
Uma nova versão do foguetão Zhuque-2E foi lançada a 9 de Junho de 2026, colocando em órbita dois satélites de comunicações.
O lançamento do Zhuque-2E (Y6), da empresa privada chinesa LandSpace Technology Corporation – 蓝箭航天空间科技股份有限公司 (Beijing Lanjian Kongjian Keji Youxian Gongsi), teve lugar às 0823:05,281UTC e foi realizado a partir do Complexo de Lançamento LC-43/96A da Zona Piloto de Inovação Espacial Comercial de Dongfeng, do Centro de Lançamento de Satélites de Jiuquan, Mongólia Interior.
Todas as fases do lançamento decorreram como previsto e os satélites Qianfan DTC 01 e Zhongguo Yidong 02 foram colocados nas suas órbitas predeterminadas.
Segundo dados das Forças Espaciais dos Estados Unidos, o último estágio do lançador desintegrou-se pelas 0847UTC, correspondendo aproximadamente ao momento para uma queima de remoção orbital após a separação das suas cargas úteis.
Esta missão marcou o 8º voo do foguetão lançador Zhuque-2, constituindo um exercício importante para a LandSpace Technology Corporation na implementação do projecto nacional de Internet por satélite.
Apenas 26 dias após a missão Y5, o foguetão Zhuque-2 (Y6) melhorado entrou na fase de preparação para o lançamento, demonstrando a capacidade da empresa para realizar entregas em lote e lançamentos de alta frequência em constante melhoria.
Nos preparativos para a missão de lançamento do satélite Qianfan DTC 01, os técnicos da LandSpace e da Yuanxin Satellite realizaram conjuntamente verificações de estado e instalações para garantir o bom andamento da montagem e dos testes finais.
Nesta missão, o Zhuque-2E conseguiu um avanço tecnológico significativo, nomeadamente, um método completamente novo para separar o primeiro e o segundo estágio do foguetão. Após o lançamento, quando o veículo atinge a altitude designada, as partes superior e inferior do corpo do foguetão devem separar-se. O excesso de peso da metade inferior é descartado para que a parte superior, que transporta a carga, possa continuar o seu voo.
No passado, a separação de estágios dependia inteiramente de pirotecnia, semelhante a explosivos, para abrir os pontos de ligação. Este método apresentava desvantagens significativas: os materiais pirotécnicos são descartáveis, não podem ser testados previamente e são completamente inutilizáveis após a sua utilização. Desta vez, o foguetão Zhuque-2E utilizou um propulsor pneumático em vez de pirotecnia, contando com gás de alta pressão para accionar um pistão, abrindo o segundo estágio e concluindo a separação com facilidade.
Segundo Shang Mingyou, Vice-Chefe de Projeto do Veículo de Lançamento Melhorado Zhuque-2, “em primeiro lugar, a pirotecnia foi eliminada. Em segundo lugar, é baseado em terra, permitindo testes a qualquer momento com a adição de uma fonte de gás para verificar o seu impulso. Em terceiro lugar, é relativamente mais seguro e, por ser desenvolvido de forma independente, toda a cadeia de abastecimento tem um maior autocontrolo.”
Esta nova tecnologia tem um potencial ainda maior, isto é, facilitar a reutilização de foguetões. Anteriormente, os dispositivos pirotécnicos eram utilizados apenas uma vez, mas o propulsor pneumático pode funcionar repetidamente. Esta tecnologia foi herdada do foguetão reutilizável Zhuque-3, partilhando experiência técnica e impulsionando a modernização das indústrias de apoio, tornando o desempenho global do foguetão cada vez mais estável.
Além da grande inovação na tecnologia de separação, o motor do foguetão também recebeu duas melhorias significativas: as grandes peças são agora impressas em 3D numa única peça, e o impulso pode ser ajustado de forma flexível, tornando a trajectória do satélite mais confortável.
