsável por monitorizar e controlar remotamente a montagem do veículo de lançamento e dos satélites, coordenando as comunicações entre o complexo de lançamento e a área técnica, a previsão do tempo e a assistência médica. Consistia numa sala de tiro, três salas de teste de satélites e duas salas de teste de veículos lançadores, apoiadas por fonte de alimentação, sistema de ar condicionado e sistema de comunicação.
O Centro Técnico Norte (Zona 7), localizado a 22 quilómetros a Sul do local de lançamento, era a área de lançamento e processamento de foguetes e satélites. Os veículos lançadores e satélites eram transportados a partir dos seus locais de fabrico para o centro técnico via caminho-de-ferro. Depois de concluído o processamento inicial, os diferentes estágios dos lançadores eram transportadas em reboques rebocados por camião até à plataforma de lançamento, onde eram içadas para a posição na plataforma de lançamento, verificados e abastecidas.
A estrutura central do centro técnico era o complexo de processamento de veículos de lançamento e de cargas espaciais. O edifício consistia numa sala de processamento de 90 x 8 metros para preparação dos foguetões e satélites e uma sala de processamento de 24 x 8 metros para abastecimento de satélites. Havia também uma sala limpa para testes dos satélites. Os estágios dos lançadores e os satélites eram transportados para o edifício através de uma linha férrea dedicada. Um segundo edifício no centro era o Edifício de Verificação e Processamento de Motores de Propulsão Sólida, onde os motores de prepolente sólido nos satélites eram preparados.
A Zona de Lançamentos Sul é actualmente o único complexo de lançamento activo em Jiuquan. É composto por duas plataformas de lançamento (“921” e “603”) no Complexo de Lançamento LC43 e um centro técnico para processamento e verificação.

A Plataforma de Lançamento 91 (SLS-1), também conhecida como “Plataforma Shenzhou”, ou Plataforma 921, (Longitude: 100 ° 17.4’E; Latitude: 40 ° 57.4’N; Elevação acima do nível do mar: 1.073 m) é a principal plataforma de lançamento. A plataforma de lançamento é dedicada ao lançamento das missões do programa espacial tripulado utilizando o veículo de lançamento Chang Zheng-2F (CZ-2F). As instalações da plataforma de lançamento incluem uma torre umbilical, uma plataforma de lançamento móvel, um par de condutas de chamas, uma sala de equipamentos subterrâneos, armazéns de propulsores e oxidantes, sistema de abastecimento de foguetes, fonte de alimentação, fornecimento de gás e sistema de comunicação.

A torre umbilical é uma estrutura de aço com 11 andares e 75 metros de altura, projectada para fornecer a carga de propelente e drenagem, gás, energia e ligações de comunicação para o veículo lançador e para a sua carga. Na torre existem instalações para verificações antes do lançamento, entrada da tripulação e saída de emergência. A torre está equipada com um guindaste de carga, um elevador de carga e um elevador à prova de explosão para a tripulação em caso de emergência. Em caso de emergência, um sistema de escape de lona está disponível para os astronautas saírem da plataforma de lançamento. A fonte de alimentação e outros equipamentos de suporte estão localizados dentro de uma sala subterrânea por debaixo da torre umbilical.
A torre umbilical é composta por uma estrutura fixa e um par de plataformas giratórias de seis andares. Uma vez chegado à plataforma de lançamento, as plataformas giratórias são deslocadas para “abraçar” o foguetão e assim permitir que os procedimentos de abastecimento e verificações finais sejam conduzidas. A torre também contém uma área ambientalmente controlada e protegida para os astronautas entrarem na cápsula espacial. As plataformas rotativas são abertas uma hora antes do lançamento. Quatro braços oscilantes fornecem conexões para electricidade, gases e fluidos ao lançador e são recolhidos alguns minutos antes do lançamento.
Durante o lançamento, as chamas e a exaustão de alta temperatura dos motores do foguetão são direccionadas para a vala de chamas de betão armado através de um grande buraco redondo sob a plataforma de lançamento móvel. As chamas e gases são então desviados do veículo de lançamento através de dois canais de chama rectangulares localizados em ambos os lados da plataforma de lançamento.
