Publicado em 30 de setembro de 2026 por Rui C. Barbosa

Galáxias numa casa cósmica de espelhos

Esta imagem do mês do Telescópio Espacial James Webb da NASA/ESA/CSA apresenta galáxias com detalhes impressionantes, distorcidas e multiplicadas como se tivessem entrado num labirinto de espelhos. As brilhantes galáxias douradas espalhadas pela imagem pertencem a um enxame de galáxias chamado MACS J0454.1-0300. As galáxias alaranjadas concentradas num dos lados do enxame não fazem parte dele e estão muito mais afastadas de nós.

O próprio MACS J0454.1-0300 é imensamente distante: a luz destas galáxias viajou até nós durante tanto tempo que estamos a ver o enxame tal como ele era quando o Universo tinha cerca de 8 mil milhões de anos. Embora este enxame de galáxias seja um alvo científico valioso por si só, as verdadeiras estrelas desta imagem são as galáxias que aparecem distorcidas e esticadas, como uma pintura desfocada por uma mão gigante.

A aparência destas galáxias é o resultado da lente gravitacional, na qual a enorme massa de um objeto em primeiro plano, como um enxame de galáxias, curva e amplia a luz de um objeto mais distante em segundo plano. A lente gravitacional permite aos astrónomos observar galáxias, enxames estelares e até mesmo estrelas individuais que estão demasiado longe para serem vistas pelos nossos telescópios em condições normais. Embora as grandes galáxias alaranjadas pareçam obviamente distorcidas, observe atentamente algumas das pequenas galáxias avermelhadas em segundo plano nesta imagem: mesmo nas extremidades da imagem, existem galáxias cujas imagens foram curvadas em pequenos arcos pela gravidade de MACS J0454.1-0300.

As áreas afetadas pela lente gravitacional mostram múltiplas imagens de galáxias de quando o Universo era jovem: um grupo de galáxias 2 mil milhões de anos após o Big Bang e uma única galáxia com apenas 800 milhões de anos após o Big Bang. O grupo de galáxias parece estar a sofrer uma fusão, resultando numa enorme explosão de formação estelar.

Os astrónomos identificaram também “nós” brilhantes individuais dentro das áreas com lentes gravitacionais, correspondentes a regiões com apenas 5 anos-luz de diâmetro. Estes minúsculos aglomerados aparecem ampliados por um factor de mais de 300, em alguns casos.

Uma imagem do Telescópio Espacial Hubble da NASA/ESA deste mesmo enxame foi divulgada em 2014. Compare as duas imagens; a diferença entre elas é impressionante. A nova imagem do Webb revela centenas de galáxias que não estavam presentes na imagem anterior. Estas galáxias sempre estiveram lá, mas o Webb é muito mais sensível à sua luz, que é muito mais avermelhada.

Os dados por detrás desta imagem provêm de dois programas de observação (#5058, PI: Furtak; #6882, PI: Fujimoto) que aproveitam a capacidade dos enxames de galáxias massivos de trazer objetos distantes à vista.

A imagem mostra um enxame de galáxias massivo, composto por muitas galáxias elípticas douradas, com a maior e mais brilhante no centro. Aparecem galáxias alaranjadas bastante distorcidas em redor do enxame, as maiores concentradas num grande arco em torno do centro do enxame; são imagens de galáxias muito distantes, criadas por lentes gravitacionais. Algumas galáxias são grandes e de cor branco-azulada; estrelas brilhantes próximas têm a mesma cor.

Texto original: Galaxies in a cosmic house of mirrors

Texto e imagem: ESA

Tradução automática via Google

Edição: Rui Barbosa

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