A estrutura do motor do segundo estágio é impressa em 3D numa única peça. A estrutura do motor é o principal componente de sustentação que liga o motor ao corpo do foguetãoe. Os métodos tradicionais de fabrico exigem a montagem das peças uma a uma, envolvendo mais de dois mil parafusos e rebites, um processo trabalhoso e propenso a problemas. Desta vez, a estrutura do motor do segundo estágio do Zhuque-2E é impressa em 3D diretamente numa única peça, eliminando a etapa de montagem. Assim, com praticamente o mesmo peso, tanto a rigidez como a capacidade de carga foram melhoradas. Existem também muito poucas peças de ligação; a utilização de uma estrutura impressa em 3D torna-a uma peça única, o que melhora os ciclos de fabrico e produção.
A equipa de I&D também desenvolveu o seu próprio dispositivo de ajuste de impulso. Durante a fase final do voo do foguetão, este reduz activamente o impulso para diminuir a vibração durante o voo e criar um ambiente operacional estável para o satélite. Shang Mingyou refere, “Alguns satélites não precisam de uma forte sensação de recuo; precisam de um recuo mais suave, tornando as suas cargas úteis de precisão mais confortáveis.”
Este lançamento bem-sucedido marca também a plena maturidade da tecnologia do foguetão melhorado Zhuque-2E, entrando na fase de produção em massa, e é esperada uma elevada frequência de lançamentos todos os anos no futuro.
Os foguetões da série Zhuque têm uma clara divisão de trabalho. O Zhuque-2 foi concebido principalmente para veículos lançadores de médio porte, posicionado como um foguete descartável principal de alta fiabilidade; missões reutilizáveis são realizadas pelo Zhuque-3, de maior dimensão. Actualmente, a tecnologia do foguetão melhorado Zhuque-2E está totalmente finalizada e a produção em massa foi oficialmente iniciada. de facto, o estatuto técnico geral está basicamente finalizado, sendo terminada a produção dos veículos Y10, Y11 e Y12 e em breve será iniciada a produção dos veículos Y14, Y15 e Y16. O objetivo é de seis a dez lançamentos por ano.
Os satélites do Zhuque-2E (Y6)
O foguetão Zhuque-2E colocou em órbita os satélites Qianfan DTC 01 e Zhongguo Yidong 02.
Desenvolvido e construído pelo Centro de Engenharia de Microssatélites de Xangai (SECM), o satélite Qianfan DTC 01 (千帆DTC 01) é operado pela Shanghai Yuanxin Satellite Technology Co., Ltd. Por seu lado, o satélite Zhongguo Yidong 02 (中国移动02) foi desenvolvido pela GalaxySpace (Beijing) Technology Group Co., Ltd. – imagem em baixo – e será operado pela China Mobile Communications Group Co., Ltd. Os satélites realizarão experiências técnicas e verificações sobre ligações directas de banda larga móvel via satélite e convergência de redes terrestres e espaciais.
Nomeadamente, o satélite Qianfan DTC 01 irá realizar a verificação em órbita de tecnologias-chave, como os serviços de ligação directa de aplicações de telemóvel e redes integradas espaço-solo, fornecendo suporte técnico para a integração profunda da comunicação por satélite com o 5G/6G.

O foguetão Zhuque-2E
O foguetão Zhuque-2E (朱雀二号戊) representa uma evolução do lançador Zhuque-2 (朱雀二号), sendo desenvolvido pela empresa chinesa Beijing Lanjian Kongjian Keji Youxian Gongsi “LandSpace”, de Pequim, tendo sido fundada em 2015 por Zhang Changwu.
Com um comprimento de 55 metros, o Zhuque-2E é um lançador a dois estágios e tem um diâmetro de 3,35 metros, sendo propulsionado por metano líquido (LCH4) e oxigénio líquido. Tem um comprimento de 47,8 meters (o modelo básico tem um comprimento de 49,5 metros).

No lançamento desenvolve uma força de 327.000 kg, tendo uma massa de 264.000 kg. O comprimento da carenagem é de 8,717 metros, tendo um diâmetro de 4,2 metros.
O seu primeiro estágio tem um comprimento de 38,8 metros é equipado com quatro motores Tianque-12A que consomem metano líquido (LCH4) e oxigénio líquido (LOX), desenvolvendo uma força de 3.200 kN (800 kN cada).
O segundo estágio é equipado com um único motor Tianque-15A com uma tubeira maior para operar no vácuo, desenvolvendo 857 kN, além de um motor vernier Yunque-10 utilizado para dar o impulso final para a órbita terrestre.