A plataforma de lançamento móvel transporta o foguetão desde o edifício de integração e montagem de veículos situado na área técnica até a torre umbilical. A plataforma tem 24,4 metros de comprimento, 21,7 metros de largura e 8,34 metros de altura, e pesa 750 t. Move-se em carris de 20 metros de largura a uma velocidade máxima de 25 m/min, com uma taxa de aceleração inferior a 0,2 m/s. A plataforma demora 60 minutos para completar a viagem de 1.500 metros entre o edifício de montagem e a plataforma de lançamento.
A Plataforma de Lançamento 94 (SLS-2), também conhecido como “Plataforma Jianbing” (ou Plataforma 603), foi comissionada em 2003 para suportar lançamentos de satélites não tripulados para a órbita terrestre baixa usando os veículos de lançamento CZ-2C, CZ-2D e Chang Zheng-4B (CZ-4B). As instalações da plataforma incluem uma torre umbilical de betão armado e um único canal de chamas. A plataforma adoptou um método de lançamento tradicional, onde o veículo de lançamento é montado verticalmente usando um guindaste para içar cada estágio. O veículo de lançamento é verificado na vertical, abastecido e, posteriormente, lançado.

As instalações de apoio da Zona de Lançamentos Sul, colectivamente conhecidas como Centro Técnico Sul, incluem o Edifício de Processamento Horizontal de Veículos de Lançamento (BL1), o Edifício de Montagem Vertical de Veículos de Lançamento (BLS), o Edifício de Operações Não Perigosas (BS2), o Edifício de Operações Perigosas de Veículos Tripulados (BS3) , Edifício de Verificação e Processamento de Motores de Propelente Sólido (BM), o Edifício de Processamento e Armazenamento de Pirotecnia (BP1, BP2) e o Centro de Controle de Lançamento (LCC). A instalação foi projectada para receber o foguetão lançador e a sua carga útil para montagem e testes, antes de serem movidos para a plataforma de lançamento.
Para uma missão dos veículos tripulados Shenzhou, a campanha de lançamento geralmente começa aproximadamente dois meses antes do lançamento. O veículo de lançamento CZ-2F é transportado em segmentos separados desde as Instalações 211 em Pequim até o Centro Técnico Sul via caminho-de-ferro. Após a sua chegada, o veículo é mantido no Edifício de Processamento Horizontal do Veículo de Lançamento para testes iniciais e preparação. O núcleo do veículo e os propulsores laterais são então montados dentro do BLS (o Edifício de Montagem Vertical).
A cápsula Shenzhou é transportada de Pequim para a Base Aérea de Dingxin por um avião de carga, e depois transportada por estrada até o local de lançamento, a 76 km de distância. A cápsula espacial é então integrada e testada no Edifício de Operação Não Perigosa de Naves Espaciais (BS2) e, em seguida, movida para o Edifício de Operação Perigosa de Veículos Tripulados (BS3) para abastecimento de combustível. O próximo passo é integrar a cápsula com a carenagem de carga e instalar a torre de escape emergência. A cápsula é então transportada para o BLS, onde é integrada no seu foguetão.
O edifício de integração vertical, oficialmente conhecido como o Edifício de Montagem Vertical do Veículo de Lançamento (BLS) serve como uma plataforma para a integração e montagem dos lançadores e da sua carga útil. O edifício é composto por duas salas de processamento vertical de 26,8 x 28 x 81,6 metros, cada uma equipada com uma plataforma móvel de 13 andares e uma grua de carga de 50 t. As duas salas permitem o processamento simultâneo de dois veículos lançadores. Na época da construção, dizia-se ser o edifício de betão armado de piso único mais alto do mundo, com o tecto de betão armado mais alto do mundo (86,1 metros acima do solo) e mais pesado (13.000 t).