O lançador é capaz de colocar em carga de 5.500 kg numa órbita terrestre baixa a 300 km de altitude ou 3.500 kg numa órbita sincronizada com o Sol a 500 km de altitude e com uma inclinação de 97,4º.
Para a primeira missão do Zhuque-2E, o lançador que foi utilizado não apresentava todas as características do veículo definitivo. No primeiro estágio foram utilizados motores Tianqui-12 com uma melhoria de 5% em relação aos anteriormente utilizados. O segundo estágio apresentava as características do novo lançador. O comprimento do veículo era de 47,3 metros.
Abandonando a plataforma sobre as suas chamas azuis, o lançador coloca-se no seu azimute de voo após realizar uma manobra de arfagem. A fase de máxima pressão dinâmica ocorre a T+2m 10s. O final da queima do primeiro estágio ocorre a T+2m 49,3s, seguindo-se a separação entre o primeiro e o segundo estágio a T+2m 52,2s.
A ignição do segundo estágio deverá a T+2m 53,5s e a separação das duas metades da carenagem de protecção a T+3m 40,1s. O final da queima do motor principal do segundo estágio ocorre a T+5m 58,3s, atingindo uma órbita terrestre estável após o final da queima dos motores vernier do segundo estágio. Para uma missão para uma órbita sincronizada com o Sol, o segundo estágio realiza uma nova queima entre T+14m 28,3 e T+14m 50,2s, com a carga a separar-se a T+17m 10,2s.

O Centro de Lançamento de Satélites de Jiuquan
Criado em 1960, no alvorecer da Era Espacial, o Centro de Lançamento de Satélites de Jiuquan (酒泉卫星发射中心 – Jiǔquán Wèixīng Fāshè Zhōngxīn) está localizado no noroeste da China, a cerca de 150 km a Sul da fronteira entre a China e a Mongólia.
O centro foi construído para apoiar o teste de mísseis balísticos da China e em Abril de 1970, um míssil balístico de alcance intermediário modificado lançado a partir de Jiuquan colocou em órbita o primeiro satélite artificial da China, o Dongfanghong-1. Desde então, Jiuquan tem sido usado para lançamentos orbitais da China para a órbita terrestre baixa, principalmente para satélites de observação da Terra e de reconhecimento militar.
O centro consiste numa série de plataformas de lançamento na Mongólia Interior e várias zonas de impacto alvo nas províncias vizinhas de Gansu e Xinjiang, cobrindo uma área total de 2.800 km2. A área de lançamentos, localizada no Condado de Ejin-Banner, parte da Liga de Alashan da Região Autónoma da Mongólia Interior, inclui uma base residencial principal (Zona 10), vários complexos de lançamento, áreas técnicas e instalações de instrumentação espalhadas por de 50 km ao longo do rio Ruoshui, na borda ocidental do deserto de Badain Jaran. A região tem um clima tipicamente interior, principalmente seco e ensolarado, mas frio no Inverno, com uma temperatura média anual de 8,7 ° C. Existem cerca de 260 a 300 dias por ano adequados para actividades de lançamento espacial.
Durante a Guerra Fria, a Base 20 foi identificada pelos serviços secretos Ocidentais como o “Centro Espacial e de Testes de Mísseis Shuang Cheng Tzu”. Nos anos 80, o centro foi parcialmente desclassificado e abriu a sua porta para visitantes estrangeiros. Como resultado, tornou-se oficialmente conhecido como o Centro de Lançamento de Satélites de Jiuquan, em homenagem a uma pequena cidade a 200 km de distância, na vizinha Província de Gansu. Isto, e tal como aconteceu com Baikonur, causou alguma confusão, já que o centro de lançamento não está realmente situado dentro da jurisdição da cidade de Jiuquan. É possível que esse engano tenha sido uma tentativa deliberada de disfarçar sua verdadeira localização. O centro continua a ser uma instalação militar, conhecida como a 20.ª Base de Testes e Treino na sua designação militar.
O centro de lançamento operou um único local de lançamento conhecido como “Complexo de Lançamento 3” até 1966, quando o novo “Complexo de Lançamento 2” (Zona de Lançamentos Norte) ficou operacional. O local de lançamento tornou-se o principal centro de lançamento de mísseis e espaciais da China desde o início dos anos 70, tendo levado a cabo uma série de testes de mísseis balísticos intercontinentais e actividades de lançamento de satélites. Este local de lançamento foi desactivado em 1996 após 30 anos de serviço e três anos depois, um novo local de lançamento (Zona de Lançamentos Sul) foi comissionado em 1999 para apoiar os lançamentos dos veículos tripulados Shenzhou. Uma segunda plataforma de lançamento para missões de lançamento de satélites não tripulados foi adicionada em 2003. Mais instalações de lançamento para lançadores de combustível sólido foram adicionadas por volta de 2012.
O Complexo de Lançamento 3 (三号 发射 阵地) foi a primeira instalação de lançamento permanente em Jiuquan. O complexo de lançamento consistia em duas plataformas de lançamento de betão armado, com uma escala no solo para medir a quantidade de propulsor adicionado ao míssil. Não havia torre umbilical nas plataformas de lançamento. Os mísseis eram transportados para a sua posição de lançamento em veículos rebocados por camiões, que também servia como suporte de lançamento. O complexo de lançamento tornou-se operacional em 1960 para apoiar o teste de mísseis balísticos de curto e médio alcance, e foi desactivado no final dos anos 1960.

A Zona de Lançamentos Norte, também conhecida como Complexo de Lançamento 2 (二号发射 阵地), foi construída na década de 1960 para apoiar o teste de mísseis balísticos de alcance intermédio a intercontinental e lançamento de satélites. O complexo de lançamento consistia em duas plataformas de lançamento (“5020” e “138”), uma torre de serviço móvel e uma sala de controlo subterrânea. O processamento de veículos e a sua verificação eram levados a cabo na área técnica norte (Zona 7) localizada a 22 quilómetros a Sul do complexo de lançamento. O local de lançamento foi desactivado em 1996 e desde então tornou-se uma atracção turística.
A Plataforma de Lançamento 5020 (também designada LC2A) foi activada em Dezembro de 1966 para ser utilizada pelo míssil balístico de alcance intermédio Dongfeng-4 (DF-4) e pelo foguetão Chang Zheng-1 (CZ-1). A plataforma tem uma torre umbilical fixa com seis pares de braços oscilantes, que serviram como plataformas operacionais para permitir o acesso ao veículo lançador, e também forneciam energia, gases e propelentes para o veículo e para a carga útil. Os braços oscilantes eram recolhidos segundos antes do lançamento. O lançador era montado numa mesa de lançamento de aço, abaixo da qual existia buraco de terra arredondado que levava ao deflector de chamas de cimento armado. Durante o lançamento, a exaustão dos gases do veículo de lançamento era conduzida para o deflector que se encontrava cheio de água e era direccionada para longe do veículo para o ar livre. O primeiro lançamento desta plataforma foi realizado a 26 de Dezembro de 1966 e o último lançamento em 21 de Maio de 1980.
A Plataforma de Lançamento 138 (LC2B) foi adicionada ao Complexo e Lançamento 2 em 1970 para suportar os veículos de lançamento mais pesados Dongfang-5 (DF-5), Chang Zheng-2C (CZ-2C) e Chang Zheng-2D (CZ-2D). A torre umbilical tinha 45 metros de altura e 7,8 metros de largura. A torre era equipada com um elevador com capacidade de carga de 1 tonelada e possuía 5 andares de plataformas rotativas, além de 2 andares de plataformas móveis que permitiam o acesso ao lançador. Estava equipada com um sistema de verificação do lançador semiautomático e um sistema de abastecimento de propelente totalmente automatizado. O primeiro lançamento desta plataforma foi realizado a 10 de Setembro de 1971 e o último lançamento em 20 de Outubro de 1996.