O Centro de Controle de Lançamento (LCC) localizado ao lado do BLS monitoriza e coordena a campanha de lançamento. O centro é dividido em quatro salas funcionais: a Sala de Controle do Veículo de Lançamento, a Sala de Controle da Cápsula Espacial, a Sala de Comando de Exame e Lançamento e o Centro de Comunicações.
| Lançamento | Veículo | Plataforma | Data | Hora (UTC) | Carga |
| 2026-189 | Zhuque-3 (Y2) | LC-43/96B | 18/Ago/26 | 23:35:20,045 | Honghu-03 |
| – | Zhishenxing-1 (Y1) | 01/Set/26 | 02:00:16 | Demo | |
| 2026-205 | Chang Zheng-4B (Y76) | LC-43/94 | 10/Set/26 | 09:00 | Yaogan-53 01 Yaogan-53 02 Yaogan-53 03 Yaogan-56 01 Yaogan-56 02 Yaogan-56 03 |
| 2026-210 | Zhuque-2E (Y7) | LC-43/96A | 15/Set/26 | 06:26 | Qianfan Jigui-19 (x10) |
| 2026-215 | Kuaizhou-11 (Y3) | LC-43/95A | 17/Set/26 | 02:40 | Tianyi-51 Tianyi-52 |
| 2026-220 | Lijian-1 (Y18) | LC-43/130 | 19/Set/26 | 04:03 | Qinling-01 Qinling-02 Pujiang-4 Pengcheng-1 Diting-01A Diting-01B Diting-01C Chaozhisuan-1 Yunxiao Tanluzhe |
| 2026-234 | Zhuque-2E (Y4) | LC-43/96A | 14/Out/26 | 11:40 | Xingshidai-39 Xingshidai-44 Xingshidai-45 Xingshidai-46 Xingshidai-47 Xingshidai-48 Xingshidai-49 Xingshidai-50 Guangchuan-03 Guangchuan-04 |
| 2026-241 | Chang Zheng-4B (Y81) | LC-43/94 | 23/Out/26 | 19:25 | Yaogan-53 07 Yaogan-53 08 Yaogan-53 09 Yaogan-56 19 Yaogan-56 20 Yaogan-56 21 |
| 2026-248 | Lijian-2 (Y2) | LC-140 | 03/Nov/26 | 00:15:17,849 | Qianfan Jigui Grupo-21 |
| 2026-250 | Gushenxing-2 (Y3) | LC-43/95A | 06/Nov/26 | 23:37 | Yunyao-1 28 Juntian-1 06A Guanlan Shiyan Zhongbei Daxue-1 |
Após a chegada das empresas privadas, o centro espacial espandiu-se com o desenvolvimento de novas estruturas e plataformas de lançamento. Esta zona é denominada “Zona de Testes de Inovação Aeroespacial Comercial de Dongfeng” (Dongfeng Shangye Hangtian Chuangxin Shiyan Qu, “东风商业航天创新试验区”).
A empresa Landspace desenvolveu a sua zona de Lançamento de Oxigénio Liquido e Metano (蓝箭航天液氧甲烷发射场), sendo composta pelas plataformas LC-96A (Zhuque-2, e Zhuque-3 VTVL), bem como a LC-96B (Zhuque-3).
A empresa CAS Space desenvolveu a sua zona de lançamento para foguetões a combustível sólido (中科宇航固体火箭发射工位), sendo este o complexo LC-130 para o foguetão Lijian-1, com uma infraestrutura de lançamento vizinha para o veículo Lijian-2.
Foi também criado o Local de testes de foguetões reutilizáveis (可重复使用火箭试验阵地), o Complexo LC-120, utilizado para os testes VTVL do CASC-SAST, para o lançador Tianlong-2 e Tianlong-3 da Space Pioneer e para o lançador Shuangquxian-2 da I-Space’s, que incluí uma nova plataforma de aterragem para os testes a grande altitude realizados pelo veículo VTVL do SAST.

O Complexo de Lançamento da série de foguetões Chang Zheng-12 é denominada “Estação de Lançamento de Testes e Investigação de Foguetões Comerciais da China Jiuquan” (中国商火酒泉研试发射工位) está também localizado na Zona de Testes de Inovação Aeroespacial Comercial de Dongfeng
Imagens: Internet Chinesa e arquivo fotográfico do autor (quando não assinaladas)