A torre de serviço móvel fornece uma plataforma operacional para montagem de foguetões e integração dos satélites. O corpo da torre é uma estrutura de aço de 11 andares com 55,23 metros de altura, 30,52 metros de comprimento e 20,9 metros de largura. A torre está equipada com uma ponte rolante com capacidade de elevação de 15 toneladas no gancho primário e 5 toneladas no gancho secundário. Existiam dois elevadores com capacidade de elevação de 500 kg nos dois lados da torre. Existiam seis andares na plataforma operacional no corpo da torre. O processamento de satélites era feito numa “sala limpa” localizada de 29 metros a 42 metros dentro do corpo da torre.

O centro de controle de lançamento subterrâneo era responsável por monitorizar e controlar remotamente a montagem do veículo de lançamento e dos satélites, coordenando as comunicações entre o complexo de lançamento e a área técnica, a previsão do tempo e a assistência médica. Consistia numa sala de tiro, três salas de teste de satélites e duas salas de teste de veículos lançadores, apoiadas por fonte de alimentação, sistema de ar condicionado e sistema de comunicação.
O Centro Técnico Norte (Zona 7), localizado a 22 quilómetros a Sul do local de lançamento, era a área de lançamento e processamento de foguetes e satélites. Os veículos lançadores e satélites eram transportados a partir dos seus locais de fabrico para o centro técnico via caminho-de-ferro. Depois de concluído o processamento inicial, os diferentes estágios dos lançadores eram transportadas em reboques rebocados por camião até à plataforma de lançamento, onde eram içadas para a posição na plataforma de lançamento, verificados e abastecidas.
A estrutura central do centro técnico era o complexo de processamento de veículos de lançamento e de cargas espaciais. O edifício consistia numa sala de processamento de 90 x 8 metros para preparação dos foguetões e satélites e uma sala de processamento de 24 x 8 metros para abastecimento de satélites. Havia também uma sala limpa para testes dos satélites. Os estágios dos lançadores e os satélites eram transportados para o edifício através de uma linha férrea dedicada. Um segundo edifício no centro era o Edifício de Verificação e Processamento de Motores de Propulsão Sólida, onde os motores de prepolente sólido nos satélites eram preparados.
A Zona de Lançamentos Sul é actualmente o único complexo de lançamento activo em Jiuquan. É composto por duas plataformas de lançamento (“921” e “603”) no Complexo de Lançamento LC43 e um centro técnico para processamento e verificação.

A Plataforma de Lançamento 91 (SLS-1), também conhecida como “Plataforma Shenzhou”, ou Plataforma 921, (Longitude: 100 ° 17.4’E; Latitude: 40 ° 57.4’N; Elevação acima do nível do mar: 1.073 m) é a principal plataforma de lançamento. A plataforma de lançamento é dedicada ao lançamento das missões do programa espacial tripulado utilizando o veículo de lançamento Chang Zheng-2F (CZ-2F). As instalações da plataforma de lançamento incluem uma torre umbilical, uma plataforma de lançamento móvel, um par de condutas de chamas, uma sala de equipamentos subterrâneos, armazéns de propulsores e oxidantes, sistema de abastecimento de foguetes, fonte de alimentação, fornecimento de gás e sistema de comunicação.

A torre umbilical é uma estrutura de aço com 11 andares e 75 metros de altura, projectada para fornecer a carga de propelente e drenagem, gás, energia e ligações de comunicação para o veículo lançador e para a sua carga. Na torre existem instalações para verificações antes do lançamento, entrada da tripulação e saída de emergência. A torre está equipada com um guindaste de carga, um elevador de carga e um elevador à prova de explosão para a tripulação em caso de emergência. Em caso de emergência, um sistema de escape de lona está disponível para os astronautas saírem da plataforma de lançamento. A fonte de alimentação e outros equipamentos de suporte estão localizados dentro de uma sala subterrânea por debaixo da torre umbilical.
A torre umbilical é composta por uma estrutura fixa e um par de plataformas giratórias de seis andares. Uma vez chegado à plataforma de lançamento, as plataformas giratórias são deslocadas para “abraçar” o foguetão e assim permitir que os procedimentos de abastecimento e verificações finais sejam conduzidas. A torre também contém uma área ambientalmente controlada e protegida para os astronautas entrarem na cápsula espacial. As plataformas rotativas são abertas uma hora antes do lançamento. Quatro braços oscilantes fornecem conexões para electricidade, gases e fluidos ao lançador e são recolhidos alguns minutos antes do lançamento.
Durante o lançamento, as chamas e a exaustão de alta temperatura dos motores do foguetão são direccionadas para a vala de chamas de betão armado através de um grande buraco redondo sob a plataforma de lançamento móvel. As chamas e gases são então desviados do veículo de lançamento através de dois canais de chama rectangulares localizados em ambos os lados da plataforma de lançamento.
A plataforma de lançamento móvel transporta o foguetão desde o edifício de integração e montagem de veículos situado na área técnica até a torre umbilical. A plataforma tem 24,4 metros de comprimento, 21,7 metros de largura e 8,34 metros de altura, e pesa 750 t. Move-se em carris de 20 metros de largura a uma velocidade máxima de 25 m/min, com uma taxa de aceleração inferior a 0,2 m/s. A plataforma demora 60 minutos para completar a viagem de 1.500 metros entre o edifício de montagem e a plataforma de lançamento.
A Plataforma de Lançamento 94 (SLS-2), também conhecido como “Plataforma Jianbing” (ou Plataforma 603), foi comissionada em 2003 para suportar lançamentos de satélites não tripulados para a órbita terrestre baixa usando os veículos de lançamento CZ-2C, CZ-2D e Chang Zheng-4B (CZ-4B). As instalações da plataforma incluem uma torre umbilical de betão armado e um único canal de chamas. A plataforma adoptou um método de lançamento tradicional, onde o veículo de lançamento é montado verticalmente usando um guindaste para içar cada estágio. O veículo de lançamento é verificado na vertical, abastecido e, posteriormente, lançado.

As instalações de apoio da Zona de Lançamentos Sul, colectivamente conhecidas como Centro Técnico Sul, incluem o Edifício de Processamento Horizontal de Veículos de Lançamento (BL1), o Edifício de Montagem Vertical de Veículos de Lançamento (BLS), o Edifício de Operações Não Perigosas (BS2), o Edifício de Operações Perigosas de Veículos Tripulados (BS3) , Edifício de Verificação e Processamento de Motores de Propelente Sólido (BM), o Edifício de Processamento e Armazenamento de Pirotecnia (BP1, BP2) e o Centro de Controle de Lançamento (LCC). A instalação foi projectada para receber o foguetão lançador e a sua carga útil para montagem e testes, antes de serem movidos para a plataforma de lançamento.
Para uma missão dos veículos tripulados Shenzhou, a campanha de lançamento geralmente começa aproximadamente dois meses antes do lançamento. O veículo de lançamento CZ-2F é transportado em segmentos separados desde as Instalações 211 em Pequim até o Centro Técnico Sul via caminho-de-ferro. Após a sua chegada, o veículo é mantido no Edifício de Processamento Horizontal do Veículo de Lançamento para testes iniciais e preparação. O núcleo do veículo e os propulsores laterais são então montados dentro do BLS (o Edifício de Montagem Vertical).
A cápsula Shenzhou é transportada de Pequim para a Base Aérea de Dingxin por um avião de carga, e depois transportada por estrada até o local de lançamento, a 76 km de distância. A cápsula espacial é então integrada e testada no Edifício de Operação Não Perigosa de Naves Espaciais (BS2) e, em seguida, movida para o Edifício de Operação Perigosa de Veículos Tripulados (BS3) para abastecimento de combustível. O próximo passo é integrar a cápsula com a carenagem de carga e instalar a torre de escape emergência. A cápsula é então transportada para o BLS, onde é integrada no seu foguetão.
O edifício de integração vertical, oficialmente conhecido como o Edifício de Montagem Vertical do Veículo de Lançamento (BLS) serve como uma plataforma para a integração e montagem dos lançadores e da sua carga útil. O edifício é composto por duas salas de processamento vertical de 26,8 x 28 x 81,6 metros, cada uma equipada com uma plataforma móvel de 13 andares e uma grua de carga de 50 t. As duas salas permitem o processamento simultâneo de dois veículos lançadores. Na época da construção, dizia-se ser o edifício de betão armado de piso único mais alto do mundo, com o tecto de betão armado mais alto do mundo (86,1 metros acima do solo) e mais pesado (13.000 t).
O Centro de Controle de Lançamento (LCC) localizado ao lado do BLS monitoriza e coordena a campanha de lançamento. O centro é dividido em quatro salas funcionais: a Sala de Controle do Veículo de Lançamento, a Sala de Controle da Cápsula Espacial, a Sala de Comando de Exame e Lançamento e o Centro de Comunicações.
| Lançamento | Veículo | Plataforma | Data | Hora (UTC) | Carga |
| 2026-064 | Chang Zheng-2C/YZ-1S | LC-43/94 | 27/Mar/26 | 04:11 | Shiyan-33 |
| 2026-066 | Lijian-2 (Y1) | LC-140 | 30/Mar/26 | 11:00 | Xinzhengcheng-01 Xinzhengcheng-02 Tianshi-01 |
| 2026-F05 | Tianlong-3 (Y1) | LC-120B | 03/Abr/26 | 04:17 | Tianwei-4 ?? |
| 2026-080 | Lijian-1 (Y12) | LC-43/130 | 14/Abr/26 | 04:03 | Jilin-1 Gaofen 07A02 Jilin-1 Gaofen 07A03 Jilin-1 Gaofen 07A04 Jilin-1 Gaofen 07B02 Jilin-1 Gaofen 07B03 Jilin-1 Gaofen 07B04 Jilin-1 Gaofen 07C02 Jilin-1 Gaofen 07C03 |
| 2026-084 | Chang Zheng-4C (Y41) | LC-43/94 | 17/Abr/26 | 04:10 | Daqi-2 |
| 2026-105 | Zhuque-2E (Y5) | LC-43/96A | 14/Mai/26 | 03:00 | Simulador de Massa |
| 2026-106 | Lijian-1 (Y13) | LC-43/130 | 14/Mai/26 | 04:33 | Taijing-3 05A Taijing-3 05B Tianyi-50 Tianyan-27 Jilin-1 Gaofen 03D55 |
| 2026-113 | Chang Zheng-2F/G (Y23) | LC-43/91 | 24/Mai/26 | 15:08:36,452 | Shenzhou-23 |
| 2026-121 | Chang Zheng-12B (Y1) | 01/Jun/26 | 08:40 | Qianfan Jigui-08 01 Qianfan Jigui-08 02 | |
| 2026-128 | Zhuque-2E (Y6) | LC-43/96A | 09/Jun/26 | 08:23:05,281 | Qianfan DTC 01 Zhongguo Yidong 02 |
Após a chegada das empresas privadas, o centro espacial espandiu-se com o desenvolvimento de novas estruturas e plataformas de lançamento. Esta zona é denominada “Zona de Testes de Inovação Aeroespacial Comercial de Dongfeng” (Dongfeng Shangye Hangtian Chuangxin Shiyan Qu, “东风商业航天创新试验区”).
A empresa Landspace desenvolveu a sua zona de Lançamento de Oxigénio Liquido e Metano (蓝箭航天液氧甲烷发射场), sendo composta pelas plataformas LC-96A (Zhuque-2, e Zhuque-3 VTVL), bem como a LC-96B (Zhuque-3).
A empresa CAS Space desenvolveu a sua zona de lançamento para foguetões a combustível sólido (中科宇航固体火箭发射工位), sendo este o complexo LC-130 para o foguetão Lijian-1, com uma infraestrutura de lançamento vizinha para o veículo Lijian-2.
Foi também criado o Local de testes de foguetões reutilizáveis (可重复使用火箭试验阵地), o Complexo LC-120, utilizado para os testes VTVL do CASC-SAST, para o lançador Tianlong-2 e Tianlong-3 da Space Pioneer e para o lançador Shuangquxian-2 da I-Space’s, que incluí uma nova plataforma de aterragem para os testes a grande altitude realizados pelo veículo VTVL do SAST.

O Complexo de Lançamento da série de foguetões Chang Zheng-12 é denominada “Estação de Lançamento de Testes e Investigação de Foguetões Comerciais da China Jiuquan” (中国商火酒泉研试发射工位) está também localizado na Zona de Testes de Inovação Aeroespacial Comercial de Dongfeng
Imagens: Internet Chinesa e arquivo fotográfico do autor (quando não assinaladas)